Fazer o que se gosta: a fantástica magia para o sucesso

Quando você gosta do que faz, a motivação, a dedicação e o comprometimento serão maiores e, com isso, haverá mais chances de se destacar no mercado em que você atua e ascender na carreira

O artigo da semana passada, postado aqui neste canal de marketing, foi sobre a importância das empresas terem em seus quadros funcionários com alta performance. Eles são pessoas altamente motivadas que gostam de pessoas e, também, gostam e se realizam naquilo que fazem.

E, não é somente isso. Essas são pessoas muito talentosas, porque além de trazerem excelentes resultados para as empresas, estão sempre à procura da melhoria contínua, por meio do conhecimento e aperfeiçoamento – livros, cursos, etc. –; não ficam estagnadas, porque sabem que o sucesso de hoje não é garantia de sucesso amanhã.

No entanto, hoje, o tema em pauta é: Fazer o que se gosta: a fantástica magia para o sucesso! Porém, lembro que nessa frase a palavra “magia” não foi colocada no sentido da prática baseada na crença de ser possível influenciar o curso dos acontecimentos e produzir efeitos não naturais, valendo-se da intervenção de outros seres por meio de rituais.

Coloquei a palavra magia com o intuito de demonstrar as mudanças maravilhosas, que ocorrem nas vidas dessas pessoas a partir do momento em que elas têm coragem de mudar de profissões para realizarem aquilo que, realmente, gostam. É como se fosse mágica a tamanha felicidade que sentem. Mais adiante, neste texto, citarei exemplos de pessoas que mudaram de profissões e que melhoraram em tudo, até no humor!

Se o dia, que tem 24 horas, for dividido por três verifica-se que 1/3 desse tempo, ou seja, 8 horas, é dedicada ao trabalho, sem considerar o tempo gasto em deslocamentos para ir e retornar ao seu emprego. Dessa forma, você tem que encontrar o que realmente gosta de fazer, porque o seu trabalho irá ocupar uma grande parte da sua vida e a única maneira de estar satisfeito é fazendo aquilo que você acredita ser um excelente trabalho.

Certamente, quando você gosta do que faz, a motivação, a dedicação e o comprometimento serão maiores e, com isso, haverá mais chances de se destacar no mercado em que você atua e ascender na carreira. Mesmo porque não é possível ser um bom profissional sem gostar do que se faz.

Entretanto, com relação ao marketing, qual é a importância de essas pessoas fazerem o que gostam? O marketing tem como escopo gerenciar os negócios tendo como foco o cliente e prospecta tendências para atender às necessidades e os desejos dos clientes permanentemente. E por meio da inovação busca satisfazer e encantar os clientes para que eles retornem a comprar e se tornem fidelizados.

Logo, do ponto de vista do marketing, as empresas que tenham em seus quadros funcionários que fazem o que gostam são empresas que terão grandes chances de serem bem-sucedidas, porque esses profissionais são mais motivados, dedicados e comprometidos. Dessa forma, irão conquistar os clientes e trarão mais resultados.

No programa Globo Repórter, da Rede Globo, que foi ao ar no dia 1º de maio, trata desse assunto e entrevistou algumas pessoas que mudaram de profissões, tais como: Thaís que largou a carreira bem-sucedida com informática para trabalhar em uma oficina mecânica; Débora que preferiu optar entre a segurança de um emprego tradicional ou fazer aquilo que, realmente, traz-lhe felicidade que é ser artista plástica; e o Marinaldo que vivia em uma rotina cercada de tensão no ramo imobiliário e resolveu abandonar tudo para viver no interior mineiro como agricultor.

A Thaís, por exemplo, quando foi para a faculdade escolheu o curso de ciências da computação e estava decidida a fazer carreira nessa área e que acabou fazendo, porque foram 15 anos dedicados a esse tipo de serviço. Ela estava muito bem, já tinha uma carreira constituída e ganhava bem. Porém, não estava satisfeita – ela guardava em segredo um sonho –. Até que há dois anos criou coragem, jogou tudo para o alto e assumiu o lugar que sempre quis ser: a de mecânica.

No entanto, para a família e os amigos foi um choque. Mas, desde criança ela sempre foi fascinada por carros e motores e tem bastante afinidade com essa profissão. A afinidade era tanta que fez cursos de mecânica, estágio, etc. Até que teve a certeza de que o universo da informática já não lhe trazia mais satisfação.

