O ambiente digital atualmente tem sido foco não só de usuários como pessoas, mas também de organizações, pois o mesmo dispõe de inúmeras facilidades como agilidade, praticidade, além de um menor custo. Esses espaços fomentam a interação entre pessoas nos mais diversos segmentos de acordo com a necessidade de cada um, o problema é que, muitos desses espaços podem vir a prejudicar a imagem da pessoa como profissional atual ou futuramente ou mesmo pode contribuir positivamente dependendo da utilização do usuário, por isso, faz-se necessário analisar todo o meio ao qual está se inserindo, as fotos que estão sedo postadas, os comentários, a participação em alguns serviços digitais, principalmente nas redes sociais. As redes sociais tem sido um requisito de seleção em empresas, que monitoram não somente os funcionários, mas que buscam através das ferramentas ofertadas pelas redes, conhecerem profissionais de determinada área no intuito de uma futura contratação, ou contato profissional com o indivíduo. Porém, é perceptível que existem muitos perfis despreparados para atuar de maneira profissional nos espaços digitais, tendo em vista que a má conduta nesses espaços pode gerar influências negativas a respeito do usuário. No decorrer desse texto explanarei algumas dicas de acordo com a Martha Gabriel e outros autores acerca do que deve ou não ser feito no ambiente visando à preservação da carreira e como é possível utilizar as redes a favor da profissão. O novo comportamento dos usuários em geral frente às redes tem sido ousado, tendo em vista que muitos estão na posição de consumidores e isso faz com que diante de uma insatisfação se exceda o comportamento causando algum conflito e consequentemente uma maior exposição, isso pode ter uma repercussão tanto para a empresa quanto para o consumidor. Os usuários buscam atenção através das manifestações expostas em blogs, homepages, e-mail e principalmente nos perfis das redes sociais, pois essas redes possuem ferramentas que permitem que suas identidades sejam representadas. Porém, estar representado por um perfil não significa que a identidade seja diferente, em dias atuais, um perfil na rede é uma identidade, um curriculum. Segundo (Costa e Torres, 2011) A presença construída pelo individuo na rede, surge como um curriculum ativo e dinâmico, revelador não apenas das competências adquiridas e certificadas em contextos de aprendizagem formais como daquelas desenvolvidas pela interação com os pares, pela partilha e pela comunicação. À construção da carreira exige muitas competências, entre elas uma boa reputação. Nos espaços digitais é crucial que o profissional tenha uma boa conduta, pois o comportamento dos profissionais dessa área e de outras é considerado o mesmo, seja on-line ou off-line. Martha Gabriel (2010, p.299) salienta que: O que fazemos nas redes sociais on-line é o mesmo que fazemos nas redes sociais on-line e nos ambientes off-line. O ser humano é o mesmo. O que muda são as formas de se relacionar com novos recursos digitais que amplificam a sua atuação nas redes, mas ele se comporta da mesma maneira. O Facebook é considerado entre as redes sociais o principal em termos de perfil, profissional e pessoal, mas é preciso estar atento quanto a exposição nessa rede social, a participação em grupos, curtidas, compartilhamentos, postagens, enfim, essa rede pode contribuir muito para a ascensão, mas também para o decréscimo pois tem grande poder e pode ser visualizada por milhões de pessoas em várias partes. No Facebook, uma boa parte de sua atividade profissional é conectada ao seu perfil pessoal. Esta é uma realidade que muitos dos usuários não compreendem direito até que tenham iniciado um perfil e entrado em diversos grupos. Quando você envia um e-mail ou entra em um grupo, o destinatário e outros membros do grupo podem ter acesso ao seu perfil (embora você possa controlar quem vê o quê). Portanto você precisa estar ciente de como partes diferentes de sua vida podem interagir. (BAREFOOT, 2010, p.189) Essa análise feita na citação acima, nos leva a compreender que é feita uma auditoria acerca do perfil do usuário, isso é o que muitas empresas fazem quando pretendem contratar ou contrataram algum funcionário. Estamos na era da mobilidade digital, que é uma base promissora e está submergindo nos espaços digitais, têm grande extensão de ferramentas que vieram para tornar a vida dos usuários e das empresas mais fáceis. Nesse sentido, o Wikinomics é uma ferramenta digital capaz de unir conhecimentos vastos no intuito de colaboração, desse modo muitos profissionais podem interagir conhecimentos que venham a contribuir com o processo de inovação de empresas, e entre si criando valor e tornando-se mais competitivo e com um custo razoável. Milhões de pessoas já unem forças em colaborações auto-organizadas que produzem novos bens e serviços dinâmicos que rivalizam com os das maiores e mais bem financiadas empresas do mundo. Esse novo modelo de inovação e criação de valor é chamado de peer production, ou peering uma descrição do que acontece quando grupos de pessoas e empresas colaboram de forma aberta para impulsionar a inovação e o crescimento em seus ramos. (TAPSCOTT, 2007, p. 15). Alguns exemplos de peering, ou Wikinomics tornaram-se recentemente nomes são