A comunicação como desafio organizacional

Em uma sociedade que está passando por profundas mudanças, que afetam diretamente os negócios, estabelecer políticas de comunicação integrada e dialogar com a multiplicidade de públicos, diante de cenários ainda desconhecidos, tem sido um dos maiores desafios das corporações

Para a professora do curso de Jornalismo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM/Sul), *Rosângela Florczak, um dos pontos mais críticos é o relacionamento entre sujeitos e organizações, especialmente devido à necessidade de diálogo que se impõe. “Não é possível apenas transmitir informações. As pessoas querem trocas conversacionais, querem ser ouvidas e ouvir os posicionamentos das empresas e marcas.

A Comunicação Integrada passa a estar em função do relacionamento construído por meio do diálogo. O desafio está no fato de que todas as nossas técnicas e recursos são voltados para a transmissão da informação. E isso não é mais suficiente”, analisa.

De acordo com Florczak, as novas tecnologias, ao alterarem a noção de tempo e espaço impactaram profundamente as organizações, fazendo com que os públicos (sejam trabalhadores, clientes ou outros stakeholders de interferência) estejam mais próximos das empresas por meio da tecnologia.

“Ninguém quer mais esperar uma resposta por dois ou três dias. A diversidade e a agilidade das novas plataformas reduziu imensamente a tolerância e a paciência. É preciso estar próximo para responder ou propor o diálogo em tempo real”, pondera.

Na era do relacionamento, a assessoria de imprensa tem cada vez mais um papel fundamental para lidar com os públicos -chave, não podendo ser esquecida na hora do planejamento das ações.

A consultora em comunicação corporativa afirma que a área tornou-se estratégia e fundamental para a continuidade, o crescimento e fortalecimento dos negócios.

“As relações com a imprensa ou com quaisquer outros públicos de interesse da organização precisam emergir no planejamento estratégico. São os principais objetivos estratégicos da empresa que devem orientar ações de comunicação. A área deve estar totalmente incorporada ao planejamento estratégico, à serviço das opções estratégicas da empresa ou da marca”, destaca.

Para que as ações de comunicação integrada sejam eficazes, reforça, é imprescindível que os gestores, líderes e a alta direção acreditem na área e invistam nela. “Caso o apoio não exista, a comunicação torna-se meramente operacional, sem impactos positivos ou contribuição para os resultados buscados pela organização”, conclui.

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    Isabela Pimentel

    Isabela Pimentel

    Isabela é Jornalista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Bacharel e Licenciada em História pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Com sete anos de experiência em Comunicação Corporativa, especialmente nas áreas de Ciência e Saúde, já atuou em empresas do setor como Fresenius Medical Care (FMC), Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (PROTEC) . Estuda os impactos da filosofia da comunicação integrada no contexto organizacional e possui curso de Jornalismo Científico pela World Federation of Science Journalists (WFSJ). Consultoria em produção de conteúdo (especialidade: ciência e saúde), comunicação interna e institucional, assessoria de imprensa, marketing, redes sociais e memória empresarial para diversas empresas. Coordenação, edição e produção de conteúdo do Portal Comunicação Integrada.

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