Sistema ABC e suas aplicações

Peterson José Bernardo (UNICEP)bernardopeterson@yahoo.com.br Josiane Andréa Bonora (UNICEP) josibonora@bol.com.br Sistema ABC e suas aplicações Resumo Com a Globalização o mundo ficou pequeno e estreito entre as empresas, essa situação gerou uma certa competição entre as empresas e fazendo com que não houvesse mais barreiras entre as empresas que estão situadas aqui no Brasil ou no Japão, a distancia ficou tão insignificante que todas as empresas se viram na necessidade de se tornar mais competitiva, e essa competitividade só é possível se for tomadas algumas atitudes em caráter de urgência para eliminar essa lacuna que apareceu. Uma das ferramentas mais usadas para diminuir essa diferença são a redução dos custos, custos esses que se mal calculados afetam profundamente qualquer vida financeira de qualquer empresa independente de seu tamanho. Existem varias ferramentas para fazer a medida dos custos e uma das mais usada é o sistema de custeio ABC (Custos Baseados em Atividades). Esse sistema se bem aplicado e adaptado pode servir de ferramenta de grande valor para todos os tipos de empresas, as empresas de prestação de serviços, industria, comercio, setor bancário, Qualidade enfim sua aplicação pode-se dizer que é imensurável. Pode-se perceber que dentre algumas empresas estudadas que todas obtiveram sucessos na aplicação do sistema de custeio, trazendo grandes resultados para todas as empresas e com isso tornando-as mais competitivas e sólidas nesse mercado Global e competitivo. Palavras chaves: Custos ABC, Microempresa, Aplicações 1. Introdução Com a globalização, uma das grandes preocupações de empresas no mundo todo é o controle de seus custos. Empresas que até poucos anos detinham o monopólio local e também grande parcelas de mercado e impunham seus preços passaram a perder espaço por conta da competição cada vez mais acirrada. Com a competição acirrada entre as empresas do mundo todo, a busca pela qualidade e preço, acabaram ser as ordens principais em todas as empresas independentes de seu tamanho ou localizações, pois perceberam que esses 2 fatores seriam de crucial importância para a permanência constante no mercado. Entre estas inovações que surgiram no mercado, podemos citar o Sistema de Custos Baseado em Atividades (ABC). O sistema de custeio ABC pode ser representado genericamente pelo quadro abaixo. Quadro1 Quadro2 2. Aplicação no setor de Seguradoras Segundo Westenberger e Fassbender (07/1997), a implantação do sistema de custeio ABC para controle dos gastos administrativos na área de seguradoras é relativamente simples, porem existe a casos em que a aplicação do sistema seja um pouco mais complexo, pois, dependendo do tamanho da empresa a implantação não ficará resumida em uma simples planilha eletrônica, sendo assim o trabalho a ser desenvolvido para implantação ficará mais extenso e será necessário um tempo maior e disponibilidade de mais pessoas para que o mesmo tenha um sucesso. 3. Aplicação e integração no setor de Qualidade Segundo Panplona e Motta, (1999) os custos da qualidade subdivide-se em quatro partes tradicionais. - Custos de prevenção - Custos de avaliação - Custos de falhas internas - Custos de falhas externas A relação entre as categorias acima com os custos da qualidade garantirão o controle desses custos e a melhoria continua do processo e redução dos custos através da eliminação dos desperdícios e minimização dos recursos consumidos por atividades que não agregam valores aos produtos. A figura 1 mostra a relação entre as atividades de prevenção e avaliação, e as atividades relacionadas à falhas da qualidade. Procura-se, então, atingir o objetivo principal do sistema de custos da qualidade, que é o de mensurar e direcionar os esforços de melhoria contínua. Fig. 1 - Relação entre Categorias do Custo da Qualidade Fonte: Juran e Gryna (1991) 4. As empresas de serviços Segundo Riccio (1997), as empresas prestadoras de serviços diferenciam-se das indústrias em vários aspectos. As empresas prestadoras de serviços não produzem para estoque, como as indústrias, embora possam ter estoques para serem agregadas aos serviços que oferecem. Nas empresas de serviços os produtos são compostos por componentes intangíveis como no caso de consultorias, ou por composição mista, ou seja, a junção destes com partes tangíveis como por exemplo serviços bancários. Outra característica das empresas de serviço está na relação com o cliente. É este que determina o sentido, a direção em que os processos ocorram. Por esta diferença, nota-se que as empresas de serviços têm produção de demanda puxada ( just in time ), ou seja, para atender ao que o cliente necessita. Portanto, estas organizações devem ter uma estrutura que lhes permita atender com a máxima precisão aos clientes quando estes as acionam. Cada organização de serviços é diferente da mais próxima em atuação no mesmo mercado, não podendo ser dita semelhante para determinar comparações setoriais. Pertencem ao mesmo setor, porém o escopo é diferente o que as torna concorrentes por clientes diferentes e não só pelos semelhantes. Em McHugh et allii (1995) (quadro 1) pode-se visualizar um exemplo de grupamento das empresas de serviços utilizando como modelo estratégico para a decisão de expansão/diversificação das empresas de serviços na Inglaterra. Quadro 3 Segundo Mauad (2002) O sistema de custeio, que nada mais é do que o método de apropriação de custos, até a revolução industrial, era extremamente simples e estava bem estruturado para servir às empresas comerciais. Com a industrialização, começou-se a adaptação do modelo mercantilista para as novas necessidades industriais. E, segundo Padoveze (1997), baseado na classificação e comportamento dos custos e despesas, foram desenvolvidos, basicamente, dois métodos de custeio: - custeio por absorção ou tradicional; - custeio direto ou variável; Esses critérios, considerados clássicos, apresentam como ponto comum a preocupação com a administração dos custos indiretos e como diferença fundamental as informações gerenciais que irão atender a necessidades distintas da contabilidade de custos. 