voltar para Produção Acadêmica

RELAÇÃO RISCO E RETORNO E INDICADORES QUE PODEM INFLUÊNCIAR NA DECISÃO DE INVESTIMENTO

DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA / AUTOR: CARLOS CESAR ANCHIETA ROMÃO

TCD – ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA


OBJETIVO:
O trabalho teve como base de dados a publicação "Maiores e Melhores" ("Exame") dos últimos dez anos (nossa base de atuação). Tomou como amostra as três maiores empresas de cada um dos setores da indústria brasileira, segundo divisão da "Exame" de 1995.

JUSTIFICATIVA:
Voltamo-nos, ao longo do trabalho, principalmente, para a análise dos indicadores nacionais. Passaremos a verificar a evolução do endividamento das indústrias do Brasil nos últimos dez anos e analisar suas relações com outros dois índices das mesmas empresas (liquidez geral e retorno sobre patrimônio líquido). Uma primeira constatação, e talvez a mais importante deste trabalho, é a de que não existe praticamente correlação entre endividamento e retorno, o que contraria um pouco nossa primeira expectativa, que seria demonstrar a relação entre risco (endividamento), e retomo (rentabilidade sobre patrimônio líquido) nas empresas brasileiras.


INTRODUÇÃO:
O trabalho realizado teve por objetivo básico descobrir a relação existente entre o nível de endividamento da empresa brasileira e o seu retomo sobre o investimento, ambos medidos a partir de dados históricos das empresas.


DESENVOLVIMENTO:

RISCO: Possibilidade de perda. Quanto mais certo for o retorno de um ativo ou de uma carteira de ativos, menor sua variabilidade e, portanto, menor seu risco.
Ex: O depósito numa caderneta de poupança é menos arriscado que apostar em corridas de cavalo, pois a primeira rende juros constantes mais uma taxa de juros pôr ano e são garantidos pelo governo federal.
DIFERENÇA ENTRE RISCO E INCERTEZA: Está relacionada ao conhecimento das probabilidades ou chances de correrem certos resultados. O risco ocorre quando quem toma as decisões da aplicação de um ativo pode estimar as probabilidades relativas a vários resultados, com base em dados históricos, o que chamamos de distribuições probabilísticas objetivas. Quando não se tem dados históricos e precisa fazer estimativas aceitáveis, ou seja, distribuições probabilísticas subjetivas, lidamos com a incerteza.
RETORNO ESPERADO: O que um indivíduo espera que uma ação possa proporcionar no próximo período. É apenas uma expectativa, já que o retorno efetivo poderá ser maior ou menor que o esperado. A expectativa de um indivíduo pode simplesmente ser o retorno médio que o título obteve no passado
Relação entre risco e retorno: o RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO DEVE SER PROPORCIONAL AO RISCO ENVOLVIDO. RISCO É UMA MEDIDA DA VOLATILIDADE DOS RETORNOS E DOS RESULTADOS FUTUROS.
VOLATILIDADE: é a quantidade de flutuações que ocorrem com uma série de números quando eles se desviam de uma série representativa.
RISCO DE ATIVO INDIVIDUAL
Apesar de medir o risco de ativo individual da mesma maneira que o risco de uma carteira, é importante diferenciá-los, porque aqueles que mantém carteiras recebem alguns benefícios. A fim de sentir melhor o conceito de risco relativo a retornos esperados de um dado ativo, é útil avaliar risco pôr ambos os pontos de vista, quantitativo e comportamental.
ANÁLISE DE SENSIBILIDADE. Uma simples visão comportamental de risco é obtida usando-se a análise de sensibilidade, que consiste em se considerar inúmeros resultados possíveis ao se avaliar um projeto. O procedimento básico é avaliar um ativo, usando-se inúmeras estimativas de possíveis retornos, para se ter uma percepção da variabilidade dos resultados. Uma das abordagens mais comuns é estimar os retornos mais pessimistas (piores), mais prováveis (esperados) e mais otimistas (melhores), relacionados a um ativo. Neste caso, o risco do ativo será refletido pela faixa, que é a medida básica de risco. A faixa pode ser encontrada subtraindo-se o resultado pessimista do otimista. Quanto maior for a faixa para um dado ativo, maior é a variabilidade ou risco que ele deve possuir.

