Aproveitar o poder total da linguagem corporal significa cultivar ativamente gestos positivos A linguagem corporal desempenha um papel crucial em como somos percebidos em reuniões, afetando nossa capacidade de nos conectar, colaborar e influenciar. Jacqueline Farrington, em um artigo na Fast Company, identifica dez sinais de linguagem corporal negativa que devem ser evitados para melhorar a eficácia nas reuniões. 1. Sentar-se à margem Optar por uma cadeira ao longo da parede em vez de se sentar à mesa pode parecer uma escolha trivial, mas envia a mensagem de que você não quer se envolver plenamente. Para ser ouvido e valorizado como participante ativo, posicione-se à mesa, sinalizando disponibilidade e disposição para investir na conversa. 2. Indiferença A linguagem corporal não inclusiva, como virar-se para longe dos palestrantes, enterrar o olhar no telefone ou olhar fixamente para a mesa, pode ser alienante. Em vez disso, virar o tronco em direção ao palestrante, inclinar-se ligeiramente e dar acenos afirmativos ocasionais com contato visual expressam engajamento e promovem uma atmosfera colaborativa. LEIA TAMBÉM 3 dicas para dominar sua linguagem corporal sob pressão Linguagem corporal: 4 erros para corrigir no ambiente de trabalho 3. Levantar o queixo Levantar o queixo é um gesto de alto status que pode parecer desdenhoso, criando uma diferença psicológica de altura que implica superioridade. Para fomentar um senso de igualdade e abertura, mantenha um olhar nivelado, imaginando que seu nariz é como um avião que não aponta para cima nem para baixo ao cumprimentar alguém. 4. Movimentos inquietos Ficar inquieto ou batendo os pés abaixo da mesa, mesmo mantendo a parte superior do corpo calma, pode distrair os outros. Isso pode fazer a mesa tremer ou enviar pequenos tremores através das cadeiras das pessoas. Esforce-se para manter a quietude para sustentar uma atmosfera de respeito e projetar congruência. 5. Avalanche de aprovação Enquanto acenar com a cabeça significa acordo e aprovação, acenar excessivamente pode ser contraproducente. Pode encorajar as pessoas a falar mais, prolongando discussões desnecessariamente. Pode também retratar você como excessivamente ansioso para agradar ou impaciente, apenas esperando para interromper. O equilíbrio é fundamental; mostre concordância quando apropriado e pratique a escuta ativa sem sobrecarregar a conversa. 6. Adolescente rebelde Sentar-se de forma desleixada faz você parecer desinteressado e diminui sua presença. Outros também podem ler sua postura como falta de confiança, o que prejudica significativamente suas contribuições percebidas pelo grupo. Lembrar-se de sentar-se direito, alongando a coluna como se fosse uma faixa elástica puxada suavemente em cada extremidade, fará você se sentir mais enérgico, parecer vigoroso e expandir sua presença. 7. Jogo da culpa Apontar o dedo indicador para alguém é considerado rude em muitas culturas porque está associado à intenção de culpar. Pode também ser visto como agressivo e ameaçador. Embora apontar não signifique sempre essas coisas, é melhor evitar para que a ação não seja mal interpretada. Em vez disso, gesticule para a pessoa com a palma da mão aberta voltada para cima, sugerindo uma presença mais convidativa. 8. Olhar fixo Olhar fixamente por muito tempo pode ser percebido como agressivo ou desconfortável. É crucial interromper o contato visual periodicamente, sincronizando essas pausas com as pausas naturais na conversa. Por exemplo, quando o palestrante respira, respire com ele, desvie o olhar e depois volte a olhar para manter um equilíbrio entre atenção e respeito pelo espaço pessoal. 9. Tela em branco Uma expressão facial neutra ou de tédio pode projetar nossas inseguranças. Mesmo que você queira que sua expressão seja neutra, pode alienar o palestrante e outros participantes. Pensar conscientemente em pensamentos positivos como “Quero estar aqui” ou “Isso é interessante” ou dar um leve sorriso pode transformar naturalmente sua expressão para torná-la mais convidativa e menos ansiosa. 10. Distração com o telefone Nada grita desinteresse mais do que alguém rolando o telefone enquanto você fala. Pesquisas mostram que a mera presença de um smartphone na sala – mesmo guardado em uma bolsa ou bolso – prejudica a capacidade cognitiva e dificulta a construção de relacionamentos. Para evitar o esgotamento mental, aumentar o foco coletivo e fomentar um ambiente de interações e colaboração significativas, considere deixar o telefone fora da sala. Aproveitar o poder total da linguagem corporal significa cultivar ativamente gestos positivos. Quando você escolhe conscientemente como se apresentar, transforma reuniões de discussões meras em plataformas poderosas para conexão. Para ter mais influência nessas oportunidades, certifique-se de que sua linguagem corporal marque você como um colega acolhedor.