A Importância da Direção

A Importância da Direção Para algumas pessoas, administrar significa planejar, organizar, dirigir e controlar. E justamente essas são as mais importantes funções de um administrador. Segundo Fayol, o trabalho do dirigente consiste em tomar decisões, estabelecer metas, definir diretrizes e atribuir responsabilidades aos integrantes da organização, de modo que as atividades de planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar estejam numa seqüência lógica. Para se obter sucesso alcançando os objetivos da organização, o administrador define os objetivos e planeja quais os recursos devem ser utilizados, determina as atividades a serem realizadas, distribui as atividades, seleciona as pessoas responsáveis por cada tarefa e depois disso tudo, otimiza todo o processo. Ou seja, lidera, incentiva, se comunica. Busca promover uma relação de troca de informações para que ele como administrador corrija falhas de planejamento ou acelere o processo de execução das atividades caso haja necessidade. Fayol definiu vários deveres do administrador para se obter um desempenho satisfatório nas suas ações: O administrador acompanha o processo de criação de planejamento, analisa, estabelece colaboradores, define obrigações, supervisiona, ou seja, controla e direciona seus subordinados para que haja uma harmonia de interesses entre organização e trabalhadores. Abrangência da Direção
Dirigir significa interpretar os planos para os outros e dar as instruções sobre como executá-los em direção aos objetivos a atingir. A escala de direção começa pelos diretores que dirigem os gerentes, os gerentes dirigem os supervisores e os supervisores dirigem os funcionários ou operários. A direção se divide em três níveis que são: Institucional, Intermediário e Operacional. O Comportamento

Douglas M. McGregor observa o comportamento do trabalhador e conclui que existem profundas diferenças de estilos de direção. Isso depende muito da visão que o administrador tem em relação aos seus subordinados. Teoria X É uma concepção tradicional da administração. Essa teoria vê erroneamente o comportamento humano, resumidamente demonstrado a seguir: O homem é indolente e preguiçoso; Evitam o trabalho, ou se o faz, é por interesse; Evitam assumir responsabilidade e sente-se mais seguro sendo dirigido; Resiste à mudanças e se acomodam com a rotina; Não têm ambição nem autocontrole; A Teoria X reflete um estilo de administração rígido, autoritário. Leva o administrador a controlar o comportamento dos subordinados. Esse estilo representa tipicamente os estilos de Taylor, Fayol e Weber. Teoria Y É uma concepção moderna de acordo com a Teoria Comportamental. Essa teoria vê o trabalhador como alguém que: Vê o trabalho como fonte de satisfação; Tem iniciativa, autocontrole; Procuram e aceitam desafios e responsabilidade; Criativo e competente; A Teoria Y desenvolve um estilo de administração aberto, dinâmico e participativo. O administrador sob essa teoria cria oportunidades, incentiva o indivíduo e proporciona meios para crescimento profissional de seus funcionários. Mais recentemente, William Ouchi propôs o que designou de Teoria Z, em substituição à Teoria Y,que já representava o modelo mais avançado da vida empresarial. Nesta teoria, Ouchi apresenta um conjunto de idéias, experiências e princípios extraídos do estilo japonês de administração. O conteúdo da teoria Z, baseia-se no sistema trabalhista do Japão, concentrado em três instituições tradicionais e milenares, a saber: Emprego vitalício. O Japonês ingressa no emprego logo após seus estudos e tende a nele permanecer a vida toda (emprego estável). Remuneração por antigüidade. São remunerações anuais constituídas de gratificações concedidas duas ou três vezes por ano e que guarda certa relação com o desenvolvimento econômico da empresa Sindicato por empresa. O sindicalismo por empresa é o caminho que os trabalhadores japoneses escolheram para responder ás necessidades da situação trabalhista pós-guerra, a relação japonesa entre patrão e empregado, particularmente com o sistema de antigüidade, é o apoio mais importante para este sindicalismo por empresa no Japão. A formação do sindicato estabelece uma relação tal que favorece a aplicação de uma política sindical coordenada com a política de negócios da empresa, instituindo uma convergência de objetivos. Segundo o critério de alguns autores a teoria Z proporciona a base para todo programa de administração orientado para os recursos humanos. Assim a teoria de Ouchi requer os seguintes citados: Um claro sentido dos propósitos e crenças. Os chefes e líderes da organização devem ter habilidades de bem comunicar, para que todos compreendam seu papel. (Consenso). Um compromisso geral com a excelência. Que todas as fraquezas sejam examinadas e corrigidas. Os padrões definidos de excelência devem ser continuamente medidos e refinados. Uma clara estratégia de negócios. Proporcionar a racionalidade através da qual ela possa alcançar seus objetivos e sobreviver. Uma equipe forte voltada para a solução de problemas: Criação de uma mentalidade grupal orientada para a solução de problemas. Uma estrutura de trabalho e de informação: a maneira pela qual o trabalho está organizado deve ser analisada devidamente e questionada. Um conjunto de recompensas significativas. Combinação de objetivos organizacionais com objetivos individuais. As pessoas necessitam sentir que estão trabalhando forte para atingir objetivos organizacionais, mas que também encontram satisfação quanto aos seus objetivos individuais. Sistemas Administrativos Os sistemas administrativos condizem com o perfil organizacional da empresa. Likert apresenta quatro sistemas que apresentam diferentes alternativas para administrar uma empresa. O Sistema 1 é encontrado em empresas que utilizam mão-de-obra intensiva e tecnologia incipiente, pessoal de qualificação e instrução precárias. O Sistema 2 é encontrado em empresas com tecnologia mais apurada e mão-de-obra mais especializada, mas agindo de forma coercitiva para manter o controle sobre o comportamento das pessoas. O Sistema 3 é utilizado em empresas de serviços e em áreas administrativas de empresas industriais mais organizadas e avançadas em relações humanas. O Sistema 4 é encontrado em empresas que utilizam tecnologia de ponta e pessoal altamente especializado. Esses quatro sistemas, têm suas variáveis que são: Processo Decisorial É complexo e depende das características pessoas do tomador de decisões, da situação em que está envolvido e da maneira como percebe a situação. Pode adotar uma visão rígida e fechada como pode ser democrática e aberta. Sistemas de Comunicação Forma de relação entre direção e outros trabalhadores. Pode variar de precária, ou seja, aquele que as ordens vem de cima para baixo, mais ligado a Teoria X; e também pode ser relacionado à Teoria Y que é um sistema que procura facilitar a relação profissional e buscam ter uma comunicação eficiente para o sucesso da empresa. Relacionamento Interpessoal Pode adotar cargos com tarefas especializadas ou cargos que permitam trabalho em equipe. Sistema de Recompensa e Punições Pode utilizar um esquema de punições como medidas disciplinares como também pode utilizar recompensas salariais, sociais ou materiais para obter aceitação, motivação e o comprometimento. Formação Por Equipes ou Grupos A direção tem a função de separar pessoas e conduzi-las a uma função que melhor lhe cabe. Nisto, essas pessoas podem ser agrupadas por grupos ou equipes. Os grupos têm um desempenho mais favorável em tarefas complexas e que precisam de tomada de decisões ousadas, pois são criativos. As equipes tornam as organizações mais flexíveis e ágeis ao ambiente pleno e competitivo. Administração Participativa

