PERFIL DO EMPREENDEDOR DIGITAL BRASILEIRO

O empreendedorismo digital brasileiro, exige dos seus membros algumas características e aptidões diferenciadas do ambiente empresarial, uma vez que o mundo online, possui peculiaridades únicas, que os tornam bem diferentes do mundo físico e nem todos os empreendedores conseguiriam ter o mesmo sucesso no mundo digital. Este artigo pretende demonstrar dados coletados em pesquisas, referente ao empreendedor digital, para elucidar o leitor sobre o assunto no mercado.

O empreendedorismo digital é um mercado em ascensão no país. Conforme a pesquisa encomendada pelo Grupo RBS ao Instituto M. Sense Inteligência de Mercado, foram entrevistados 770 empresários de todo o país. (Veja 21/04/2014).

Se no empreendedorismo tradicional a mulher já ocupa um espaço praticamente igual ao do homem, no segmento digital eles predominam: 75% dos pesquisados são do sexo masculino. Eles têm entre 20 e 30 anos de idade (61%) e pertencem às classes A e B (86%). As mulheres ainda têm participação pouco significativa no cenário de tecnologia, ainda há um espaço importante a ser ocupado por elas.

Conseguir recursos financeiros para abrir e manter a empresa é a maior preocupação desses empreendedores, 44% consideram essa sua maior dificuldade. Os entrevistados também se queixaram da falta de mão de obra qualificada (30%) e do pouco tempo de que dispõem para se dedicar às suas ideias (34%). Explica-se: 63% deles se dividem entre o projeto digital e um emprego, que serve para pagar as contas e financiar o negócio. Eles trabalham em um clima de incerteza, e as desistências são frequentes. Para que o mercado amadureça é preciso criar um cenário sustentável para esses empresários, que poderão assim atrair os investidores.

Outra pesquisa realizada em outubro de 2013 mostra que o foco dos negócios migrou para serviços, aplicativos e e-commerce. A pesquisa apontou uma forte mudança no foco das startups. Em 2011, os entrevistados estavam empreendendo em Marketing on-line (17%), Conteúdo (17%), Software (16%), Educação (14%) e Social Media (13%). Já em 2013, os segmentos apontados como os de maior investimento dos empreendedores foram Serviços (33%), Aplicativos (30%) e E-commerce (29%). Os resultados apontam para uma clara profissionalização do mercado, tendo em vista que os setores de maior crescimento exigem mais dos empreendedores, tanto em capital quanto em esforço de equipe.

Segundo os entrevistados, o tempo médio para que os negócios e as ideias estejam prontos é de seis meses, um ciclo bem rápido. A pesquisa aponta que apenas 7% dos empreendedores ainda estão na fase de ideias, 8% estão com o projeto no papel, 33% estão em fase inicial de desenvolvimento, 26% estão com seus produtos em fase beta e 26% já estão com o produto finalizado.

Quando questionados sobre a formalidade dos negócios, 78% constituem empresa formal ou estão no processo de legalização, um número bem próximo aos 77% que estavam nessa situação em 2011. 43% dos empreendedores trabalham exclusivamente em seus projetos, enquanto que 52% dedicam parte do seu tempo ao negócio. 27% afirmaram ter uma equipe formada por quatro ou seis pessoas; 15% responderam tocar o negócio sozinhos.

Financiamento e apoio

A falta de recursos é a principal barreira para os empreendedores digitais no Brasil, de acordo com 45% dos entrevistados. Se pudessem, portanto, contar com um apoio de empresas especializadas em startups, 33% dos entrevistados pediriam financiamento. Já 28% de empreendedores gostariam de ter mais contato com o mercado, ou seja, maior facilidade para apresentar e comercializar o produto desenvolvido.

Aproximadamente 80% dos projetos são financiados pelos sócios do negócio, ou seja, sem a presença de um investidor externo. Entre os que não possuem investimento externo, 27% já apresentaram seu projeto para algum investidor.

O status após a apresentação dos projetos a investidores não possui diferença significativa entre os números de 2011 e os de 2013. Em ambas as pesquisas, 42% dos entrevistados disseram estar em negociação e 17% afirmaram que não houve interesse por parte dos investidores, dois pontos percentuais a mais que em 2011. 9% dos entrevistados disseram estar trabalhando na lista de exigências - em 2011 eles eram 8%. Dos que não contaram com investimento externo, 46% disseram ter a intenção de apresentar posteriormente, em 2011 este número era de 55%.

Uma parcela pequena dos empreendedores entrevistados possui algum tipo de financiador, como investidor anjo (12%), empresa de venture capital (5%), empresa privada (4%) ou banco de investimento (1%). A participação de programas do governo e instituições de ensino é baixa, 3% e 1% respectivamente.