Na nova profissão Thaís trabalha bastante e pesado, sendo que é a única mulher na equipe. A oficina é especializada na restauração de carros antigos – modelos raros, que valem uma pequena fortuna e participam de exposições para colecionadores –. Sem falar que ela trocou o ar condicionado do seu antigo emprego pelo calor da oficina. E assim, Thaís entre peças, ferramentas, óleo e graxa encontrou o seu lugar, vai feliz para o trabalho e está muito realizada.

Outro exemplo é o da Débora que já fez muita coisa na vida. Foi vendedora, gerente de hotel, monitora ambiental e comerciante, sempre, em busca de mais tempo e liberdade para fazer o que realmente gosta. Até que um dia ela descobriu que o endereço disso tudo estava muito mais próximo do que ela podia imaginar; foi quando decidiu trabalhar em casa.

Certo dia, em casa, modelando massinhas com os seus filhos pequenos seu ex-marido disse-lhe que ela sabia trabalhar muito bem com as massinhas; e foi assim, que teve a ideia de trabalhar em papel machê. Dessa forma, é que a Débora tem no papel machê a sua fonte de renda e felicidade. Em busca do prazer no trabalho, há quatro anos, Débora resolveu morar em Ilha Bela, no litoral de São Paulo, e se tornou artista plástica.

Porém, para trabalhar lá, ela não precisa de nada além do que o lixo que encontra nas ruas como: jornais, papelões, embalagens plásticas e garrafas pet. Porém, Débora aprendeu essa técnica por meio do lixo reciclado, ainda na adolescência, com um grupo de teatro; e, logo, percebeu que o talento adormecido era a chance de mudar de vida.

Hoje, ela trabalha em média seis horas por dia e só acelera quando realmente precisa. Pois, o papel machê lhe trouxe a flexibilidade que ela tanto buscava: tem liberdade, tempo e a tranquilidade de poder receber os amigos na hora que ela quiser. O estilo de vida que a Débora escolheu permite fazer uma paradinha, conversar como os filhos e até tocar violão.

E por fim, o terceiro exemplo é o do advogado Marinaldo que há exatamente dois anos, insatisfeito com a vida agitada de Curitiba, no Paraná, percorreu o caminho em busca de um sítio para comprar e viver. Depois, de muito procurar, a família finalmente encontrou o lugar dos sonhos, na área rural de Delfim Moreira. Que é uma área na qual quanto mais se sobe, mais bonita fica a paisagem. As araucárias estão por toda a parte. O sítio do seu Marinaldo é um dos mais altos – fica a 1.600 metros de altitude.

Assim, o horizonte mais verde foi decisivo para a mudança. Porque o seu Marinaldo não queria só trocar de emprego, mas, também, mudar de vida e para isso decidiu sair da cidade grande. E a agitação, trânsito e a violência foram algumas das coisas que estavam incomodando muito ele e a sua família.

E foi preciso coragem para uma mudança tão radical; Seu Marinaldo formado em ciências contábeis e com uma vida financeira estável trocou o mundo das finanças pela produção de alimentos. Em vez da gravata e camisa social, agora usa roupas e ferramentas de agricultor.

O clima temperado de Delfim Moreira é bom para o cultivo de frutas e como o seu Marinaldo foi disposto a grandes desafios: o forte da sua produção de alimentos são os morangos e as oliveiras; tudo orgânico, sem agrotóxico.

E poder colher e comer as frutas direto do pé; essa é a grande alegria de poder fazer isso. Mas, para o seu Marinaldo é tudo o que ele queria fazer, ter um trabalho que lhe desse orgulho, e que apesar da nova aventura, tem as compensações que ele não encontraria de outra forma: a paz, a serenidade, a liberdade das crianças, a ausência de barulho, de conflito urbano. Isso, sem dúvida, foi uma das motivações para a mudança do seu Marinaldo.

Portanto, depois desses sensacionais exemplos de pessoas que tiveram muita coragem, saíram da zona de conforto e mudaram de profissões; posso dizer que as empresas que tem em seus times pessoas que faz o que gostam terão uma enorme vantagem competitiva.

Exibir