Inteligência emocional nas organizações

Por Alice Franciele Selau, Andreoni Costa, Dieniffer Santos da Silva, Fernando Silveira


INTRODUÇÃO

A inteligência emocional é capacidade de identificar os nossos sentimentos e das pessoas que nos cercam, base da auto-motivação e do controle das emoções dentro de nós e em nossos relacionamentos.

Com a crescente valorização do ambiente de trabalho e a sua real importância nas tomadas das decisões, a inteligência emocional surge como uma ciência de resultados consistentes e de grande aplicação no ambiente corporativo.

Este trabalho pretende mostrar o conceito de inteligência emocional, a aplicação deste estudo da psicologia com o enfoque nas organizações. Evidenciar as diferenças entre o quociente de inteligência (QI) e o quociente emocional (QE).

Aumentar os conhecimentos nesta área é com certeza desenvolver as aptidões emocionais, ferramentas que são de extrema importância para o conhecimento do administrador.

Tende como base a teoria do psicólogo Daniel Goleman, PhD pela Universidade de Harvard, este trabalho visa mostrar a importância das emoções no contexto das organizações, tornar evidente o papel do administrador nas relações.



A DEFINIÇÃO DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E SUA APLICAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES

Frente aos desafios do mundo moderno, as empresas estão investindo cada vez mais em seus colaboradores. As organizações estão reconhecendo a importância da psicologia e aplicando seus conhecimentos para melhores resultados. O que é a inteligência emocional?

Inteligência Emocional envolve a capacidade de perceber acuradamente, de avaliar e de expressar emoções; a capacidade de perceber e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o pensamento; a capacidade de compreender a emoção e o conhecimento emocional; e a capacidade de controlar emoções para promover o crescimento emocional e intelectual. (Mayer & Salovey, 1997, p. 15)


Daniel Goleman, psicólogo PhD de Harvard, autor de Inteligência Emocional, afirma que temos dois tipos de inteligência distinta: o QI e a QE. Na melhor das hipóteses, o QI contribui com cerca de 20 por cento para os fatores que determinam o sucesso na vida, o que deixa 80 por cento por conta de outras variáveis. O QI pode lhe dar o emprego, porém, é o QE que garantirá as promoções. Isto explica como pessoas com pouco estudo ou insuficiente para o cargo que exercem, obtém resultados expressivos, alcançando os objetivos propostos, se mantendo na empresa com boa performance, ativos, com indicadores de desempenho favoráveis,devido a um alto grau de Quociente Emocional. O QI diz respeito á gerar, planejar boas idéias. O QE relaciona-se a realização, colocar em prática, ação. O QE não é hereditário, aprende-se a lidar com as emoções no decorrer da vida. As emoções fortes como raiva ou ansiedade criam um bloqueio na região frontal do cérebro responsável pelo raciocínio.

Qual a importância da inteligência emocional nas organizações? O que agregará a empresa? Visando ter mais competitividade no mundo capitalista as organizações vêem a necessidade de investir consideravelmente em seus colaboradores. Os lideres precisam estar preparados para enfrentar os desafios no ambiente corporativo. Os efeitos causados por um mau temperamento, trabalhadores intimidados ou ainda chefes arrogantes, são conseqüências que refletem no nível de produtividade, perdas de prazo, erros, acidentes, uma série de problemas que vão se acumulando.

O custo-benefício proporcionado pela idéia da inteligência emocional nas organizações está cada vez mais evidente. Uma pesquisa entre empregadores americanos mostrou que 50% dos funcionários carecem de motivação para continuar aprendendo; 4 em cada 10 pessoas não sabem trabalhar cooperativamente; 19% dos funcionários tem autodisciplina; 70% de todas as iniciativas fracassam devido a problemas com pessoas.

A idéia de colocar em pratica a inteligência emocional dentro das organizações traz controvérsias com relação aos comportamentos tradicionais de certas organizações. Ainda hoje predomina em algumas organizações visão do tipo: no trabalho deve se usar a cabeça e não o coração; a empatia e a solidariedade podem colocar em conflito as metas organizacionais; se não houver um distanciamento afetivo não é possível tomar decisões duras.

É exigido cada vez mais do líder competências em comunicação oral e escrita, capacidade de escutar, negociar, administrar conflitos, estabelecer estratégias, influenciar positivamente o comportamento das pessoas com quem trabalha. Os líderes precisam de qualidades tais como: honestidade, ética, energia, flexibilidade, comprometimento, empatia, sensibilidade, bom humor, consciência e humildade.

Como observou Shoshona Zuboff, psicóloga da Escola de Comércio de Harvard:

as empresas passaram por uma radical revolução neste século, e com isso veio uma correspondente transformação da paisagem emocional. Houve um longo período de dominação administrativa na hierarquia empresarial, quando se premiava o chefe manipulador, combatente da selva. Mas essa hierarquia rígida começou a desmoronar na década de 80, sob as pressões vindas tanto da globalização como da tecnologia de informação. O combatente da selva hoje simboliza o que as empresas eram ontem. O virtuose em aptidões interpessoais é o que as empresas serão amanhã. (Shoshona Zuboff, In the Age of the Smart Machine,1991).

As emoções são fontes de poder pessoal mais poderosa do que o poder de posição. Os sentimentos proporcionam informações vitais e podemos crescer todos os dias. A essência de uma vida plena de significado e sucesso é estar sintonizado com o nosso interior, conseqüentemente, estimulando para os outros o EU REAL, ativado pelos nossos valores mais profundos.

O líder precisa estar consciente de suas responsabilidades, deve e pode influenciar sem manipulação e sem autoridade. O líder inteligente emocionalmente tem consciência de seus hábitos e das pressões que sofre no cotidiano. Aprendendo sempre a perceber, relacionar-se, inovar, priorizar e agir de maneira que leve em consideração a valência emocional, em vez de depender somente da lógica, do intelecto ou do pensamento concreto.

O ambiente de trabalho é fator de grande importância para o aumento da produtividade, satisfação pessoal. Imagine um grupo de trabalho onde as pessoas não podem expressar sua raiva e não é sensível ao que sentem as pessoas à sua volta. Com certeza esse grupo de trabalho será improdutivo: quando as pessoas estão emocionalmente perturbadas, elas não acompanham, não aprendem nem to

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