Liderança: qual o seu estilo?

Vamos conhecer os 6 estilos?

03 abril 2019

Uma das melhores definições de liderança é: “a capacidade de influenciar pessoas para obter resultados”. Mas qual é a melhor maneira de influenciar os outros?

Influência é uma competência sempre associada ao processo de comunicação humana. Os melhores comunicadores são aqueles que conseguem transmitir as mensagens de forma clara e precisa, fazendo com que as pessoas entendam claramente e se mobilizem para atender ao “chamado”.

E como exercer uma influência positiva por meio de um processo de comunicação mais assertivo, que gere clima organizacional saudável e desafiador e resultados de alta performance?

Em minha experiência de mais de 30 anos liderando pessoas e equipes e desenvolvendo outros líderes, posso afirmar que o uso de diferentes estilos, adequados às diversas situações da gestão estratégica e do cotidiano, podem elevar o moral das pessoas e consequentemente os resultados.

Existem diversos modelos de estilos de liderança e, em minha opinião, o que pode apresentar melhores resultados é o modelo do Daniel Goleman, apresentado em detalhes no livro O Poder da Inteligência Emocional (Primal Leadership), escrito em parceria com Richard Boyatzis e Anne McKee.

Goleman, a partir de pesquisa com mais de 3.000 gestores em diversas empresas, identificou seis estilos de liderança e seus impactos na gestão. Goleman destaca que “todos os estilos já haviam sido tratados com outros nomes, mas o diferencial deste modelo está na compreensão dos recursos de inteligência emocional exigidos para cada abordagem”.

Vamos conhecer os 6 estilos?

Visionário

Utiliza como referência a construção de um futuro promissor compartilhado, conduzindo as pessoas rumo a esse “sonho”. A partir dessa visão, cria um clima organizacional “intensamente positivo”, sendo o mais ressonante dos estilos. Seu uso é recomendado quando as mudanças rumo à um novo futuro “requerem uma nova visão, ou quando há necessidade de clareza na direção”.

Conselheiro

Explora o alinhamento das metas da empresa com as metas pessoais, de forma a manter as pessoas firmes na busca de resultados. Com esse alinhamento, consegue gerar um clima “extremamente positivo” e saudavelmente desafiador. Este estilo, muito próximo do líder coach, contribui em muito para que as pessoas melhorem seu desempenho, desenvolvendo competências a longo prazo.

Agregador

Este estilo consegue criar harmonia “conectando as pessoas entre si”. É muito importante da formação de equipes, criando um clima organizacional positivo. Sua aplicação é recomendada também para resolver problemas de relacionamento – pessoal ou profissional – entre os membros do time; apoiar as pessoas em momentos de elevada tensão ou stress e; para o fortalecimento de vínculos que potencialize a sinergia.

Democrático

Compartilha o processo decisório e a geração de alternativas e oportunidades com as pessoas e equipes, valorizando as contribuições de cada um. Ao gerar o comprometimento individual a partir da participação, cria um clima positivo na equipe. É recomendável o uso deste estilo quando a decisão pode ser compartilhada, “ao obter adesão ou consenso”. Pode ser útil também para “conquistar a valiosa colaboração dos funcionários”.

Agressivo

Inicialmente há que se ter cuidado com o termo “agressivo”, pois essa palavra na nossa cultura pode ter conotação negativa. O termo utilizado na obra original é “pacesetting”, que numa tradução livre pode ser “ajuste de ritmo”.

Este estilo tem como característica marcante a definição e atingimento de “metas desafiadoras e estimulantes”. Quando usado em excesso e com demasiada frequência gera clima organizacional negativo. O estilo é muito apropriado para “obter resultados de alta qualidade de uma equipe motivada e competente” e com alto grau de maturidade.

Despótico

O termo no original em inglês é “commanding”, que numa tradução alternativa também pode ser definido como “autoritário”.
Em situações de emergência o uso deste estilo “mitiga temores determinando uma direção clara”. Como é mal aplicado, tanto na forma como na frequência, gera clima organizacional extremamente negativo, sendo o mais dissonante dos estilos. Se a situação for de crise para provocar uma virada rápida, este estilo pode ser muito útil. Também se aplica a funcionários problemáticos que precisam de uma gestão mais assertiva.

O “segredo” do uso produtivo dos estilos é aplicar o mais adequado conforme a situação e/ou o momento. Para isso, é fundamental que você conheça, a partir de seus comportamentos no dia-a-dia, quais são seus estilos mais presentes e os menos utilizados. Para esse entendimento, existem assessments de estilos de liderança que podem ser aplicados em até 360º para que gerem planos de desenvolvimento. Certamente, um bom Mentor pode ajudá-lo nessa jornada.

Sérgio LopesEspecialista em Liderança e Consultor em Gestão. Sergio Lopes possui mais de 40 anos de experiência, sendo 35 em Recursos Humanos, Liderança de pessoas e processos e mais de 10 anos em Consultoria organizacional. Criador do modelo Performance Total (Propósito + Competência + Resultado). Co-autor do livro “Os Loucos Geram Mais Resultados” ed. Resultado, lançado em 2018. http://www.performancetotal.com.br/

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