Café com ADM
#

Por que Gestão de Pessoas e não Recursos Humanos?

Resumo Este artigo trata da necessidade do enriquecimento da prática da gerência e da administração das pessoas nas empresas contemporâneas, através de uma simples necessidade de melhor concepção e reestruturação da área responsável em gerir pessoas, na tentativa das organizações se adequarem aos constantes processos de mudanças e a conseqüente competitividade, aonde a exigência de organizações cada vez mais estrategistas é vital para amoldar-se às novas formas sociais e aos novos significados do trabalho. A denominação de Recursos Humanos (RH) trouxe uma nova postura, mais aberta e dinâmica, em relação aos funcionários, considerando-os como o mais importante recurso organizacional. Na década de 90, fruto da queda do muro de Berlim, do fim da Guerra Fria e do abalo das ideologias, o renascimento do indivíduo liberal trouxe consigo a multiplicação das críticas à visão de pessoa como recurso. A utilização do termo recurso causa certa aversão, uma vez que pode-se entender esta nomenclatura como algo que designa meio, expediente de que se lança mão para alcançar um fim ou ainda auxílio. A partir dessa definição considerar pessoas como um recurso, isto é, um meio para se alcançar metas, lucros e resultados, deve ser revisto, lembrando que antes de ser um meio esse recurso é um ser humano. Algumas empresas até mudaram a nomenclatura do departamento de RH para Gestão de Pessoas (GP), mas atende também pelo nome de Talentos Humanos (TH), Gestão de Talentos (GT), Capital Humano (CH) ou Capital Intelectual (CI). As denominações variam, mas o objetivo é um só: um novo modo de administrar juntamente com as pessoas (agora parceiras do negocio e não mais meros recursos empresariais) e o novo papel do talento humano que esta se consolidando na maior parte das organizações bem-sucedidas. Deste modo, nesta última década, os Recursos Humanos vêm recebendo, em diferentes organizações, denominações e definições distintas, em decorrência das indispensáveis mudanças, incluindo o surgimento de novas filosofias, modos de pensar, modelos e visões para com os seres humanos (os quais não são apenas simples "recursos" como já descrito). Ocorrendo novamente a necessidade de rever o papel da área de gestão de pessoas, inclusive o seu referencial. O nome Recursos Humanos ainda se encontra solidificado e com ele toda uma filosofia de trabalho, contudo, na tentativa de buscar uma identidade organizacional que contribua para o enriquecimento dos potenciais humanos, surgem diferentes denominações, porém, mais do que um termo novo, se propõe urgência na concepção do papel deste setor vital para a sobrevivência das empresas e que nem sempre é valorizado como deveria. A uniformização na terminologia do departamento responsável por pessoas nas organizações, auxiliando a identificar o seu papel, definir sua missão, e elucidar a importância em manter seus profissionais competentes, de modo que todos os indivíduos compostos pela organização alcancem seus objetivos através do diferencial humano. Porém mudar apenas a terminologia não exime as organizações da responsabilidade de estarem sempre propiciando o reconhecimento da pessoa, do indivíduo, não como simples recurso a ser manipulado, mas em seu todo bio-psíquico-social, que tem condições de aprendizado através da problematização e não somente pelo adestramento condicionado, que pode ter seu desenvolvimento cognitivo para a participação efetiva e consciente do processo que o cerca. Qualquer que seja o nome, esta área decorre de uma nova cultura e de uma nova estrutura organizacional na qual se privilegiam o capital intelectual. O talento humano passou a ser tão importante quanto o próprio negocio, pois é o elemento essencial para sua preservação, consolidação e sucesso. Priscilla Perla Tartarotti von Zuben Campos E-mail: asde@asde.com.br Home Page: www.asde.com.br Gestão de Pessoas ASDE Vinhedo/SP Brasil
ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.