O desafio da gestão da inovação como um processo baseado no conhecimento

Tendo em vista que a inovação é uma questão de conhecimento, associada à sobrevivência e crescimento organizacional, as empresas têm cada dia mais o desafio de procurar formas de gerenciar os processos para que se constitua uma boa solução para o problema da renovação.

Antes de falar sobre Gestão da Inovação, vamos voltar um pouco no tempo e analisar como se deu esse processo. Por volta de 1950, a opinião predominante dizia que o mercado para o novo “milagre”, (computador), estaria apenas com os militares e em cálculos científicos. Entretanto, algumas pessoas acreditavam que o computador encontraria aplicações nas empresas, causando impacto sobre elas. A partir daí, os gestores identificaram essa oportunidade como um grande agente de mudança para alcançar maior competitividade, tornando-se diferenciado no mercado e consequentemente alcançar o tão almejado sucesso.

O processo de combinação de diferentes conjuntos de conhecimento em inovação (tácito: conhecido, mas sem formulação e explícito: codificado de modo que outros possam acessá-lo, discuti-lo, transferi-lo etc.), ocorre em situações de grande incerteza. Desse modo, faz-se necessário compreender a capacidade de transformar essas incertezas em conhecimento, através da mobilização de recursos para diminui-las e manter certo equilíbrio.

Em uma economia em que máquinas, equipamentos e capital foram substituídos pelo conhecimento, é interessante que haja uma abordagem mais aprofundada da criação do conhecimento no contexto da gestão da inovação.

GESTÃO DA INOVAÇÃO E CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO

A gestão do conhecimento faz parte da estratégia empresarial da organização, logo com as constantes modificações no cenário da economia, as empresas de sucesso são aquelas que conseguem criar novos conhecimentos, compartilhá-los, administrá-los de modo que se tornem em seu maior patrimônio: o capital intelectual.

O conhecimento humano é criado e expandido através da interação social entre conhecimento tácito e explícito. ( NONAKA e TAKEUCHI, 1997, p. 67), onde o conhecimento tácito é pessoal, é subjetivo e inerente às habilidades de uma pessoa. e difícil de ser contextualizado e o conhecimento explicito é aquele que já está codificado e fácil de ser transmitido.

Segundo Drucker (1998) os ativos mais valiosos de uma empresa do século XX eram considerados os seus equipamentos de produção, as máquinas. Já no século XXI, os ativos mais valiosos de uma organização são os seus trabalhadores do conhecimento e sua produtividade.

Diante disso, percebe-se a relevância da criação do conhecimento como uma alternativa de sobrevivência da organização, principalmente para aquelas de alta tecnologia que dependem da inovação.

PRINCIPAL PROBLEMA NO GERENCIAMENTO DA INOVAÇÃO

Um dos principais problemas no gerenciamento de inovação é a variação com que as pessoas compreendem o termo, normalmente confundido com invenção. O termo inovação vem do latim innovare, que significa “fazer algo novo”, ou seja, a inovação pode ser entendida como um processo de fazer de uma oportunidade, uma nova ideia e de colocá-la em uso da maneira mais ampla possível.

“A inovação é a ferramenta específica de empreendedores, por meio da qual exploram a mudança como uma oportunidade para diferentes negócios ou serviços. É passível de ser apresentada como uma disciplina, passível de ser aprendida, passível de ser praticada” – (DRUCKER; PETER, 1985, p.86).

Assim, faz-se necessário o conhecimento do termo inovação e de ações que definam-no bem, sem que aja essa confusão na cabeça das pessoas, uma vez que o que a empresa considera como inovação pode não ser para as outras pessoas e concorrentes, passando com isso a não alcançar a tão sonhada competitividade.

Muitas vezes o processo de geração de idéias é mal conduzido e acaba por ser esvaziado. Isso ocorre pelo enfoque inadequado do processo de criatividade ou pelo desprezo às regras básicas que devem nortear a geração espontânea de novas idéias. É importante lembrar que a fonte de novas idéias deve ser sempre apoiada nas necessidades e desejos de consumidores e clientes. (COBRA, 2003, pag. 193).

Atualmente, tendo em vista o desenvolvimento das ferramentas da comunicação em redes de computadores, estamos assistindo ao aumento do número de empresas que estão disponibilizando seus serviços da Internet, fato que está possibilitando o avanço de diversas empresas, tanto no âmbito do alavancamento financeiro, quanto no aspecto de merchandising da empresa.

Um fator que está possibilitando este alavancamento diz respeito à utilização de diversos dispositivos móveis, os quais possibilitam a realização de negócios comerciais em qualquer lugar e a qualquer tempo.

O DESAFIO DE TRABALHAR EM REDE

A inovação já não é vista como a província de uns poucos heróis individuais que foram pioneiros ao transformar ideias em realidade. Podemos citar nomes e inovações específicos nesse contexto: Bell Labs, 3M, Pilkington, Ford, Hewlett – Packard etc. Nesses casos, o papel do herói ainda é importante, mas o palco em que atua é essencialmente definido pela empresa.

Roy Rothwell previu em seu estudo pioneiro sobre modelos de inovação, com um deslocamento gradual do pensamento de um processo linear movido pelo estímulo científico-tecnológico ou pela exigência da demanda para outro que previa crescente interatividade. Um direcionador-chave desse processo é o efeito da divisão de trabalho pelo qual as empresas questionam cada vez mais seus objetivos e competências principais e a partir do qual configuram sua rede.

A importância desse trabalho em rede não fica restrita à relação empresa/empresa, é também uma questão de criar vínculos valiosos dentro do sistema nacional de inovação.

INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

A preocupação com a sustentabilidade é cada vez maior na agenda da inovação. Deve-se a vários fatores, entre os quais:

• Aquecimento global e ameaças impostas pelas mudanças climáticas;
• Poluição ambiental e pressão por produtos e serviços “ecologicamente orientados”;
• Aumento e distribuição da população, com os problemas acessórios do aumento da concentração urbana;
• Diminuição de fontes de energia esgotáveis e urgência em descobrir fontes alternativas e renováveis;
• Saúde e fatores relacionados ao acesso a padrões básicos de atendimento, água tratada, medidas sanitárias etc.

Tais preocupações não são novas – havia, por exemplo, um debate intenso, durante os anos 1970, em torno de “limites de crescimento”, em que uma variedade de cenários “apocalípticos” era prevista. Da mesma forma, o plano de sustentabilidade atual impõe desafios, mas também oportuniza a inovação.

Nesse novo momento em que se encontram as organizações, a sustentabilidade torna-se seu diferencial, no entanto vale destacar que muitas a utilizam como meio de promoção, deixando uma grande lacuna entre o que se diz e o que se faz. A inovação deve existir de maneira fidedigna, fazendo transparecer seu compromisso efetivo com o meio ambiente, oferecendo produtos, serviços e processos de forma segura, ecologicamente correta, diferenciando-se dos seus concorrentes e ganhado tanto a confiança do consumidor quanto a tão sonhada vantagem competitiva.

A INOVAÇÃO NO CENÁRIO GLOBAL

Sem dúvidas a inovação no cenário global expandiu-se de uma forma absurdamente assustadora. Até mesmo uma pequena empresa de atuação local não está mais isolad

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    Davi Alves

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