Administrar participativamente consiste em compartilhar as decisões que afetam a empresa, não apenas com funcionários, mas também com clientes ou usuários, fornecedores e, eventualmente, distribuidores ou concessionários da organização. O objetivo da administração participativa é construir uma organização participativa em todas as áreas. Logo que uma direção toma esse modelo organizacional, os subordinados sentem-se compromissados e responsáveis pelo processo decisório e se empenham para que os objetivos almejados pela direção sejam alcançados. Liderança É o processo de conduzir as ações ou influenciar o comportamento e a mentalidade de outras pessoas. A liderança ocorre quando há congruência entre a proposta do líder e a recompensa esperada pelo grupo. O líder é alguém que apresenta de maneira correta a proposta correta, na hora certa. Para melhor entender o processo de liderança, é importante distingui-la da autoridade formal. Autoridade formal, portanto, é diferente de liderança, porque são diferentes as bases nas quais se assenta a motivação de seus seguidores. Mas, pode haver semelhanças em certos pontos. Eles desempenham um papel importante. A identidade de interesses entre o líder e seus seguidores é importante nas organizações formais, especialmente nas empresas. Um líder deve inspirar confiança, ser inteligente, perceptivo e decisivo para ter condições de liderar com sucesso. Conclusão: Para obter êxito na direção de uma organização, o administrador precisa estabelecer objetivos, planejar a forma que será executada todo o processo e também precisa ser um bom líder, desenvolvendo a confiança nas pessoas, estimulando a mudança e devem estabelecer prioridades. A direção de uma empresa tem que ser democrática e deve ser exercida através da comunicação, liderança e motivação das pessoas. Assim, os objetivos da organização serão alcançados como também todas as pessoas envolvidas com a organização, sendo esses trabalhadores, sentir-se-ão recompensadas. ================================================================================= Referência Bibliográfica: - CARAVANTES, Geraldo Ronchetti.

Teoria Geral da Administração: pensando e fazendo. Porto Alegre: AGE, 1998. - CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração: . Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. - MAXIMIANO, Antônio Cesar Amaru. Teoria Geral da Administração: da escola científica a competitividade na economia globalizada. São Paulo: Atlas, 2000. - OUCHI, William. Theory Z, (How American ca Meet the Japanese Challange). Nova York: Avon, 1982.
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