Para gerar motivação, é necessário compreender a necessidade de cada colaborador, pois cada um tem seus próprios valores e hábitos. A melhor maneira de descobrir é perguntar ao próprio colaborador o que lhe motiva mais. Quando o estímulo aplicado não é suficiente, pode gerar frustração. Assim, o colaborador acaba preenchendo esse vazio com mecanismos de defesa. Segundo Freud, eis os principais mecanismos de defesa: – Racionalização: desdenhar de algo que não se pode ter;– Projeção: atribuir aos outros a causa de seus problemas;– Generalização: estender o descontentamento a todas as situações ou pessoas;– Isolamento: afastar-se das pessoas;– Apatia: indiferença a outras oportunidades. A motivação, ou a ausência dela, é um fenômeno intrínseco e pessoal. Por isso alguns estímulos externos funcionam para algumas pessoas e para outras não. Os desempenhos de alto nível são cada vez mais necessários dentro das organizações, assim como no contexto globalizado. Os grandes investimentos em tecnologia, máquinas e processos ficam comprometidos quando as pessoas não estão motivadas adequadamente. Este é um dos grandes desafios para as empresas atuais, como diz Vergara: “lidar com essas diferenças é a arte e a magia do gestor”. Para motivar as pessoas, Byham (1992) sugere três comportamentos que o gestor deve adotar: “1) Manter ou aumentar a autoestima dos colaboradoresAs pessoas com elevada autoestima são mais motivadas, produtivas e criativas e tem maior facilidade de trabalhar em equipe. É preciso concentrar-se nos fatos, e não nas pessoas:– seja especifico: ao elogiar é importante esclarecer o quanto aquela tarefa é contributiva para a empresa.– seja sincero: jamais faça elogios falsos, pois são fáceis de perceber. 2) Ouvir e responder com empatiaMostrar ao colaborador que ele está sendo atentamente ouvido e entendido estimula a cooperação, pois ele percebe que seus sentimentos estão sendo levados em consideração. 3) Pedir ajuda para solucionar problemasSolicitar ideias aos colaboradores cria um clima de cooperação e valorização que estimula a pessoa a apresentar sugestões. Se a idéia for inviável deve-se dizer com franqueza e respeito o porquê da não utilização e pedir-lhe outras idéias.” Autor: Jose Augusto Ferreira Couto Consultor especialista em gestão de operações, estratégias empresariais, processos e inovação. email: coutoja@yahoo.com.br