Plano Real 2 (2012-2040)

Superando o Voo de Galinha para um crescimento a medio e longo prazo

Segue em anexo PDF, o arquivo atualizado e revisto, as criticas a abertura economica sem controle e uma nova moldagem da ancora cambial e da necessidade de uma poupanca separada da poupanca importada como forma de desenvolvimento estrutural do pais. Abaixo uma versao simplificada do Plano Real II - graficos somente no pdf

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+superando a curva de Phillips no IS-LM.

+Economia Egipcia - Chimerica.

+adaptando o Overshooting ao modelo brasileiro, superando o discurso de dependencia do estruturalismo.

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"A"'s de Ouro Plano Real II(2012-2040).

Sobre Meninos e Lobos; Leste Asiatico, 2012 e o Itaú; superando o Vôo de Galinha.

Só se for na França.

Galeao Cumbica – humorista.

A discussao da economia brasileira a mais de 30 anos se foca na segunda fase, ou seja, como superar a fase de estabilizacao baseada na ancora cambial, para uma poupanca interna (independencia financeira), com crescimento economico e "sem" inflacao relevante (inferior a 6% a.a.).

Esse jogo ha muito se faz, desde a epoca de Delfim Neto nos militares, passando pelo Plano Cruzado (e suas variantes) e o Plano Real. Vejo hoje nesse trabalho, ate mesmo como uma superacao ao trabalho "Sobre Meninos e Lobos", a interpretacao da Terceira Via, ou Terceiro Mundo, em respostas as adversidades externas como forma de crescer sem inflacao, e entre muitas aspas "distribuicao de renda". O pais sofre cronicamente desde o Plano de Metas (1956-1961) de falta de poupanca interna para financiar o seu desenvolvimento, e desde epoca remotas, falta poupanca para financiar os investimentos diretos.

Uma brincadeira popular e quando o medico pergunta porque e tao caro consertar um motor: porque tenho que desmonta-lo para voltar a funcionar (resposta do mecanico), e o médico responde; e eu que tenho que desmontar o motor funcionando e mante-lo funcionando?. A resposta demanda muito tempo de investimento em estudo e pesquisas academicas mundo a fora, e para superarmos a primeira fase do Plano Real, devemos compreender a Ideologia dominante para que possamos compreender a nossa realidade social, para que possamos nos superar. Assim como um enfermo para superar sua doenca ou vicio, necessita compreender sua doenca, e deixo em anexo um texto sobre a alienacao dominante no final deste trabalho sobre o Plano Cruzado.

Podemos compreender assim que o Plano Real II, ou segunda fase do Plano Real demandara da compreensao da Ideologia Dominante, agregada de nossa analise estrutural para que possamos nos superar como nacao e nao como extensao: We can.

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Magic Boy, Paris 2011.

"A diferenca entre o remedio e o veneno, e apenas a dosagem".

Em seu livro a saga brasileira, de Miriam Leitao (2011, P.253), em que descreve as politicas do Ministro da Fazenda, Eliseu Resende; temos os principios do que chamamos de "economia egipcia", em que ocorre um choque de oferta para que aumente a competitividade interna do pais (nessa ordem), para que possamos reduzir e ate zerar a inflacao interna, mas o Plano Cruzado em si, e o Plano Real em si, independentemente do congelamento e se existe ou nao inflacao inercial, so um choque de oferta nos conduz a uma nova realidade de baixa inflacao, atraves de uma ancora cambial, combinada com uma emissao monetaria "media" da ordem de 15% a.a. dependendo do ciclo economico.

O Pais conta hoje com reservas internacionais da ordem de 15% do PIB (300 bilhoes de dolares americanos) e crescente, dado o modelo IS-LM a intervencao do governo gera emissao monetaria que nos conduz a inflacao,

∆−E=e x (∆+Pnacional/Pexterno) (1)

somada a um estado que demanda poupanca importada (entrada de divisas) para realizar inversiones e como ancora cambial agregada a emissao monetaria para cobrir as despesas (imposto inflacionario), temos assim o deslocamento da economia com a anulacao do efeito cambial (1+2). O deslocamento da economia expulsando setores menos eficientes, dada a economia neoliberal.