De acordo com os entrevistados, um investidor hoje não é apenas uma fonte de recursos financeiros, mas, principalmente, um parceiro. Para 39% dos entrevistados, o empreendedor precisa ter uma boa rede de contatos para ajudá-los a abrir portas e a crescer. Apenas 2% desejam apenas o dinheiro do investidor.

Perfis de investidor

A seguir, os quatro perfis de investidor mapeados pela pesquisa:

a) Abridor de portas: Esse é o parceiro que tem uma grande rede de relacionamento. Possui o tino comercial que muitos empreendedores buscam. É imprescindível que conheça o segmento de atuação do negócio para que as ações sejam dirigidas sem perda de tempo.

b) O Especialista: Possui bons conhecimentos econômicos de mercado para auxiliar o empreendedor. Como geralmente o empreendedor é técnico, é importante ter um parceiro que entenda de economia e negócios. Deve ajudar o empreendedor a tomar as decisões baseados em reports, números e dados.

c) O Estrategista: É o responsável por repensar toda a inteligência do negócio e apresentar novos rumos. Neste caso o parceiro é visto como um “conselheiro”, mas é imprescindível que trabalhe no projeto, dedicando tempo ao negócio junto com o empreendedor.

d) O Financiador: Perfil tradicional de investidor, que financia o novo negócio em troca de participação. É fonte de recursos financeiros, mas não auxilia em outras atividades, como estratégia e networking. É um perfil que os empreendedores não valorizam atualmente.

A pesquisa ainda aponta uma concentração de empreendedores nas regiões Sudeste (43% estão em São Paulo) e Sul (21%). Os empreendedores são, em sua maioria, homens com idade entre 25 e 40 anos. A pirâmide social dos empreendedores é diferente da população brasileira, privilegiando pessoas com maior poder aquisitivo e alto nível de escolaridade, 42% fizeram algum tipo de pós-graduação.

Cursos de graduação relacionados à tecnologia são os mais comuns entre os empreendedores digitais (19%), seguidos por administração de empresas (16%) e comunicação social (13%). A necessidade de gerir seu negócio e colocar sua ideia para frente faz com que os cursos de pós-graduação mais frequentes estejam relacionados com gestão de negócios (23%), marketing (16%) e administração de empresas (11%).

Inspiração (histórias de outros empreendedores) e experiência profissional são os fatores que mais influenciam um empreendedor na hora de pensar em ter seu negócio (42%). E sua motivação é trabalhar com o que gosta (73% em 2013 e 79% em 2011), seguido do retorno financeiro (50% em 2013 e 52% em 2011) e da oportunidade de crescimento profissional (44% em 2013 e 54% em 2011). As motivações se mantiveram as mesmas em 2011 e 2013.

Dos entrevistados, 45% disseram que a falta de recursos financeiros ainda é o principal problema dos empreendedores digitais no país. Em 2011 este número foi de 44%. A burocracia (39%) e a falta de mão de obra qualificada (35% em 2013 e 30% em 2011) também apresentam elevados percentuais. Observa-se redução significativa na insatisfação com políticas públicas de incentivo (28% em 2013 e 34% em 2011) e na falta de tempo para dedicação ao projeto (18% em 2013 e 34% em 2011).

Em 2011, a média de tempo em que os entrevistados se consideravam empreendedores era de 30 meses (2,5 anos). Em 2013, esse tempo subiu para 40 meses. Apesar do crescimento, a média não cresceu em 24 meses (tempo entre as duas pesquisas), indicando que ainda existe uma taxa de desistência elevada.

O empreendedorismo digital é um mercado em ascensão no país. Se no empreendedorismo tradicional a mulher já ocupa um espaço praticamente igual ao do homem, no segmento digital eles predominam: 75% dos pesquisados são do sexo masculino. Eles têm entre 20 e 30 anos de idade (61%) e pertencem às classes A e B (86%). As mulheres ainda têm participação pouco significativa no cenário de tecnologia, ainda há um espaço importante a ser ocupado por elas.

Conseguir recursos financeiros para abrir e manter a empresa é a maior preocupação desses empreendedores, 44% consideram essa sua maior dificuldade. Os entrevistados também se queixaram da falta de mão de obra qualificada (30%) e do pouco tempo de que dispõem para se dedicar às suas ideias (34%). Explica-se: 63% deles se dividem entre o projeto digital e um emprego, que serve para pagar as contas e financiar o negócio. Eles trabalham em um clima de incerteza, e as desistências são frequentes. Para que o mercado amadureça é preciso criar um cenário sustentável para esses empresários, que poderão assim atrair os investidores.

