A história do RH

Entender é preciso para valorizar a cada dia essa área que tem rompido alguns paradigmas

O que são recursos humanos? Recursos humanos era entendido como contingente humano em toda as suas dimensões até a década de 70 onde a Administração designou a área para lidar com atividades relativas ao elemento humano tratando assim os problemas destes.

Quanto mais os anos se passaram mais as mudanças aconteceram no significado desse campo de estudo que acabou necessariamente conceituado hoje como Recursos Humanos que tem um conjunto de princípios a serem considerados, sendo eles estratégias e técnicas que visa, basicamente, desenvolver o indivíduo dentro de uma organização, independentemente do porte e função desta. De forma geral, a tarefa mais relevante dos Recursos Humanos é analisar o comportamento organizacional do grupo.

É na modernidade que o perfil da ação do RH ganhou força no ambiente empresarial, ou seja, quando se relaciona às ações políticas, militares e religiosas. A muito tempo a grande hierarquia era a característica das organizações daquela época. Essas características geravam aquilo que se chama de elitismo e impedia que os comandados dessem opinião a respeito do trabalho que desempenhavam. Tendo início na Europa o movimento em prol da democracia e do humanismo mostrou que isso era a solução para os problemas vividos numa organização autoritária e altamente burocrática.

Após o sec. XVIII, o RH começou a pesquisar sobre a auto realização dos trabalhadores. Dessa forma, as atividades organizadas do trabalho, devem promover o aperfeiçoamento da pessoa como ser, ou seja, ser mais Humanista, caso contrário, se há um conjunto de forças que restringem a auto realização, então haverá Alienação.

Como consequência da Revolução Industrial houve um aumento a distância entre os detentores do poder e os subordinados, pois, a partir desse momento, manda que tiver o conhecimento e os meios de produção. Todos os problemas gerados e aumentados nas organizações após a Revolução Industrial fez surgir o primeiro movimento sindical, que denunciava os abusos ocorridos nas organizações.

O surgimento dos sindicatos fez com que o Recursos Humanos tivesse mais uma função além daquelas já observadas, é a função de amenizar as pressões feitas pelos sindicatos contra as organizações. Nesse momento o RH passou a ser mais formal e busca encaixar o contingente humano nas organizações, assim ele se caracteriza pela vigilância, controle férreo, coerção e manipulação do contingente de pessoal das organizações. A visão nesse momento é de que o ser humano não é único e pode ser analisado em termos rigorosamente científicos.

Essa corrente tentou humanizar e democratizar a organização de forma mal compreendida, surgindo então as teorias motivacionais, organizacionais e de liderança, denunciando as condições restritivas dos membros de uma organização. Três pilares (autonomia, autocontrole e autodesenvolvimento) são as metas em todo processo de integração e desenvolvimento do RH de uma organização. Cada vez mais os indivíduos resistem a serem manipulados e utilizados. Tanto o capitalismo industrial como o socialismo autoritário, fracassaram em suas intenções humanistas.

Hoje, condena-se o capitalismo Taylorista por sua rigidez e injustiça em relação ao predomínio dos administradores. O socialismo instalado na Rússia tinha a mesma rigidez e também cometia muitas injustiças, mas sempre levantando a bandeira da igualdade. Processo parecido ocorreu também na China, caracterizado por alienação com máscara humanista. O RH pode ser utilizado dentro de um direcionamento ético e justo ou injusto.

Mesmo que, historicamente, o tenha sido utilizado de forma equivocada, acredita-se que poderá vir a ser um agente positivo para as organizações. Em benefício do desenvolvimento democrático e humanista das organizações em geral, impedimentos como a pouca informação reciproca e a falta de sinergia de esforço entre o comportamento organizacional no trabalho, a Filosofia e as ciências sociais, deve ser superado.

O órgão de Recursos Humanos tem as funções de educação, assessoramento, serviços, pesquisas, controle e relações sindicais. Os sindicatos são importantes porque lutam para que a democracia se mantenha equilibrada. Eles lutam par ter condições de disputar os espaços nas relações de poder, assim sendo, a organização sindical também busca auto realização. Há dois níveis de atuação das teorias de RH: a mentalização, que é a conscientização; e a instrumentação como sendo a prática dos princípios e conceitos.

A administração por objetivos proporciona que cada indivíduo ou grupo controlem, eles mesmos, seu desempenho. Enriquecer as funções é uma busca para aumentar o interesse e desafio do desempenho, através de funções, e dessa forma permite maior nível de autonomia e desenvolvimento. Nas modernas teorias e práticas de RH existe nítida presença de princípios libertários, entre eles, descentralização, associação espontânea, alta valorização da interação aberta e confiante e respeito pelas minorias.

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