Esse tema trata da mais relevante aplicação do conceito sobre percepção no estudo do comportamento organizacional . Ao julgarmos um colaborador, um colega de trabalho, líder ou qualquer pessoa, iniciamos um processo em que estamos analisando, avaliando, interpretando seu comportamento de formas diferentes, isso de acordo com os acontecimentos. Podemos analisar neste estudo diversas maneiras porque cada pessoa possui um tipo de percepção. Ao analisarmos um indivíduo, tentamos determinar a causa do seu comportamento, desejamos descobrir se a “causa” é interna ou externa. CONCEITO DE PERCEPÇÃO: Percepção significa atribuir interpretações a partir da captação e organização das informações, sejam elas relacionadas a pessoas, fatos ou situações. Quando aplicada no âmbito organizacional, percepção se refere a um senso de observação e análise do ambiente da empresa. A partir da percepção organizacional, é possível identificar as necessidades de melhoria dentro do ambiente de trabalho, bem como fatores positivos que podem ser fortalecidos. Desse modo, é estimulada uma cultura de alta perfomance. Existe dois tipos de percepção no âmbito organizacional : a interna e a externa. Percepção externa, são identificados comportamentos provocados por situações ou pelo ambiente em que o indivíduo está inserido e geralmente são atitudes forçadas. Na percepção interna, são comportamentos realizados por estímulo pessoais, como sentimento, emoções, experiências passadas e expectativa do observado. Geralmente são atitudes do próprio interesse. De acordo com Robbins( 2005 pag. 6) há uma evidência de que, quando julgamos o comportamento de outras pessoas, tendemos a subestimar a influência dos fatores externos e superestimar a influência dos fatores internos ou pessoais. Sendo assim, mais fácil atribuir o problema a causas internas do que a causas externas. Quando possa existir um problema que cause algum tipo de dano a organização da empresa, algumas culturas atribuem a “culpa” pelo baixo desempenho dos colaboradores. Já em outras culturas o líder assume total responsabilidade pelo fracasso do grupo. Robbis(2005) apresentou diversas formas de entendermos as percepções, as quais podemos atribuir técnicas que permitem administrar as tomadas de decisões de uma forma mais precisa e dados válidos para previsões. A compreensão pode ser útil para reconhecermos quando elas podem resultar em distorções significativas. PERCEPÇÃO SELETIVA: Como não podemos assimilar tudo o que observamos, nós percebemos um pouco de cada vez. Este pouco é escolhido seletivamente, de acordo com os nossos interesses, experiências passadas ou atitudes. Ela nos permite uma breve “leitura rápida” dos outros, mas com o risco de obtermos uma figura imprecisa. Como sempre vemos aquilo que queremos ver, e com isso tirar conclusões erradas. EFEITO HALO: Quando construímos uma impressão geral de alguém com base em uma única característica – como sua inteligência, sociabilidade ou aparência EFEITO CONTRASTE: O efeito contraste nós não avaliamos a pessoa isoladamente. A nossa reação a uma pessoa sempre será influenciada pelas outras pessoas que encontramos e/ou relacionamos frequentemente. PROJEÇÃO: Julgamos em base que são parecidos conosco. As pessoas que fazem projeção tendem a ver as outras de acordo com o que são elas mesmas, em vez de observar como as pessoas realmente são. ESTEREOTIPAGEM: Quando julgamos alguém com base em nossa percepção do grupo a qual a pessoa faz parte, estamos usando uma forma de simplificação chamada de estereotipagem. Em termos de percepção, se as pessoas esperam ver estes estereotipos, será o que elas perceberão, mesmo que estes estereotipos não fazem parte da realidade. Isso significa que esse tipo observação sobre a pessoa pode causar uma percepção errada com base em uma falsa premissa sobre o grupo. Concluimos que, as pessoas dentro das organizações estão sempre julgando uma ás outras. Muitas vezes, esse julgamento têm consequencias importantes para a organização.