Outra pesquisa realizada em outubro de 2013 mostra que o foco dos negócios migrou para serviços, aplicativos e e-commerce.

A pesquisa apontou uma forte mudança no foco das startups. Em 2011, os entrevistados estavam empreendendo em Marketing on-line (17%), Conteúdo (17%), Software (16%), Educação (14%) e Social Media (13%). Já em 2013, os segmentos apontados como os de maior investimento dos empreendedores foram Serviços (33%), Aplicativos (30%) e E-commerce (29%). Os resultados apontam para uma clara profissionalização do mercado, tendo em vista que os setores de maior crescimento exigem mais dos empreendedores, tanto em capital quanto em esforço de equipe.

Segundo os entrevistados, o tempo médio para que os negócios e as ideias estejam prontos é de seis meses, um ciclo bem rápido. A pesquisa aponta que apenas 7% dos empreendedores ainda estão na fase de ideias, 8% estão com o projeto no papel, 33% estão em fase inicial de desenvolvimento, 26% estão com seus produtos em fase beta e 26% já estão com o produto finalizado.

Quando questionados sobre a formalidade dos negócios, 78% constituem empresa formal ou estão no processo de legalização, um número bem próximo aos 77% que estavam nessa situação em 2011. 43% dos empreendedores trabalham exclusivamente em seus projetos, enquanto que 52% dedicam parte do seu tempo ao negócio. 27% afirmaram ter uma equipe formada por quatro ou seis pessoas; 15% responderam tocar o negócio sozinhos.

CONCLUSÃO:

Comparando com o maior estudo sobre a realidade empreendedora do mundo, GEM (Global Entrepreneurship Monitor), vemos que os empreendedores homens e mulheres estão na mesma proporção no Brasil nos últimos anos, mas a faixa etária e classificação social são semelhantes ao empreendedor digital em nosso pais.

Por ser um negócio virtual a flexibilidade deste empreendedor é maior, dando margem a termos 1% dos empreendedores digitais brasileiros morando fora do pais e fornecendo serviços ou vendendo produtos no Brasil.

Com o crescimento da internet e dos serviços virtuais a tendência é de aumentar os empreendedores digitais em nosso país, fazendo com que os dados dessa pesquisa e da pesquisa GEM se assemelhem nos próximos anos.

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TURBAN, E.; LEIDNER, D.; MCLEAN, E.; WETHERBE, J. Tecnologia da Informação para Gestão - Transformando os Negócios na Economia Digital. Porto Alegre: Bookman, 2010.

José Paulo Pereira Silva

PhD e Pós-Doutorando pela FCU - Florida Christian university - Olando- USA. Sócio fundador e CEO do Grupo Ideal Trends. Esse grupo é composto por 6 empresas ligadas à indústria, gestão de negócios e as melhores tecnologias online.

Há 20 anos no mercado, o grupo surgiu quando seu idealizador, José Paulo Pereira Silva, apos 8 anos de experiência em gestão industrial abriu a Mais Gestão, empresa de consultoria em aumento de produtividade para fábricas. Após quase dez anos de atividades e montando um time capaz de aumentar cada vez mais o alcance da consultoria, José Paulo adquire aquela que se tornou a segunda empresa do grupo, a Embalagem Ideal. Com técnicas apuradas de gestão, rapidamente transformou a Embalagem Ideal em uma empresa altamente lucrativa, que cresce consistentemente mais de 30% ao ano.

Surge primeiro a Doutores da Web, uma empresa especializada em posicionamento orgânico, e o Portal Soluções Industriais, que já é hoje o maior portal de cotações industriais do país. Além de todo o trabalho realizado no setor industrial, o grupo Ideal Trends continua crescendo através de uma nova tecnologia proprietária, direcionada aos segmentos de varejo e serviços.

Conectado com a nova geração do marketing digital e com os lançamentos de produtos e serviços on line, surge em 2015 a empresa Projeção Digital, com a missão de criar info-produtos de sucesso com alcance global.

PERFIL

Engenheiro de Producão com MBA's em Marketing e Vendas e especialização em Negócios Digitais. É Mestre, Doutor e Pós Doutorando em Administração de Empresas pela FCU - Florida Christian University.

Já apresentou diversos programas e seminários sobre negócios e tecnologia e hoje está focado em expandir ainda mais o alcance do grupo, sempre buscando atrair talentos, dar oportunidades às pessoas que já fazem parte do grupo e procurando identificar as necessidades e oportunidades que farão a maior diferença positiva para seus clientes.

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