PERCEPÇÕES SOBRE O 3º COLÓQUIO COM O TEMA: “ OPORTUNIDADES DE EMPREENDEDORISMO SOCIAL E AMBIENTAL”.

Percepções sobre a palestra de José Roberto Marinho, no Teatro do CIEE-RS sobre as "Oportunidades do Empreendedorismo Social e Ambiental". Informações sobre as facetas e características deste empreendedor. Além da vários exemplo citados pelo palestraste expert na questão social.

Autor: Allan Rios


Compartilhado com os leitores, participação na palestra ministrada pelo Sr. José Roberto Marinho, Presidente da Fundação Roberto Marinho e Vice-presidente das organizações Globo, no Teatro do CIEE no dia 24 de outubro de 2012.

O evento foi promovido pela Junior Achievement do Brasil e pelo Centro de Integração Empresa-Escola do Rio Grande do Sul (CIEE-RS). O palestrante foi entrevistado pelo Sr. Jayme Sirosky, Presidente Emérito do Grupo RBS e membro fundador da Junior Achievement no Brasil e Beatriz Johannpeter, Vice-presidente do Instituto Gerdau.

No inicio houve a apresentação institucional dos representantes do CIEE-RS e Junior Achievement. Logo após o Sr. José Roberto Marinho foi apresentado pelo entrevistador Jaime Sirosky.

O palestrante iniciou falando de sua contribuição na gestão da Fundação Roberto Marinho e de investimentos em três museus, que serão abertos à sociedade brasileira na cidade do Rio de Janeiro. Falou que o investimento se baseia no exemplo de recuperação da cidade espanhola de Barcelona em sua preparação para os Jogos Olímpicos em 1992; aonde houve recuperação de região portuária da cidade. Benefício este que ficou após os Jogos para a comunidade catalã de Barcelona. Vale salientar que o programa Globo Esporte já havia abordado o exemplo de Barcelona e outras cidades que sediaram os Jogos Olímpicos e a herança deixada em relação a infraestrutura.

Após esta introdução o palestrante iniciou discutindo o tema da palestra, que vem ganhado importância nos últimos 30 anos. Abordou exemplos de empreendedores sociais e ambientais: Richard Cantilli (Irlanda) e Bill Drayton, ex-consultor MacKensey e fundador e presidente da Ashoka

Falou do atraso educacional, que o Brasil esta buscando superar com alguns avanços recentes e a importância da capacitação do capital humano. Criticou o sistema específico de cotas raciais nas universidades públicas, que segundo José Roberto Marinho é uma forma de descriminação e desrespeita a constituição federal de 1988, mas ele deixou claro que não é contra as cotas. Ele considera que as cotas deveriam ser baseadas nas condições econômicas- sociais, como por exemplo, a renda familiar e situação de vulnerabilidade social.

Continuando o assunto da palestra falou das facetas do empreendedorismo social e ambiental, que segundo ele são:

  • As organizações socioambientais podem ter fins lucrativos.
  • Pode ser a atividade principal ou segunda da organização.
  • Pode estar presente regionalmente e internacionalmente.

Como exemplo, citou o caso de um jornalista da rádio CBN e da Folha de São Paulo, que fez uma pesquisa sobre a educação numa comunidade periférica da cidade de São Paulo, aonde identificou que 30% das crianças com déficit de aprendizado tinham esta dificuldade em decorrência da fome (família a baixo da linha da pobreza) e consequente necessidade nutricional, desencadeado no baixo nível de aprendizado e atenção em sala de aula, isto foi confirmado com auxílio de especialistas da área da saúde, as crianças se encontravam estado de pré-anemia (falta de ferro).

O jornalista buscou parceria a Danone, que em conjunto com os especialistas em saúde desenvolveram um iogurte com as quantidades necessárias de ferro, com uma embalagem de baixo custo, não disponível nas grandes redes supermercados, o custo total chegou a 10% em comparação aos iogurtes comercializados no mercado. A venda ocorreu com sucesso na comunidade pesquisada.

O resultado foi à melhora da nutrição das crianças e aumento da capacidade de concentração e aprendizado na escola, resultado na melhora do desempenho. Aqui o palestrante ressaltou que a Danone não ofereceu seu produto de graça e nem teve a necessidade de vender um produto a baixo de seus custos de fabricação por caridade, pois fora desenvolvido um produto que podia ser vendido com preço baixo. A Danone conseguiu atender a um público social com baixo poder aquisitivo disposto a comprar seu produto, mas com preços mais baixos do que praticados no mercado.

Aqui ele voltou à questão, que o empreendedor social e ambiental pode ter ideias, que visem lucro em suas operações. Unindo responsabilidade social e desenvolvimento.

Posteriormente citou as características do empreendedor social e ambiental abordadas conforme segue: busca do bem estar social, trabalha com mudanças, ações de baixo custo, persegue resultados mensuráveis, pensa grande, missionário, visão estratégica e sistêmica, ambicioso e são pessoas versáteis.

Compartilhou exemplos de empreendedores sociais segue a baixo:

  • Beto Verissimo da Imazon (Brasil): desenvolveu um software de monitoramento do desmatamento na Amazônia brasileira. Com apoio do Governo do Estado da Amazônia, ONGs e Ministério Público da Amazônia.
  • Hortensia Solis da CO2 (Costa Rica): Projeto Café Carbono Neutro, que utiliza menos água e agroquímicos e combustível, objetivo ajudar a agricultura da Costa Rica a diminuir o nível de emissão de CO2. Que reapertava na época 40%, conforme dados da apresentação de Jose Roberto Marinho.
  • Renato Moraes de Jesus e Bruno Marroni da Symbiosis Investimentos: 1. Objetivo, auxiliar a indústria madeireira definir um padrão de madeira a ser explorado de forma sustentável. 2. Projeto: Seleção de espécies de arvores matrizes e selecionar sementes. 3. Ação: Formação de áreas de manejo. A empresa conta com José Roberto marinho como apoiador. Portanto ela visa oferecer madeira de qualidade para indústria através de áreas de corte legais e manejo sustentavel.
  • Mayura Okura da B2Blue.com: empreendedora de 26 anos criou um site de incentivo à reciclagem de materiais, as pessoas que tem materiais como equipamentos eletrônicos expõem para venda seu aparelho e empresa de reciclagem manifesta interesse de compra. Ganho da empreendedora de 15% sobre as transações.

Também falou da importância do "Novo Telecurso", organizado pela Fundação Roberto Marinho e com apoio de Instituições de ensino superior do Rio Janeiro e São Paulo, que formou mais de cinco milhões de pessoas e forma 200 mil pessoas por ano assim, possibilitando sua inserção educacional e profissional no mercado de trabalho.

Ainda sobre o Telecurso falou de governos estaduais que viraram parceiros como o Governo do Estado da Amazônia. Justificativas apresentadas, ensino din&acirc

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    Allan Rios

    Formando em Administração.

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