∆+E=e x (∆−Pnacional/Pexterno) (2)

GRAFICO PR2-01

Participacao dos setores no PIB.

Fonte: Nakano e Holland, P.51, 2011.

GRAFICO PR2-02

Evolucao da Produtividade ou Eficiencia Marginal do Kapital/Economia.

Fonte: Nakano e Holland, P.52. 2011

Encontramos assim resultados diferentes do modelo IS-LM no overshooting, proposto por DORNBUSCH e FISCHER (M.I.T.2000;125)., previamente concluimos assim que o pais sofre com uma moeda enferma, que precisa de tratamento e o male esta na propria estrutura do pais, ou seja, um problema estrutural, de cunho estruturalista de visao keynesiana.

GRAFICO PR2-03

GRAFICO IS-LM

Fonte: BASSO, Fernando Cruz, 2006, Dornbusch e Fischer 2009.

Nota: o aumento da ofera de moeda ocasiona no modelo uma reducao da taxa de juros, ocasionando uma fuga de capitais que e contrabalanceado pela equacao dois de importacao de capital (poupanca externa), que por sinal transfere recursos ao exterior, num banco central sem intervencao para uma moeda flutuante.

Segundo SACHS e LARRAIN (HARVARD;2000,453), o aumento da oferta de moeda ocasionada pelo estado trabalhando no vermelho (LM-∆+M/P) e da contracao de oferta (∆−IS), supondo salarios defasados (360 dias), ha uma expansao da producao na primeira fase do IS-LM, porem no modelo de Overshooting (HARVARD;2000,453), nao se aplica "perfeitamente", pois existe uma contracao de oferta, dada a necessidade de investir com poupanca externa e o contexto de estagflacao, DORNBUSCH e FISCHER (M.I.T.;2000,125), somada a maneira classica da teoria do pleno emprego proposta pela Curva de Phillips (London School of Economics, 1958, P.125).

A curva de Phillips.

Em 1958, A.W. Phillips, que era professor da Escola de Economia de Londres, publicou um extenso estudo sobre a evolucao dos salarios no Reino Unido, entre os anos de 1861-1957. A Curva de Phillips e uma relacao inversamente proporcional a taxa de desemprego e a taxa de aumento de salarios. Quanto mais alta a taxa de desemprego menor e o reajuste dos salarios.

Fischer e Dornbusch (2000, P.125-133).

A Curva de Phillips e a ideia de estagflacao nos reflete na realidade da maneira classica, quando atingimos o Pleno Emprego, a economia em si nao consegue se desenvolver, retrocedendo um seculo no desenvolvimento academico economico, temos que na teoria Marxista, apesar de nao ser Marxista, a realizacao de lucro esta contida na:

Organograma PR2-01

Organograma da realizacao de lucro marxista.

Fonte: DOWBOR, Ladislau (1985, P.12).

O desenvolvimento de Phillips e a posteriori de Keynes no modelo IS-LM, temos que o Pleno Emprego, ou seja, no CC (capital circulante), o aumento de custos (salarios) gera falta de capital circulante para realizar investimentos de lucro economico, porem a realidade dos anos 50-70, nao acompanha a realidade dos anos de 1970 a 2000, e ademais, visto que a realidade nao condiz com o modelo proposto pelo IS-LM e a Curva de Phillips e sim um choque de oferta a partir de 1973, repetida em 1979 e novamente em 2006, como afirmara Greenspan (2008, P.431). Assim o problema continua no capital circulante, mas esta no problema energetico que cada vez transfere mais recursos de todo o sistema produtivo para a geracao de energia para a producao, transporte, locomocao e calefacao a partir do petroleo, gas natural, carvao e outros. O que reforco que o modelo tradicional proposto de estagflacao esta alienado a realidade atual, (2012), em que vivemos em uma crise energetica de oferta e demanda de "saia curta", e nao como nos anos 60 de pleno emprego, por falta de mao-de-obra, depois de 20 anos de crescimento rapido e petroleo barato. Hoje assistimos ao desemprego estrutural e afins, mas na realidade assist

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    Mori Itiro

    Bacharel em Economia pela Univ. Mackenzie,...

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