Viagens programadas, passagens antecipadas, nascimento de novas companhias aéreas. Com uma política mais acessível na venda de passagens através da divisão em parcelas e sem o desconto dos juros, a classe C está procurando cada vez mais os aeroportos para realizar as viagens desejadas. O brasileiro começou a contabilizar os gastos com passagens, alimentação durante a viagem e percebeu que ir de avião sai quase pelo mesmo preço dos valores somados. Outra compensação são horas economizadas. As viagens rodoviárias são mais longas, desgastantes e muitas vezes desconfortáveis. A ascensão da classe C, maior movimentadora da economia brasileira atual, vem sendo observada e sentida por todos os setores do mercado. O aumento das vendas de eletrodomésticos, indústria têxtil, Eletroeletrônicos, no setor automobilístico ajudaram o país a criar fôlego para superar a crise. “Eles sabem o que querem, procuram conhecer mais as condições de pagamento e o setor que tem sentido o poder da classe emergente é o aéreo”, afirma Bruno Azevedo, pesquisador da CO.R Inovação. O banco com maior número de contas desta classe, a Caixa Econômica Federal, facilita o financiamento de viagens em até 24 vezes, desde maio do ano passado. “Seja para realizar um sonho ou fazer uma viagem à passeio, a classe C está mais à vontade para lidar com o dinheiro e até fazer coisas consideradas luxuosas”, comenta Bruno.