Exemplo. Uma determinada Companhia tenta escolher entre dois ativos, A e B, sendo que cada um deles requer um investimento inicial de $ 10.000 e ambos têm as taxas de retorno mais prováveis de 15%. Visto que a empresa exige retorno de 12% para ativos deste tipo, parece que qualquer dos dois seria igualmente aceito. Concentrando-se somente no nível de retorno esperado, falha-se ao se deixar de levar em conta o risco. Para avaliar o risco destes ativos, a administração fez estimativas pessimistas e otimistas dos retornos relativos a cada um. São fornecidas na tabela (1) abaixo as estimativas de retorno, juntamente com suas faixas. Comparando estas faixas, observa-se que o ativo A parece menos arriscado do que o ativo B, porque sua faixa de 4% (17% - 13%) é menor do que a faixa de 16% (23% - 7%) para o ativo B.
Tabela 1: Ativos A e B
Ativo a Ativo B
Investimento inicial $10.000 $10.000
Taxa de retorno anual
Pessimista 13% 7%
Mais provável 15% 15%
Otimista 17% 23%
Faixa 4% 16%

A Tabela 1 mostra que a análise de sensibilidade poderá fornecer algumas informações úteis sobre ativos que parecem ser igualmente desejáveis, com base nas estimativas mais prováveis de seus retornos. Obviamente, o ativo A oferece menos risco do que o ativo B, comparando-se a faixa de retorno anual (A, 4% e B, 16%), mas dependendo da atitude em relação ao risco de quem toma decisões, ele poderá escolher qualquer dos dois. Se ele for cauteloso, escolherá o ativo A, eliminando a possibilidade de perda (obtendo 7% quando o retorno exigido e 12%); se preferir correr o risco, poderá escolher o ativo B, devido à possibilidade de receber um retorno muito elevado (23%). Embora a análise de sensibilidade e faixa sejam pouco aprofundados, elas fornecem a quem toma decisões mais de uma forma de estimar o retorno, o que pode ser usado para avaliar grosseiramente o risco em jogo.

PROBABILIDADES. As probabilidades são usadas para se determinar mais acuradamente o risco envolvido num ativo. Uma probabilidade de um evento pode ser considerada a chance percentual de ocorrer um certo resultado. Atribuindo-se probabilidades aos resultados de um investimento, é possível estimar o valor esperado do seu retorno.
O valor esperado de um ativo é um retorno médio ponderado, em que os pesos usados são as probabilidades dos vários resultados. Independente das probabilidades serem objetivas ou subjetivas, o valor esperado é calculado da mesma maneira. O cálculo do valor esperado será ilustrado, usando-se os retornos dos ativos A e B, que foram apresentados na Tabela (1).

Exemplo. Uma avaliação das estimativas pessimistas, mais prováveis e otimistas dos resultados passados pela Companhia em estudo, indica que em 25% ocorreu o resultado pessimista; 50% ocorreu o resultado mais provável; e em 25% ocorreu a estimativa otimista. A soma dessas probabilidades precisa igualar-se a 100%, ou seja, elas devem basear-se em todas as alternativas consideradas. A Tabela (2) apresenta os cálculos exigidos para se achar os valores esperados dos retornos para os ativos A e B.

Tabela (2) Valores Esperados de Retornos para Ativos A e B

Possíveis

Comentários

Participe da comunidade, deixe seu comentário:

Deixe sua opinião!  Clique aqui e faça seu login.

    Carlos Romão

    Dinamismo, iniciativa, liderança, organização, facilidade de comunicação, bom relacionamento interpessoal, bom português, informática, negociação, coordenação de atividades, cumprimento de metas, capacidade de análise e interpretação de dados, trabalho em grupo/equipe, tomada de decisão.

    Exibir