Segundo o analista Michael Nathanson, da MoffettNathanson, o YouTube foi, em 2024, a segunda maior empresa de mídia do mundo em receita, com US$ 54,2 bilhões Mesmo com sua onipresença no cotidiano digital, o real impacto do YouTube no setor de mídia ainda é subestimado por muitos — inclusive por profissionais da própria indústria. Mas os números mais recentes mostram que ignorar o YouTube é um erro estratégico. Segundo o analista Michael Nathanson, da MoffettNathanson, o YouTube foi, em 2024, a segunda maior empresa de mídia do mundo em receita, com US$ 54,2 bilhões — apenas US$ 5,5 bilhões atrás da Disney. Para 2025, a previsão é de que a plataforma do Google ultrapasse a gigante do entretenimento e assuma a liderança global. A ascensão de um gigante silencioso Fundado há apenas duas décadas e adquirido pelo Google em 2006 por US$ 1,65 bilhão, o YouTube transformou-se em um fenômeno global. Embora seja possível discutir a metodologia de Nathanson — por exemplo, o fato de excluir os parques temáticos da Disney do cálculo —, o dado central permanece: o YouTube tem se consolidado como o destino dominante para o consumo de vídeo online em escala global. Além disso, a previsão é de que o YouTube TV, serviço de assinatura da plataforma, se torne a maior operadora de TV paga dos EUA até 2026, superando nomes como Comcast e Charter. A base de assinantes cresce à medida que concorrentes tradicionais perdem espaço. Um império sem rosto único Diferente de empresas tradicionais de mídia, o YouTube não possui um “carro-chefe” simbólico como Stranger Things, Barbie ou os filmes da Marvel. Sua força reside na diversidade e na fragmentação: cada usuário acessa conteúdos específicos — tutoriais, vídeos de opinião, podcasts, transmissões ao vivo — sem necessariamente perceber que está “assistindo ao YouTube”. Mesmo criadores como MrBeast, que atingem números impressionantes, representam apenas uma fração da vastidão da plataforma. A comparação mais eficaz talvez seja com uma utility — como água ou energia elétrica —: está sempre presente, mesmo quando não se nota. Valorização bilionária e impacto cultural Nathanson estima que, se fosse uma empresa independente, o YouTube poderia valer entre US$ 475 bilhões e US$ 550 bilhões, posicionando-se entre os gigantes Meta e Netflix. Além disso, a plataforma tornou-se essencial para estratégias políticas e de marketing: muitos candidatos usam podcasts para se comunicar — o que, invariavelmente, significa também usar o YouTube. Em suma, o YouTube é hoje um dos maiores e mais influentes ecossistemas de mídia do planeta. Ignorá-lo é ignorar o centro de gravidade da atenção digital global. E em breve, ele pode deixar de ser apenas o segundo colocado.