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Redes Sociais e as estratégias de sustentabilidade

As empresas vivem em um ambiente de alta competição, dentro dessa rede de relacionamento, no cenário de demandas, expectativas e pressões da comunidade, no que diz respeito ao apelo da responsabilidade social e ambiental

O Processo de desenvolvimento local não ocorre sem a participação e o envolvimento dos atores sociais que interagem na formação de redes sociais, que são os consórcios, alianças, parcerias, clusters, arranjos sócio produtivos, que possibilitam o desenvolvimento sustentável, para atender as necessidades da sociedade. Como por exemplo: As questões sociais, ambientais e econômicas. Responsabilizar exclusivamente a gestão pública para atender as demandas sociais, pode provocar fragilidades na promoção do desenvolvimento local. As redes sociais são elementos que formam um espaço de atuação do Estado, do mercado e das ONGs, de todo o terceiro setor. Qual é o principal desafio da gestão para o desenvolvimento local?

Criar estratégias e soluções específicas que funcionam para resolver os problemas sociais de cada localidade e região, sem esquecer o lema: “ pensar global e agir local”.

É necessário considerar a competitividade dos territórios a partir das relações de proximidade, interdependência e cooperação. As relações se fortalecem com a construção de aglomerações dos municípios da microregião, da valorização do patrimônio natural, histórico-cultural, dos consórcios intermunicipais, para resgatar a identidade territorial, com intensidade no envolvimento de todos os atores locais

Quem são estes atores locais?

Os stakeholders que vão formar as redes sociais, ou seja, as ONGs, OSCIPs, Associações comerciais e industriais, Associações de micro e pequenas empresas, as Cooperativas de crédito, Instituições de crédito solidário, Bancos comunitários, Instituições de microcrédito, e as próprias empresas com seus clientes, fornecedores e acionistas.

As empresas vivem em um ambiente de alta competição, dentro dessa rede de relacionamento, no cenário de demandas, expectativas e pressões da comunidade, no que diz respeito ao apelo da responsabilidade social e ambiental. De um lado, sofre a pressão do governo por meio de políticas publicas de regulamentação, e do outro recebe as pressões de um comportamento mais exigente dos clientes, quanto à qualidade dos produtos e serviços oferecidos ao mercado de consumo.

Torna-se estratégico criar uma vantagem competitiva, quando se muda o comportamento empresarial e evolui, do objetivo de maximizar o lucro, para inserir a variável ambiental ao longo de todos os processos e atividades da empresa.

Por que é estratégico? Pesquisas realizadas de um estudo da Harvard Business School, comparou empresas que adotam políticas sociais e ambientais com organizações que não seguem essas práticas, por um período de 18 anos, e constatou que as empresas mais sustentáveis, superaram as outras, tanto em valor de mercado como no retorno sobre o investimento, e mais a valorização da imagem e posicionamento da marca.

O sistema de cooperação formado através das redes, ajudam no fortalecimento dos micro empreendimentos, no enfrentamento das grandes redes de empresas multinacionais. É possível criar estratégias de inovação com os sistemas produtivos e inovativos locais(SPIL), que são os conjuntos de agentes econômicos políticos e sociais, localizados em um mesmo território. São desenvolvidas atividades econômicas correlatas e que apresentam vínculos expressivos de produção, interação, comercialização, cooperação e aprendizagem.

Referências bibliográficas:

Gestão Social- Aspectos teóricos e aplicações-2012. Autores: Airton Cardoso Cançado; Fernando Guilherme Tenório e Jeová Torres Silva Jr.

Revista HSM Management-edição março-abril 2013.

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