O desafio de motivar profissionais de maneira contínua

O artigo tem como objetivo demonstrar os fatores que influenciam a Motivação no trabalho, bem como, os desafios em manter os profissionais motivados ressaltando o impacto da motivação no ambiente organizacional

Introdução:

Uma tendência mundial, nos dias de hoje é a busca pela valorização do fator

humano nas empresas e no mercado de trabalho. Muitas vezes perguntamos: O que

motiva o ser humano?

A motivação é um processo individual e fruto do nosso crescimento pessoal. A

nossa evolução nos impulsiona para o desejo de possibilidades maiores, em que

nada é trivial e tudo é útil para um significativo crescimento. Entender o processo de

motivação humana auxiliará na abertura de novos espaços, novas ferramentas para

grandes descobertas, aprendizagens para viver melhor.

As pessoas passam a maior parte do tempo no trabalho, portanto o local

de trabalho tem extrema relevância no provimento das satisfações humanas,

no entanto, apesar de tantos estudos e pesquisa ainda encontram-se pessoas

desmotivadas. Portanto, o objetivo principal consiste em conhecer os diversos

fatores que determinam o comportamento no trabalho a fim de identificar aqueles

que exercem maior influência sobre o indivíduo, bem como, descobrir como manter

uma motivação continuada no trabalho. É fato que cada indivíduo busca motivação

de formas diferentes, mas é preciso entender qual é o papel das organizações para

estimular um ambiente favorável para que a motivação tome o espaço que deve

ter, já que vivemos num mundo cada vez mais capitalista e individualista. Um dos

grandes desafios das organizações está em manter os profissionais motivados,

conseguir que a motivação não desapareça e fazer com que o individuo continue

vendo sentido no que faz.

Várias teorias comprovam que a motivação no ambiente de trabalho trás

benefícios não só para o trabalhador, mas também para a empresa, pois com os

funcionários motivados, o trabalho flui com mais facilidade.

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Motivação no Trabalho

1.1 - Motivação e Comportamento

O comportamento humano é o resultado de um conjunto de forças e impulsos

que orientam as pessoas para um determinado objetivo, como resposta a um estado

de carência ou necessidade, que podem vir do próprio ser humano ou de fatores

externos.

A Motivação refere-se a forças que energizam, dirigem e sustentam os esforços de

uma pessoa. Todo comportamento, exceto reflexos involuntários como o piscar de

olhos (que geralmente tem pouco a ver com administração), é motivado. (BATEMAN

& SNELL, 1998, pg. 360)

Conforme Chiavenato (2004), as pessoas são diferentes no que tange

a motivação, as necessidades variam de individuo para individuo, produzindo

diferentes padrões de comportamento. Os valores sociais também são diferentes, as

capacidades para atingir os objetivos são igualmente diferentes, e assim por diante.

Nesse sentido Chiavenato (2004), aponta ainda três premissas que explicam

o comportamento humano:

O comportamento humano é causado por estímulos internos e externos;

O comportamento é motivado, ou seja, há uma finalidade em todo o

comportamento humano.

O comportamento humano é orientado para objetivos.

Na figura 01, pode-se observar os fatores externos que afetam o

comportamento das pessoas nas organizações.

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Figura 01: Fatores externos do comportamento do individuo na organização

Fonte: Chiavenato, 2004, p.64

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Na figura 02, pode-se observar o modelo básico de motivação descrito por Chiavenato.

Figura 02: Modelo de Motivação

Fonte: Chiavenato, 2004, p.65

1.2 - Ciclo Motivacional

Conforme Chiavenato (2004),“o ciclo motivacional pode ser assim explicado:

O organismo humano permanece em estado de equilíbrio psicológico até que um

estímulo o rompa e crie uma necessidade.” O autor pressupõe ainda que essa

necessidade provoca um estado de tensão em substituição ao anterior estado de

equilíbrio. A tensão conduz a um comportamento ou ação capaz de atingir alguma

forma de satisfação daquela a necessidade. Satisfeita a necessidade, o organismo

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retorna ao seu estado de equilíbrio inicial, até que outro estímulo sobrevenha. A

figura 03 exemplifica isto.

Figura 03: Ciclo Motivacional

Fonte: Chiavenato, 2004, p.65

1.3 - Compreendendo a Motivação no Contexto Organizacional

As organizações, em si, têm a capacidade de operar em diversos tipos

de ambientes, buscando alcançar através das mudanças de tempo e espaço,

os resultados planejados. Com a alta globalização e os avanços tecnológicos,

as organizações, sofrem diversas influências advindas do ambiente externo, as

pessoas que nela ingressam, trazem consigo uma variedade de valores e interesses,

que ao passar do tempo acaba por romper as fronteiras organizacionais.

Nas organizações "a motivação pode ser entendida como o desempenho e

os esforços dos colaboradores para atingir os resultados desejados" (BERGAMINI,

2006)

A palavra motivação tem origem na palavra em latim motivus, que significa

aquilo que se movimenta, que induz, que direciona a algo. Na visão de Robins

(2004)“definir motivação como o processo responsável pela intensidade, direção e

persistência dos esforços de uma determinada meta”. Contribuindo Vergara (2000)

diz, “motivação é uma força, uma energia que nos impulsiona na direção de alguma

coisa [...], ela nos é, absolutamente, intrínseca, isto é, está dentro de nós, nasce de

nossas necessidades interiores”.

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Apesar da importância, muitas empresas ainda priorizam as

operacionalidades tecnológicas e financeiras, conotando a motivação de forma

generalista e superficial. Bateman e Snell (1998) afirmam que, “se as pessoas

se sentem tratadas de forma justa com base nos resultados que recebem, ficarão

satisfeitas”. Satisfação é um sentimento que depende de variáveis internas e

externas a organização, o que podemos dizer que nem sempre o funcionário

produtivo está satisfeito, e que o menos produtivo esta insatisfeito. Por outro lado, é

valido lembrar que a insatisfação no trabalho pode influenciar de forma significativa

as atividades empresariais, nos seguintes pontos.“(1) rotatividade mais alta; (2)

maior absenteísmo; (3) menor cidadania empresarial; (4) mais queixas e processos;

(5) greves; (6) furtos, sabotagens e vandalismo; (7) uma pior saúde física e mental

[...]”.

Para Bergamini (1997) “o fracasso da maioria de nossas empresas não está

na falta de conhecimento técnico, e sim, na maneira de lidar com as pessoas”

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    Debora

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