o Myspace, You Tube, Linux e Winkipédia. O relacionamento com a utilização dessas ferramentas pode ser bem lucrativo, pois podem se encontrar profissionais com o mesmo intuito e que podem transformar seus conhecimentos em projetos promissores. Assim, os Start-ups e empreendedorismo digital será mais uma ferramenta que possibilita a troca de conhecimentos e também união destas, quanto ao surgimento de ideias inovadoras poderá assim surgir um empreendimento. Ainda no sentido de colaboração, um trabalho ou ideia gerada em coletividade tem maiores chances de serem assertivas, tendo em vista que a visão de vários envolvidos, de diferentes percepções faz com que os riscos sejam menores. É comum essa atuação para co-criação de determinados produtos ou softwares. Segundo a pesquisa Social Média Around The Wold, 43% dos usuários das redes sociais querem participar ativamente na criação e desenvolvimento de produtos e marcas. As oportunidades de interação seduzem e realçam o envolvimento com as marcas que possibilitam a participação de seus públicos, potencializando o conceito de co-criação de experiências como recurso valioso de valor para a marca. (PRAHALAD, RAMASWAMY, 2004) Os Blogs contribuem fortemente na influência da carreira, pois muitos deles possuem natureza jornalística, crítica, outros são associados a algumas empresas, outros são pessoais, outros trazem muitas comparações acerca de determinados assuntos, isso também pode ser visto de maneiras distintas. Além disso, o perfil dos blogueiros fica muito exposto, é preciso ainda analisar o conteúdo postado, pois as exposições em determinados blogs são muito grandes por conta da disputa que há em se ter maior número de acesso. Por isso, deve ser feito pelos blogueiros um plano de contingência e desastres, para que sejam evitadas possíveis falhas e caso ocorra, estarão preparados para lidar com as mesmas, inclusive com fraudes, pois nessa disputa acirrada por seguidores e número de acessos isso será comum. Segundo AMARO (2004), o plano de contingência deve ser parte da política de segurança de uma organização complementando assim o planejamento estratégico desta. Nele são especificados procedimentos pré-estabelecidos a serem observados nas tarefas de recuperação do ambiente de sistemas e negócios, de modo a diminuir o impacto causado por incidentes que não poderão ser evitados pelas medidas de segurança em vigor. Os blogs e as redes em geral permitem de várias maneiras atraírem atenção dos indivíduos, o buzz marketig é uma dessas, onde são promovidos através da publicidade eventos e outros acontecimentos que atraem e geralmente viram notícias acerca de marcas e empresas. Porém é preciso estar atento a tudo nos espaços digitais, as notícias devem ser verídicas e expostas de maneira ética, sem afligir a moral do outro. Por isso, existem normas e inclusive leis que atualmente foram criadas para defender a imagem das pessoas nos espaços digitais caso estejam sendo utilizadas imagens e/ou informações sem autorização e que possam prejudicar a figura do indivíduo. Essa é uma forma de garantir controle e segurança nos espaços digitais. Outro fator relevante quanto à ação do individuo e das empresas no ambiente digital é a preocupação com a segurança e riscos ambientais que causam as mídias magnéticas, as redes, e também em termos de fatores humanos, deve-se ter cuidados como a reutilização de computadores, uso consciente de energia, pois assim como geram benefícios, podem também prejudicar o espaço em que vivemos. Contudo, podemos observar que as redes influenciam em tudo, seja na vida pessoal como profissional na formação da carreira de maneiras positivas e negativas. A utilização consciente promoverá inúmeros benefícios, conhecimentos, ideias novas, agregação de valor a carreira e a pessoa. Por outro lado, a má utilização pode causar danos à imagem e mesmo dentro dos espaços não haverá aproveitamento de tudo que as redes têm a oferecer. Por isso, é possível construir uma carreira profissional relevante nos espaços digitais, tendo uma boa rede de compartilhamento de informações e experiências, utilizando as redes mais influentes em relação à carreira, que acrescentam em muito para o profissional. REFERÊNCIAS AMARO, Mariza de O. S. Sua organização está preparada para uma contingência? Programa de Pós-Graduação de Engenharia de Sistemas e Computação. Rio de Janeiro: UFRJ, 2004. Disponível em:<https://www.mar.mil.br/sdms/artigos/6816.pdf>. Acesso em 23 de maio de 2014. BAREFOOT, Darren. Manual de Marketing em mídias sociais. São Paulo: Novatec editora: São Francisco No Starch Press, 2010. Costa A.;Torres.E. Estudo de caso sobre a contrução da identidade online no SPO Campus e em ambientes informais. Disponível em: <http://www.academia.edu/3301595/A_construcao_da_identidade_em_ambientes_digitais_> 2010. Acesso em 23 de maio de 2014. GABRIEL, Martha. Marketing na Era digital. São Paulo: Novatec Editora, 2010. PRAHALAD, C. K.; RAMASWAMY, V. Co-Creation esperiences: The next practice in valuie creation. Journal of interactive marketing. Vol 18, nº 3, 2004. Tapscott, Don. Wikinomics: Como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio / Don Tapscott, Anthony D. Williams ; tradução de Marcello Lino. – Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 2007.