5. Aplicações nas empresas 5.1 Qual é a velocidade de mudança na indústria que sua empresa opera? Segundo Azevedo (2004) Para o setor automobilístico/autopeças tem-se que 46% das empresas que estão inseridas em um cenário cuja velocidade de mudança é rápida, 36% classificaram como muito rápida e 18%, moderada. Já as empresas do setor eletroeletrônicos esse numero corresponde a 50% classificam como rápida a velocidade de mudança e, 50% velocidade moderada. Já o setor siderúrgico/metalúrgico mostrou que 33% das empresas apresentam velocidade de mudança rápida e a mesma porcentagem velocidade lenta. Têm-se também 17% com velocidade muito rápida e 17% com velocidade moderada. Por fim, o setor serviços mostra que 45% das empresas mudam moderadamente, 33% muito rapidamente, 11% rapidamente e 11% lentamente. Este setor possui a peculiaridade de apresentar respostas que vão desde um nível de mudanças lento até muito rápido. 5.2 Que frase descreve a atual posição de sua empresa em relação à utilização do ABC? Segundo Azevedo (2004), no setor automotivo/autopeças tem-se que 45% das empresas não se interessam pelo uso do sistema de custos ABC apresentando como principais razões: - Grande investimento para adequar os processos de coletas de dados e do sistema informatizado; - Desenvolvimento de treinamento do pessoal envolvido. Observa-se que 18% estão avaliando e 18% decidiram não utilizar pelos seguintes motivos: - Custo-benefício desfavorável; - Alta complexidade e gerenciamento dos dados nas respectivas origens. Contudo, 9% das empresas estão utilizando o Sistema ABC. Na mesma porcentagem apresentam-se as empresas que não ouviram falar. Observa-se, no setor de eletroeletrônicos, que a posição das empresas em relação à utilização do custeio ABC são bem variadas, mas apresentam mesma porcentagem: 16,67%. Sendo assim, tem-se que as empresas deste setor: - Não ouviram falar; - Não se interessam, pois é um sistema muito dispendioso e não há estrutura para a coleta de dados; - Estão avaliando; - Decidiram não utilizá-lo, tendo como principal razão a utilização de outro sistema que já atende as necessidades da empresa; - Estão utilizando; - Decidiram abandoná-lo. Para o setor siderúrgico/metalúrgico tem-se que 66% das empresas estão avaliando, 17% estão utilizando e 17% decidiram não utilizar por apenas cogitar a possibilidade de utilização deste sistema. Já no setor de serviços, verificou-se que 24% das empresas estão avaliando o sistema ABC. Na mesma porcentagem têm-se as empresas que não se interessam apresentando como justificativas: - Postura da empresa de simplicidade e agilidade, fazendo com que a gestão seja efetuada com base nos indicadores tradicionais; - Sistema de custeamento atualmente utilizado atende às necessidades da empresa; - Resistência à mudança. Além disso, constataram-se 24% decidiram não utilizar tendo como razão principal a falta de recursos profissionais adequados para implantar e operacionalizar o Sistema (tanto qualitativa como quantitativamente). Verifica-se também que 14,5% não ouviram falar e a mesma porcentagem estão utilizando. 6. Conclusões Após muita pesquisa e leitura, pode-se concluir que, o sistema de custeio ABC, apesar de muitos não gostarem de sua metodologia, pois existem algumas controvérsias quanto ao se método de aplicação, ainda é uma das ferramentas que transmitem um alto grau de confiabilidade onde os mesmos são aplicados e suas aplicações com apenas algumas adaptações podem ser implantada em qualquer área de trabalho, sendo ele comercio, industria ou serviço, todos conseguem um excelente resultado com muita satisfação trazendo grandes mudanças nas áreas onde foram aplicadas. Também tem por conseqüência trazer um certo grau de organização nas empresas, pois se bem aplicado nada passa por ele sem que seja percebido, isso garante uma grande exatidão em seus resultados trazendo um retorno mais confiável e evitando assim desperdícios com possíveis custos que em outros sistemas acabam sendo incorporados e calculados por cima, ou seja tudo é feito mais ou menos e graças ao sistema ABC essa operação não existe garantindo assim uma vida financeira mais confiável para as empresas seja ela de qualquer setor. 7. Bibliografia www.iem.efei.br/edson/download/Microm.doc Integração entre os Sistemas de Custeio Baseado em Atividades (ABC) e Custo da Qualidade. PAMPLONA, Edson de Oliveira. VI ABCustos. São Paulo, SP, julho de 1999. Em co-autoria com: Sandro de Almeida Motta http://www.iem.efei.br/edson/download/Artabccq.pdf Riccio, E. L. V Congreso Internacional de Costos Julio 1997 Mauad, Luiz G. A. e Pamplona, Edson O. O Custeio ABC em empresas de serviços: características observadas na implantação em uma empresa do setor. IX Congresso Brasileiro de Custos. Outubro de 2002. São Paulo, SP PADOVEZE, C.L. Contabilidade gerencial Um enfoque em sistema de informação contábil. São Paulo, Editora Atlas S.A., 1997. Azevedo, H. S. de; Santos, M. C. S. e Pamplona, E. O. P. Utilização do Sistema de Custeio ABC no Brasil: Uma Survey entre as 500 Maiores Empresas. Anais do XI Congresso Brasileiro de Custos. Porto Seguro, Bahia, julho de 2004
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