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Ecommerce e a Iempresa

O E-COMMERCE E A I-EMPRESA **Rosalvi Monteagudo O e-commerce (comércio eletrônico) tem beneficiado a classe média que possui computador, enquanto o varejo eletrônico é maior na classe alta que sai menos para as compras e não são afetadas pelos problemas econômicos do país. Inclusive, um dos motivos do aumento da venda on-line é a insegurança, o trânsito, a impaciência e até o preço mais competitivo que das lojas. A inclusão digital favorece a exclusão social, pois esses não têm acesso nem ao computador, nem ao consumo. O e-commerce pode atender a todos os valores sociais A/B/C/D, através do estudo sócio-econômico, avaliando a eqüidiferença, criando credibilidade e socializando o consumo. As lojas virtuais depois dos problemas de 2002 e 2003, refizeram-se e têm tido bons resultados, mas sem retorno para todos, aumentando a concentração de renda. A internet está mudando a empresa que precisa organizar a comercialização (e-commerce), os negócios (e-business) que estão alterando o mercado de trabalho. Algumas vantagens e desvantagens do e-commerce que precisam se tornar claras: * A distribuição do produto é direta ao consumidor, excluindo o intermediário; * É usada para pesquisa de preço do produto; * Há facilidade de pagamento e rapidez; * O consumidor vai direto ao e-commerce que passou a ser um novo intermediário; * Organiza o atacado virtual que concentra o lucro, no dono do website; * A comercialização na internet é em ação global; * O cartão de crédito é o meio de pagamento; * Maior controle do estoque; * Compras em maiores quantidades; * Distribuição de mercadorias, sem controle de qualidade; * O varejo virtual está começando a ter muitos problemas como; falhas nas gerências, distribuição, logística, etc; * Substitui a venda face a face, reduzindo a mão-de-obra; * Não pagam impostos nem outras atividades burocráticas, aumentando o lucro; * Oferece custo competitivo, sem retorno para a sociedade; * Há uma geração de serviços que aumenta a terceirização, explorando a mão-de-obra; * A geração de trabalho é para o país de origem da indústria e/ou outras, sem controle estatal, uma vez que faz uma ação global. Da maneira como o e-commerce está sendo feito, a geração de trabalho vai para o país de origem do know-how, além de aumentar a concentração de renda, continuando nas mãos de poucos. Faz-se com a internet o que é feito com as empresas tradicionais controladas de cima para baixo, sub-empregando e prejudicando a economia de qualquer país. O relacionamento entre os fornecedores e os vendedores no e-commerce cria preços competitivos, pois se elimina o intermediário e gera mais lucros. Faz-se maior expansão e conseguem-se maiores descontos junto aos fornecedores, além da economia por não pagar pontos comerciais, nem muitos funcionários. Enfim, o e-commerce precisa mudar para não manter a forma tradicional que aumenta a concentração de renda, uma vez que o modo de executá-lo, beneficia a poucos. A empresa virtual I-empresa precisa criar novas funções, pois as estão mantendo pela transmissão de hábitos. Estão somente redefinindo os conceitos. Se não começarmos a usar essa moderna ferramenta para e pelo homem, vamos continuar nas mãos de poucos. Nunca foi estudado a geração do trabalho, a produção, a organização do mercado consumidor, as necessidades, os interesses e as reivindicações na área de atuação local/comunitária, nem o mercado de consumo para estabelecer as bases do lucro, a fim de organizar o sócio-econômico e distribuir renda. É indispensável constituir uma interdependência com o mercado, desenvolver os recursos humanos e criar um controle democrático, fixando o homem em seu local de trabalho. A política sócio-econômica precisa ser elaborada com o enfoque nessa terceira revolução industrial e tecnológica. O governo precisa criar mecanismo de alerta para esse novo segmento que é útil. O ecommerce pode ser usado como auxiliar no controle da inflação junto com a moeda, uma vez que o custo é menor do que nas lojas tradicionais. Hoje a consulta dos preços inclui a internet a chamada e-flation (índice de inflação na internet). Todos esses benefícios diminuem o preço final, ao sair no mercado, gera mais lucros e pode regulamentar a inflação. Se não adotarmos uma estrutura humana estudando o mercado consumidor e levantar todas as necessidades, os interesses e as reivindicações para educar e formar os recursos humanos e desenvolvê-los para torná-los capazes, a partir do capital produtivo para organizar o investimento, o patrocínio e gerar lucro para distribuir renda. Se não, continuaremos nessa guerra econômica, com uma produção dependente do estudo de mercado, da lei da oferta e da procura. Estão criando novos intermediários e gerando lucros nas mãos de poucos, via a internet. Precisamos criar mecanismos de benefícios socioeconômico com uma Política de Informação. **Rosalvi Monteagudo é autora dos livros Economia Solidário Novas Regras e Autonomia na Organização da I-Empresa. www.economiasolidaria.org.br ou www.rosalvimonteagudo.com.br
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