Segundo os autores, em um mundo de constantes mudanças onde o tempo para decidir é cada vez menor e freqüentes desafios se mostram cada vez mais presente, o Julgamento e a Tomada de decisão se tornam etapas cada vez mais criticas uma vez que mais aspectos devem ser considerados em pouco tempo para uma melhor decisão. Por isso tão importante quanto a aplicação de técnicas e de processos de tomada de decisão são os julgamentos “intuitivos”, os quais são efetivamente um dos vieses que existem numa decisão gerencial. Para Robbins (2000) os gerentes deveriam usar um processo racional, com escolhas consistentes e seguir etapas como: definir o problema; identificar os critérios de decisão; criar alternativas e classificá-las; escolher pela melhor opção; assim teria um melhor aproveitamento por conta da clareza do problema, opções conhecidas, máxima compensação na alternativa escolhida e preferências claras. Já para Stoner e Freeman o processo de tomada de decisão segue os seguintes aspectos: exame da situação; criação e avaliação de alternativas; melhor alternativa; implementação e monitoramento da decisão; A diferença entre os dois modelos apresentados está na última etapa do segundo modelo, a qual pressupõe que o modelo decisório não tem fim na decisão, mas se prolonga pelo monitoramento dos resultados. Ainda segundo os autores, a criatividade que é a capacidade de combinar idéias de modo singular ou fazer associações entre elas e a decisão intuitiva que é processo inconsciente criado, geralmente, a partir de um refinamento das experiências anteriores são dois aspectos fundamentais para o processo decisório. De acordo com os discentes, os processos decisórios são contemplados pela intuição, pois ao contrário do que muitos acreditam a intuição não é contrária a razão, elas não são mutuamente excludentes, pelo contrario, são complementares e num processo decisório eficaz elas devem coexistir, pois a intuição está relacionada principalmente com o modo de se obter informações. E quando, se decide usando somente a intuição, a possibilidade de se obter insucesso torna-se enorme. Já quando se toma decisão somente pela lógica, há grandes possibilidades dessa decisão ser eficiente, ou ao menos razoável. Para os autores do artigo, a questão que muitas organizações se deparam diz respeito à sobrevivência em um ambiente complexo caracterizado pela instabilidade e incerteza. Contudo, a abordagem convencional que enfatiza soluções analíticas (lógica e racional) dos problemas é insuficiente para enfrentar a rápida mudança. Assim, o grande e principal desafio da administração de hoje é a necessidade de gerar ânimo as empresas e fazer isso num meio empresarial caracterizado por rápidas e complexas mudanças. Essa situação impulsiona a busca por estratégias não convencionais para vencer as dificuldades enfrentadas. Como destacam Parikn, Neubauer e Lank (2000), houveram significativos avanços com relação a instrumentos e conceitos administrativos altamente analíticos em virtude do advento e disponibilidade do processamento de dados para analisar volumes de informações e o crescente surgimento de especialistas em computação e pesquisadores de operações no campo de administração de empresas. E segundo Stoner & Freeman (1992) um dos elementos formadores do papel decisório do administrador é ser empreendedor que significa ser um visionário, ou seja, um ser dotado de visão que estabelece a orientação entre a natureza do negócio e suas intenções quanto ao futuro. Por fim, conclui-se que sobre os problemas inerentes ao processo de decisão gerencial são: o fato inegável que o ser humano utiliza uma capacidade de raciocínio limitada, que para solucionar sua incapacidade de lidar com problemas complexos ele utiliza mecanismos para simplificá-los e que o modelo racional de decisão é importante quando se tem decisões estratégicas que podem mudar de uma vez os rumos de uma organização. Assim, o artigo citado trouxe uma ampliação da tomada de decisão de acordo com modelo racional e que a intuição também é parte imprescindível na decisão, pois ela ajuda na simplificação da situação ao passo que a lógica consegue junto com essa síntese fragmentar e estudar as partes de uma situação complexa. Referencia Bibliográfica: HEURÍSTICA E VIESES DE DECISÃO: A RACIONALIDADE LIMITADA NO PROCESSO DECISÓRIO.