Ir para o conteúdo
Últimas notíciasÚltimas
Oferecido porCom:Fireflies.ai
Empreendedorismo

A importância de controlar os "custos invisíveis" nas organizações

As constantes mudanças no ambiente em que as empresas estão inseridas, requer cada vez mais controle de custos. Os chamados "custos invisíveis" são traiçoeiros e causam danos irreparáveis às organizações.
Nossos melhores conteúdos em seu WhatsAppEntrar no canal

O mercado cada vez mais competitivo vem provocando profundas transformações nas empresas. O ambiente está continuamente se modificando e a empresa moderna deve buscar a melhoria contínua e a eliminação de desperdícios. No processo de melhoria contínua, para sobreviver no mercado acirrado, a eliminação de desperdícios é fator de fundamental importância, que muitas vezes pode determinar o sucesso ou o insucesso da organização.

Esses desperdícios quando são “visíveis” como por exemplo: desperdício de matéria-prima; desperdício de tempo trabalhado; desperdício com produtos defeituosos; desperdício com consumo descontrolado de energia, entre outros, ou seja, tudo aquilo que é consumido de forma não eficiente e não eficaz, ficam palpáveis e mais facilmente identificados.

Porém, nosso assunto deste artigo, são os “custos invisíveis”, ou seja, àqueles que não são facilmente identificados e difícil de serem mensurados. No controle e avaliação da empresa moderna, sem dúvida, a mensuração dos desperdícios e das atividades que não agregam valor aos produtos ou serviços deve ser um desafio constante a ser perseguido.

Neste contexto, detectar e diminuir/eliminar esses “custos invisíveis” é uma árdua tarefa da gerência/empresário e que exige muita especialização e competência, não só dos processos internos da empresa bem como, de excelência em liderança e de vida fora da empresa. São muitos os “custos invisíveis” existentes nas organizações.

Em meus trabalhos de pesquisa e consultoria identifiquei cerca de 25 destes custos.

Relacionei neste artigo 7 “custos invisíveis” que são comuns à maioria das organizações, independente de seu porte ou ramo de atuação. São eles:

1. Custo da diferença entre o discurso e a prática na empresa – “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Este velho bordão definitivamente deve ser eliminado. A credibilidade está em jogo. Faça o discurso idêntico à sua prática.

2. Custo da arrogância e da postura de sempre ser o dono da verdade – Não seja sempre obrigado a ter razão. Isso é uma barreira à aprendizagem e por consequência à mudança e à inovação. Não ser obrigado a ter razão, ao contrário, dá liberdade para ousar e pensar “fora da caixa”.

3. Custo da falta de criatividade e de imaginação – No atual mercado concorrido como está, globalizado como está, competitivo como está, não ter criatividade e imaginação é a chave para o insucesso. Produtos e serviços novos a cada dia chegam em nosso smartphones provocando uma verdadeira revolução. Incentive a criatividade na empresa.

4. Custo de utilizar mal os talentos que têm na organização – Identificar os talentos dos colaboradores e maximizar o uso destes talentos em prol da organização é um desafio gigantesco a ser superado. A pessoa certa no lugar certo traz enormes benefícios para a empresa. Não adianta promover alguém que não tenha as competências para um novo posto, apenas para ganhar um salário melhor. A organização perde duas vezes: perde o bom profissional no posto antigo e não ganha um bom profissional no posto novo.

5. Custo dos mal-entendidos e da comunicação falha, ou seja, o custo da “fofoca” – A comunicação deficiente e não transparente é uma praga nas organizações. O famoso “rádio corredor” é muito prejudicial às estratégias da empresa. Ser transparente e evitar a fofoca elimina o mal-entendido além de produzir um ambiente positivo na busca do atingimento dos objetivos. Seja claro e objetivo nas informações relevantes à empresa.

6. Custo da falta de integração entre funcionários novos e veteranos – Aliado com o custo anterior, manter uma boa integração entre todos funcionários é uma medida salutar. A experiência dos mais antigos deve servir de inspiração aos mais novos. Por outro lado, as novas ideias não devem ser descartadas por antecipação. O velho chavão “mas sempre fizemos assim” não deve ser tomado como definitivo. As coisas mudam e evoluem muito rapidamente. Por isso, a integração de funcionários novos e veteranos é um bom caminho para eliminar desperdícios.

7. Custo da obsolescência do conhecimento – O conhecimento é o conjunto de informações que o indivíduo adquire por meio da sua experiência, aprendizagem, crenças, valores e insights. Pois bem, não estudar, não valorizar a prática do dia-a-dia, não aprender com os erros (esses acontecem muito nas empresas), não respeitar os valores da empresa e da sociedade, não ouvir os mais antigos, não prestar atenção nas mudanças do mundo, entre outros, é um custo fatal para a organização. É sim responsabilidade do indivíduo atualizar-se e buscar o aprendizado. Porém a organização pode e deve promover palestras, cursos de capacitação, atividades culturais, atividades de responsabilidade social, tudo isso evitará a obsolescência do conhecimento e esse custo que pode impregnar-se na organização.

Portanto, observar e buscar sempre a melhoria contínua é fator decisivo para as organizações. A inabilidade de muitos gerentes/empresários é a causa da maioria dos problemas com a gestão de custos.

É preciso “enxergar” esses custos invisíveis e agir com sabedoria sobre eles.

Não protele, faça um plano, estabeleça metas, envolva as pessoas e assim você conseguirá extrair mais da equipe e ao mesmo tempo estará “enxergando os custos invisíveis”.

Newsletter

Receba nossos melhores conteúdos todos os dias de manhã no seu e-mail

Conheça a newsletter →

Leia também

Siga o Administradores no Google para receber nossos conteúdos nas sugestões de leitura do seu celular.

Seguir no Google

Para Empresas

Mais lidas

Cursos em destaque

Ver todos
leadershipnegociacaoprojetosavancado-de-consultoriafalando-bemfinancas-essenciais