A logística reversa e o crescimento da descartabilidade

A cada dia que passa o meio ambiente chama a atenção dos seres humanos sobre a sua crescente degradação. São raras as vezes em que se acompanhando as notícias diárias, não exista qualquer informação que envolva os impactos ambientais

A cada dia que passa o meio ambiente chama a atenção dos seres humanos sobre a sua crescente degradação. São raras às vezes em que se acompanhando as noticias diárias, não exista qualquer informação que envolva os impactos ambientais.

A descartabilidade dos produtos vem aumentando significativamente ao longo dos anos, influenciando as empresas e toda a cadeia de fornecimento a desenvolver um planejamento estratégico voltado para o assunto tendo em vista a própria posição da empresa no mercado globalizado. Leite (2003) cita alguns sinais de tendência da descartabilidade, enfatizando o lançamento de novos produtos, o lixo urbano, a produção de materiais plásticos e a produção de automóveis.

Segundo as estimativas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o lixo mundial deve ter um aumento de 1,3 bilhão de toneladas para 2,2 bilhões de toneladas até o ano de 2025. Dados do relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) que conta com um grupo de elite da climatologia quer que governos considerem o risco do planeta esquentar entre 4 – 7ºC até o ano de 2100.

E o que vem por aí? Os países e a sociedade estão dispostos a pagar os custos destes números? Ou ficará para as gerações futuras arcarem com os prejuízos?

Impulsionada pela ECO–92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, inúmeras iniciativas governamentais vêm sendo desenvolvidas ao longo das duas últimas décadas neste sentido. No Brasil, a Lei nº 12.305/10 instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que foi regulamentada pelo Decreto 7.404/10. A iniciativa propõe a prática de hábitos sustentáveis, contendo ferramentas de incentivo aos 3R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) dos resíduos sólidos, bem como sua destinação ambientalmente responsável.

Os resíduos, que pela força do hábito, afirma-se que vai se jogar fora, às vezes surge um questionamento: “mas para fora, onde?”, pois tudo aquilo que se afirma jogar fora, vai ser jogado mesmo dentro do planeta, ou seja, vai continuar tudo aqui. O ser humano apenas transforma os bens naturais em resíduos, a uma velocidade que a natureza não consegue renovar.

Com o crescimento da descartabilidade gera-se um crescente interesse empresarial por uma nova tendência de mercado, a Logística Reversa.

Essa área crescente da Logística acaba encontrando nessa fragilidade social um potencial momentaneamente infinito de geração de valores através das operações de materiais do Ponto “B” ao Ponto “A”, contribuindo para a minimização dos impactos ambientais gerados pelo aumento significativo da descartabilidade de produtos ocasionado pela sociedade moderna.

Está a disposição dos empreendedores de sucesso mais uma vertente da diversidade de negócios empresariais. Com ganhos duplos (financeiros e ambientais), a Logística Reversa tende a se transformar em uma das áreas mais promissoras do mercado competitivo contemporâneo.

E a sistemática está à uso...

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