Sociedade em rede

Hoje se fala muito em tecnologia, conectividade, redes sociais, mas o que realmente é a sociedade em rede?

Hoje se fala muito em tecnologia, conectividade, redes sociais, mas o que realmente é a sociedade em rede? Acho interessante desmembrar esse termo para elucidar alguns conceitos básicos: sociedade é um sistema de interações humanas culturalmente padronizadas e o termo genérico “rede” significa um conjunto de coisas interligadas. A Sociedade em Rede é um sistema de interações humanas que se apoiam no ciberespaço, usando-o quase que naturalmente para interagir e compartilhar informações.

O ciberespaço, segundo André Lemos, “é um não lugar, onde devemos repensar a significação sensorial de nossa civilização baseada em informações digitais, coletivas e imediatas. Ele é um espaço imaginário, um enorme hipertexto planetário, (…) é um espaço sem dimensões, um universo de informações navegável de forma instantânea e reversível”. Para entender melhor isso, acho interessante pensarmos no conceito de nuvem, que vem sendo usado por vários servidores de armazenamento de dados online (Google Drive, Dropbox, OneDrive, etc). A tão falada nuvem é ciberespaço.

Enfim, o fato da sociedade em rede se apoiar nesse ciberespaço, gera uma cibercultura que caracteriza essa sociedade, ou seja, o uso desse ciberespaço faz as pessoas se tornarem cibercultas. A força da internet, principalmente no que diz respeito às redes sociais, tem se mostrado muito presente e forte no contexto prático do nosso mundo atual. Podemos enumerar uma boa quantidade de protestos e manifestações que são organizados por meio desses mecanismos. Segundo Gil Giardelli, “O fato é que a mobilização virtual vem se refletindo no mundo real. (…) E de um modelo com o qual nunca se sonhou antes. As pessoas juntas e coordenadas tem uma força imensa que por muito tempo não foi experimentada, por falta de um elemento aglutinador, papel a que as redes online tem se prestado eficientemente”.

Estamos vivenciando uma nova forma na expressão dos movimentos sociais, realizados com a combinação de ciberespaço e espaço público. É uma mudança da democracia de baixo para cima, as pessoas começam a crer que não precisam delegar seu poder de escolha a uma pessoa, podendo então, juntar-se para expressar uma determinada opinião em comum. Dois exemplos recentes de dois movimentos que foram organizados pelo Facebook: a primavera árabe – a qual derrubou dois líderes que estavam a tempo no poder (Mubarak e Ben Ali) – e as revoltas do povo brasileiro – que causaram um grande impacto na política e efetivaram a diminuição da passagem do transporte público.

Os empreendimentos digitais também se mostram muito promissores nas mais variadas áreas da sociedade. Desde redes sociais para vizinhos até páginas que oferecem palestras online sobre os assuntos mais variados: as ideias inovadoras e criativas tem tomado conta da web, proporcionando soluções para problemas conhecidos que jamais seriam imaginados. Com uma produção de conteúdo muito grande por parte dos internautas, há uma grande divulgação e variedade de ideias e isso, se usado de maneira consciente, pode enriquecer muito nossa sociedade em diversas esferas.

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