O conceito de qualidade da decisão

Erros onerosos afetarão o desempenho organizacional e o seu próprio desempenho.

Todo gestor no exercício de suas atividades laborais - planejando, organizando, executando ou controlando - está sempre tomando uma série de decisões. Tais decisões podem ser mais simples ou mais complexas, podendo, desse modo, exigir mais ou menos de análise crítica por parte do decisor sobre o problema em evidência. Por exemplo, a decisão de aumentar ou diminuir o nível produtivo pode ser um tipo de decisão pré-programada baseada em informações já conhecidas. Por outro lado, a decisão de se abrir um novo restaurante, por exemplo, necessitará de maior profundidade crítica, pois estudos sobre o local, os tipos de comida a ofertar, o perfil dos consumidores, o número de funcionários necessários, etc, serão essenciais para a tomada de decisão adequada. Nesse sentido, tomar decisões é uma tarefa básica desempenhada por todo e qualquer espécie gestor.

Uma das principais tarefas que os administradores enfrentam em suas organizações é gerenciar o seu ambiente. Não bastasse a complexidade advinda do ambiente interno organizacional, as forças oriundas do ambiente externo à organização impactam diretamente nas atividades exercidas pelos gestores. Tais forças dão origem a muitas oportunidades e ameaças, e uma das tarefas principais de todo gestor é aproveitar da melhor maneira tais eventos. Ao lidarem com as oportunidades e ameaças externas, eles também lidam com as oportunidades e ameaças internas durante a utilização de seus recursos organizacionais. E embora controlar o ambiente interno da organização seja uma das tarefas básicas a ser desempenhada pelo administrador, gerir o ambiente externo de forma adequada é tão importante quanto difícil, já que os riscos e as incertezas estão sempre presentes.

Para lidar com isso, os administradores devem tomar decisões, ou seja, eles devem encontrar uma solução viável a partir de um conjunto de alternativas evidenciadas. O processo de tomada de decisão é uma técnica que os decisores utilizam para reagir às oportunidades e às ameaças que os confrontam ao analisar as opções existentes e fazer determinações, considerando os objetivos organizacionais e os modos de ações específicos. É claro que a decisão deve ser considerada sob a perspectiva daquilo que será melhor para a organização, mas "desvios" podem ser evidenciados quando os decisores colocam suas conveniências individuais em detrimento da organização que servem. Assim, considerando o atributo da responsabilidade, qual o real conceito de qualidade da decisão?

De acordo com Eldenburg e Wolcott (2007), "a qualidade da decisão se refere às características de uma deliberação que afetam a probabilidade de se obter um resultado positivo. As incertezas e as tendenciosidades reduzem a qualidade da decisão". Para Jones e George (2008), " boas decisões resultam na seleção dos objetivos e modos de ação apropriados, que aumentam o desempenho organizacional; e decisões ruins resultam em um desempenho inferior. (...) A tomada de decisões em resposta às oportunidades ocorre quando os gerentes buscam maneiras de aprimorar o desempenho organizacional para beneficiar clientes, funcionários e outros stakeholders".

Portanto, a qualidade da decisão divide bom desempenho de desempenho pobre, pois quanto maior a qualidade da decisão melhor o resultado a ser obtido e, automaticamente, melhor o desempenho. Administradores responsáveis trabalham com afinco para reduzir ou eliminar suas tendenciosidades. Isso significa que pensar e agir mais criticamente e com maior responsabilidade sobre os problemas que emergem é crucial para o decisor, pois ele sabe que erros onerosos afetarão o desempenho organizacional e o seu próprio desempenho.

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