A aprendizagem organizacional e sua relação com a gestão do conhecimento

Essencial para exercer o domínio do cargo, a aprendizagem contínua em uma organização competitiva deve ser de responsabilidade de cada membro, que, especializado, agrega valor à discussão num processo de aprendizagem coletiva

Essencial para exercer o domínio do cargo, a aprendizagem contínua em uma organização competitiva deve ser de responsabilidade de cada membro, que, especializado, agrega valor à discussão num processo de aprendizagem coletiva. Dubrin (2003) aponta que, para que uma organização de aprendizagem transforme o conhecimento em ação, é necessário uma mudança no comportamento organizacional e a que experimentação, de forma sistemática, é uma abordagem pela qual a empresa procura novas oportunidades e aprendizagem. Percebe-se a partir daí, que, quanto mais eficaz for a aprendizagem mais ela impulsionará a empresa e evitará problemas substanciais. O autor pensa ainda que a capacidade de aprendizagem é demonstrada apenas se as ideias impactarem ou acrescentarem valor, por um longo tempo para os stakeholders da empresa. Uma consequência de uma organização que leva a sério seus processos de aprendizagem é que a gestão do conhecimento é mais eficaz, uma vez que propicia a transmissão sistemática de informações, facilita o processo de inovação e gera vantagem competitiva. Isso se justifica pelo fato de o capital intelectual ser um recurso que permite a sobrevivência e a vantagem competitiva.

Visando entender a relação entre a aprendizagem organizacional e a gestão do conhecimento, Antonello (2005) preceitua que estes são conceitos paralelos e recorrem um ao outro na tentativa de explicar suas definições e práticas. O entendimento da AO e a conexão com a gestão do conhecimento organizacional ainda não está esclarecida, especialmente porque, as teorias sobre AO não contemplam o desenvolvimento do conhecimento como fator determinante para a aprendizagem. O conhecimento atualmente é considerado o principal ativo da estratégia que uma organização possui e é função desta administrar esse ativo com vistas a otimização do desempenho organizacional. Sob esse aspecto, Grant (apud OLIVEIRA JR, 2001) conceitua que a emergente visão baseada no conhecimento não é ainda uma teoria da empresa na medida em que trata o conhecimento como o recurso da empresa mais importante estrategicamente, é um desenvolvimento a partir da visão da empresa baseada em recursos. Ao mesmo tempo, o conhecimento é central para várias tradições de pesquisas distintas entre si, notavelmente aprendizagem organizacional, administração da tecnologia e cognição empresarial (GRANT, 1996).

A abordagem baseada no conhecimento é fortemente influenciada por essas pesquisas que revelam que a teoria em aprendizagem organizacional dá considerável atenção ao modo como as organizações aprendem, mas não dão muita importância para o fato de que organizações “já sabem” bastante (KOGUT E ZANDER apud, OLIVEIRA JR, 2001). Apesar disso, a compreensão de aprendizagem como o processo que muda o estado do conhecimento de um indivíduo ou organização tornam ambas as abordagens inseparáveis. Desta forma, uma organização deve ser vista como um estoque de conhecimento disponibilizado para a aplicação e coordenação das ações nela mesma. O que define o sucesso da estratégia é a eficiência nesse processo de transformação de conhecimento no plano das ideias para o plano das ações. Essa visão da organização como agente de criação e transformação do conhecimento remonta à necessidade de uma teoria mais abrangente, que permeie as abordagens do conhecimento individual e do conhecimento coletivo visando o desempenho esperado pelos estrategistas.

Sobre isto, Sanchez e Heene (apud OLIVEIRA JR, 2001) concordam que os objetivos acerca dessas definições devem explicar que o conhecimento de forma estratégico deve ser engessado ou absoluto, mas existe também na forma de crenças e pode ser reaprendido. Os autores também afirmam que esse conhecimento é originado na mente de cada indivíduo componente da organização e que esta pode possuir várias formas de conhecimento que podem ser compreendidas por mais de um indivíduo.

Conforme Drucker (apud OLIVEIRA JR, 2001) conceituou, o conhecimento pode ser considerado como a informação capaz de transformar algo ou alguém a fim de realizar ações ou em função de capacitar o indivíduo ou instituição para agir de maneira diferente ou, pelo menos mais eficiente.Desta forma, os processos de aprendizagem devem ser orientados para o desenvolvimento de competências e a aprendizagem pode ser vista como a movimentação do conhecimento e de suas transformações no ambiente de trabalho ou fora dele. Antonello (2005) enfatiza que a aprendizagem é descrita como um processo onde os conceitos se formam através da experiência e continuamente são modificados por ela. Assim sendo, os conhecimentos resultam e estão continuamente a ser testados pela experiência do aprendiz. A aprendizagem é um processo contínuo alimentado pela experiência, o que implica interação entre o aprendiz e o meio que o envolve.

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