Conceituando e entendendo o que é uma "Estratégia de Operações"

Assim como o termo solitário estratégia tem suas raízes e origem - “Linguisticamente, estratégia deriva da palavra grega strategos, que significa comandar um exército. E embora não exista um vínculo histórico direto entre a prática militar grega e as idéias modernas de estratégia, a metáfora militar é poderosa” (SLACK; LEWIS, 2009, p. 31) - a estratégia de operações também tem sua própria história...

Assim como o termo solitário estratégia tem suas raízes e origem - “Linguisticamente, estratégia deriva da palavra grega strategos, que significa comandar um exército. E embora não exista um vínculo histórico direto entre a prática militar grega e as idéias modernas de estratégia, a metáfora militar é poderosa” (SLACK; LEWIS, 2009, p. 31) - a estratégia de operações também tem sua própria história, segundo Davis, Aquilano e Chase (2001) considerando que ainda não existia uma ferrenha concorrência semelhante a que vemos hoje, o papel da Administração da produção se manteve estático durante a década de 50 e início dos anos de 1960.

Somente no final desta última, é que veio a surgir mais uma quebra de paradigma para a AP, Wickham Skinner, professor da Harvard Business School, sugeriu que as organizações deveriam criar uma estratégia específica que guiasse a função de produção, a fim de que a mesma complementasse as estratégias já existentes de finanças e marketing.

No que tange ao seu aspecto moderno vale mencionar que a mesma versa-se de uma estratégia funcional que está inserida na estratégia de negócios, que, por sua vez, “vive” no interior da estratégia corporativa. Desta forma, torna-se nítido que as organizações atuais possuem em seu escopo de atividades uma “hierarquia de estratégias”.

A estratégia de operações vai tratar exatamente do conjunto de decisões relacionadas à função de produção ou operações “que é responsável por satisfazer às solicitações de consumidores por meio da produção e entrega de produtos e serviços” (SLACK; CHAMBERS; JOHNSTON, 2009, p. 5).

Todavia, assim como o termo estratégia por si só é confuso de ser definido, semelhante situação acontece com a estratégia de operações. Existem diversas definições para estratégia de operações, mas nenhuma ainda é amplamente aceita. Há uma certa concordância em que essa definição deverá coincidir com os objetivos da empresa ou unidade de negócios, alcançar os objetivos da área de operações, buscar uma vantagem competitiva e focalizar um padrão de decisões consistente no que se refere a operações (PAIVA; CARVALHO JR.; FENSTERSEIFER, 2009, p. 54).

Por outro lado, alguns autores conseguem defini-la de forma clara:

A estratégia de produção está, portanto, preocupada com o desenvolvimento de um planejamento de longo prazo para determinar como melhor utilizar os principais recursos da empresa, de modo que haja um alto grau de compatibilidade entre esses recursos e a estratégia corporativa de longo prazo da companhia (DAVIS; AQUILANO; CHASE, 2001, p. 42).

Um olhar mais analítico “Uma estratégia de produção é um conjunto de metas, políticas e restrições auto-impostas que descrevem como a organização planeja dirigir e desenvolver todos os recursos investidos na produção para melhor cumprir (e possivelmente redefinir) sua missão” (HAYES et al, 2008, p. 57, grifo dos autores).

Dando prosseguimento “Estratégia de operações é um plano de ação a longo prazo para a produção de produtos e serviços de uma empresa e constitui um mapa daquilo que a função de produção deve fazer se quiser que suas estratégias de negócios sejam realizadas” (GAITHER; FRAZIER, 2005, p. 39).

Nesse mesmo contexto, cabe oportuno destacar também “Estratégia de operações é o padrão geral de decisões que determina as competências a longo prazo e suas contribuições para a estratégia global, de qualquer tipo de operação, através da conciliação dos requisitos de mercado com os recursos de operações” (SLACK; LEWIS, 2009, p. 57).

Diante desse quadro “A estratégia de produção diz respeito ao padrão de decisões e ações estratégicas que define o papel, os objetivos e as atividades da produção” (SLACK; CHAMBERS; JOHNSTON, 2009, p. 61).

Relevante mencionar também as áreas onde as decisões estratégicas de operações atuam (estruturais e infraestruturais):

Projeto de novos produtos ou serviços; Projeto da rede de suprimentos; Tecnologia de processos; Projeto e organização do trabalho; Planejamento e controle; Estoque; desenvolvimento de fornecedor; Melhoria; Recuperação e prevenção de falhas (SLACK; CHAMBERS; JOHNSTON, 2009).

Foco da Produção; Planos de Produto/Serviço; Planos de Processo e Tecnologia de Produção; Alocação de Recursos para Alternativas Estratégicas; Planos de Instalações: Capacidade, Localização e Layout (GAITHER; FRAZIER, 2005).

Assimilado o conceito da estratégia de operações, é também valido ressaltar que diversos autores possuem distintas concepções e definições do assunto. Todavia, Nigel Slack em suas diversas obras (Operations Management, Operations Strategy and Operations and Process Management: Principles and practice for strategic impact) filtrou “todos” esses diferentes entendimentos, surgindo então 4 (quatro) perspectivas (ver artigo "As diferentes pespectivas de uma estratégia de operações"). Segue o LINK: http://www.administradores.com.br/artigos/academico/as-diferentes-perspectivas-de-uma-estrategia-de-operacoes/78692/).

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