A vantagem competitiva na era da IA não depende apenas de ferramentas de ponta. É preciso sincronizar áreas de negócio, tecnologia e operações para agir como um organismo único Sam tinha acabado de assumir como CIO quando percebeu o tamanho do problema. A transformação em inteligência artificial, anunciada meses antes como peça central da estratégia corporativa, estava se fragmentando. Com a saída do chief innovation officer, a liderança se dispersou: vendas criaram seus próprios pilotos, marketing montou uma 'tiger team' e o CTO reivindicou a estratégia para sua área. Ao chegar, Sam encontrou prioridades sobrepostas, recursos drenados por projetos paralelos e disputas internas que colocavam a empresa para competir contra si mesma. Um cenário cada vez mais comum, em um momento em que a distância entre líderes e retardatários digitais cresce rapidamente — segundo a McKinsey, empresas líderes em IA entregam de duas a seis vezes mais valor ao acionista do que aquelas que ficam para trás. Transformar exige mais do que tecnologia A vantagem competitiva na era da IA não depende apenas de ferramentas de ponta. É preciso sincronizar áreas de negócio, tecnologia e operações para agir como um organismo único. Sem isso, o esforço de transformação corre o risco de ruir de dentro para fora, deixando equipes sem direção clara e projetos concorrentes entre si. A experiência de Sam mostra que o alinhamento operacional é tão crítico quanto a inovação tecnológica. Para isso, líderes precisam de estratégias claras para unificar a visão e manter o foco coletivo. Estratégia 1: Reunir o time executivo em torno de uma missão comum Sem autoridade formal para redesenhar a estrutura, Sam começou pelos bastidores: ouviu executivos, mapeou iniciativas de IA em andamento e identificou sobreposições e desalinhamentos. Antes de apresentar suas conclusões ao comitê executivo, compartilhou-as individualmente com cada líder, abrindo espaço para contribuições e construindo confiança. Essa abordagem preparou o terreno para uma conversa produtiva. Com apoio externo, o time executivo definiu cinco prioridades estratégicas para toda a empresa, cada uma com um responsável, metas claras e impacto esperado sobre colaboradores, clientes e desempenho. O papel do líder no ponto de virada Momentos de ruptura exigem mais do que apagar incêndios. É papel do líder criar mecanismos para: Centralizar prioridades estratégicas e evitar duplicação de esforços. Definir responsabilidades claras, reduzindo disputas internas. Garantir que cada projeto tenha impacto mensurável e alinhado ao objetivo comum. Ao focar em propósito compartilhado, Sam ajudou a converter um cenário de dispersão em um plano de ação unificado — e devolveu à empresa a capacidade de competir na velocidade que o mercado exige.