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Como “hackear” sua Curva de Esquecimento para aprender melhor

Anna Dulce
Anna Dulce
01 abr 2024 às 14:23
Última atualização: 01 abr 2024
6 min leitura
01 abr 2024 às 14:23
6 min leitura
Última atualização: 01 abr 2024
Como “hackear” sua Curva de Esquecimento para aprender melhor

Créditos: Adobe Stock

Teoria foi criada para entender por que pessoas perdem informações através do esquecimento – e como evitá-lo

Não é raro que pessoas se frustrem ao tentar lembrar de informações que vão desde o nome de uma música antiga até as etapas necessárias para realizar uma tarefa importante  e simplesmente não consigam. 

Para entender este problema e tentar solucioná-lo, o psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus criou a Curva do Esquecimento, que, conforme artigo publicado pela Skillshub, descobriu que as pessoas perdem rapidamente a memória ao longo de dias ou semanas, a menos que revisem conscientemente as informações que aprenderam.

A teoria de Ebbinghaus deixa clara a importância do aprendizado contínuo na busca por uma vida com “menos esquecimento” e mais informações retidas, o que pode ser alcançado com recursos como o Programa de Membros Vitalícios do Administradores Premium, que dá acesso ilimitado a todos cursos atuais e futuros lançamentos do Administradores Premium, ministrados por professores das principais escolas de negócios do país e do exterior, empreendedores e consultores, além de um serviço de Orientação Personalizada. 

O conceito, que esclarece como e por que as pessoas esquecem informações, ajuda, ainda, a desenvolver estratégias que reduzam as chances de esquecimento. Um gestor que sabe que o estresse prejudica a memória, por exemplo, pode agendar sessões de treinamento para um horário menos estressante do dia, fazendo com que sua equipe tenha mais facilidade em manter o foco e reter o que aprendeu.

Existem, ainda, algumas estratégias para superar a Curva do Esquecimento e fortalecer a memória. Aqui estão algumas delas:

1. Engajamento e interação

É menos provável que alguém sucumba aos efeitos da Curva de Esquecimento de Ebbinghaus se estiver envolvido no processo de planejamento de aulas.

Além disso, há muitas maneiras de tornar as aulas mais envolventes, começando pela forma como os materiais de aprendizagem são entregues.

A maioria das pessoas, por exemplo, luta para reter informações quando elas são entregues em parágrafos enormes escritos em letras minúsculas. Por outro lado, o uso de frases curtas, parágrafos curtos, marcadores e listas numeradas torna mais fácil assimilar as coisas e lembrá-las mais tarde.

O incentivo a interação durante as aulas também mantém os alunos mais engajados.

2. Reforço ou repetição

Pessoas esquecem gradualmente as informações com o passar do tempo, o que torna a repetição e o reforço contínuo são tão importantes para o processo de aprendizagem.

Uma maneira de usar a repetição para superar a Curva de Esquecimento de Ebbinghaus é incluir revisões regulares no início de cada sessão de aprendizagem, o que às vezes é descrito como aprendizagem espaçada. Além disso, aumentar a frequência das sessões de aprendizagem também pode ter um impacto positivo.

O reforço e a repetição regulares ajudam a esclarecer os pontos-chave e dão às pessoas mais oportunidades de repetir o que aprenderam.

3. Cultura de aprendizagem

Uma cultura de aprendizagem incentiva a formação e a educação contínuas, o que deixa as pessoas entusiasmadas com o aprendizado de novas informações e o desenvolvimento de novas habilidades.

Naturalmente, uma cultura de aprendizagem proporciona melhor memória e menos esquecimento, uma vez que, quando as pessoas têm oportunidades regulares de aprender, é mais fácil para elas se concentrem, retenham informações e implementem o que aprenderam no dia a dia.

4. Relevância

Informações relevantes são mais memoráveis. Quanto mais óbvio for o motivo pelo qual estão aprendendo algo, mais fácil será para as pessoas prestarem atenção, atribuírem significado à informação e lembrarem-se dela no futuro.

5. Significado

De acordo com Ebbinghaus, pessoas se lembram melhor de informações significativas para elas, o que significa que se esquecem mais rápido de coisas que não consideram importantes.

6. Acessibilidade

A acessibilidade também desempenha um papel fundamental na aprendizagem e na retenção de conhecimento. Se as pessoas não conseguirem acessar facilmente os materiais de aprendizagem, por exemplo, será mais difícil para elas rever o que foi abordado anteriormente – aumentando a probabilidade de esquecerem essa informação com o passar do tempo.

7. Superaprendizado

Durante sua pesquisa, Ebbinghaus explorou a ideia de superaprendizagem e seu impacto na memória. Essencialmente, aprender demais envolve colocar mais esforço do que normalmente faria para absorver um novo conceito.

8. Desafio contínuo

A repetição desempenha um papel essencial na aprendizagem e na formação da memória. Ao mesmo tempo, porém, também é importante evitar tornar aulas tão repetitivas que perdem a atenção de quem está aprendendo. Se isso acontecer, é mais provável que essas pessoas esqueçam o que aprenderam, o que as leva de volta à estaca zero.

É preciso, então, que os indivíduos continuem a ser desafiados com novas informações e habilidades, para que fiquem mais empenhados e inclinados a participar, o que, por sua vez, pode ajudá-los na retenção das aulas.

9. Clareza

É fundamental que as informações sejam fornecidas com clareza. Novos termos e conceitos, por exemplos, devem ser divididos para que se tornem o mais simples possível. Além disso, exemplos podem ser usados para facilitar o entendimento. 

Listas com marcadores, diagramas e infográficos também podem ajudar a resumir tópicos complexos para torná-los mais simples e compreensíveis.

10. Interatividade e imersão

O treinamento de aprendizagem imersiva,  geralmente usa tecnologias como realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR) para incentivar a interatividade, também pode ajudar na formação da memória e na retenção de informações.

Essas ferramentas, juntamente com outras soluções de aprendizagem interativa on-line, oferecem a oportunidade de aplicar o que foi aprendido em cenários da “vida real”, criando mais oportunidades para teste e aplicação de conhecimento.

11. Reembalagem

Quando alguém está lutando para lembrar de certas informações, talvez seja necessário reembalá-las e ensiná-las de uma maneira diferente. Neste caso, ferramentas como métodos mnemônicos são úteis.

Os métodos mnemônicos reembalam as informações e ajudam o cérebro a armazená-las e recuperá-las conforme necessário. Freqüentemente, eles contam com rimas, músicas e padrões para ajudar as pessoas a se lembrarem de certas informações.

(com Skillshub)

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    Anna Dulce

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    Anna Dulce é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco e já trabalhou em veículos como a Rádio Universitária Paulo Freire e o Diário de Pernambuco.

    Anna Dulce é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco e já trabalhou em veículos como a Rádio Universitária Paulo Freire e o Diário de Pernambuco.

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