Marketing no Varejo - Influência do Layout de loja

Antes visto como uma ferramenta não muito funcional, o layout de loja passa a ser visto pelos profissionais de marketing como uma ferramenta estratégica eficiente, no que diz respeito á lucratividade e ambientação da loja. Com a evolução da humanidade e do marketing, novas estratégias foram criadas.

Quem nunca ouviu a frase "Quem vê cara, não vê coração", utilizada para expressar sentimentos e opiniões como amor e ódio, belo e feio. Mas será que essa frase se enquadra no mercado varejista?

Os consumidores estão cada vez mais exigentes e para conquistá-los é preciso pensar em conforto, respeito e um ambiente agradável.

Uma loja que tenha um ambiente desorganizado, aparência suja, funcionários mal humorados, afastam consumidores. Sendo assim, a famosa frase, conhecida há décadas, para os varejistas não funciona.

As lojas precisam ser bem vistas pelos consumidores para que estes sintam-se atraídos a entrar, permanecer e efetuar a compra.

Analise um bom restaurante. Normalmente possui um nome bem interessante (é verdade que há alguns com nomes até um pouco bizarros, mas ai é pura jogada de marketing), uma bonita e chamativa fachada. São limpos, organizados, os garçons bem apresentados. Se você está com fome, não sabe onde comer por ser muito cauteloso com as refeições fora de casa, esse restaurante é um daqueles em que ficaria mais á vontade e aceitaria se necessário, pagar mais não por uma comida melhor ou mais sofisticada, mas pela sensação de comida boa, segura e saudável. Imagine o contrário: um restaurante com nome de "Última Bóia", com a fachada toda caída, cheia de cachorros rondando as portas e aquele cheiro forte de azeite reusado...Você reflete que não deve considerar apenas a aparência externa e entra. Observa então o ventilador de teto todo sujo com a mesma poeira das últimas décadas, garçons com uniformes manchados ou sujos e sem cautela. Sobre as mesas algumas sobras de comida, divididas com várias moscas e aquele feijão que está a tanto tempo no aparador que já virou tutu... Será que você não pensaria duas vezes antes de criar coragem para tentar olhar o coração?(CAMPOS, 2009).

Atender e alcançar as necessidades do mercado varejista significa ganhar espaço dos concorrentes. Para se diferenciar dos concorrentes e atrair os consumidores, varejistas precisam de um bom layout.

Layout de loja é essencial no poder de influenciar consumidores, pois a maneira que os produtos são expostos nas lojas, pode ajudar na decisão da compra. Através de técnicas, o layout de loja, tem por finalidade aumentar as vendas e melhora o posicionamento dos produtos, permitindo um fluxo de clientes de modo mais confortável, objetivo e envolvente no processo de compra.

Layout de loja é a disposição de divisórias, pilares, caixas, provadores ou qualquer outro elemento fixo que interfira na circulação [...] (BERNADINO et al., 2008, p.120).

Esse estudo tem como objetivo apresentar técnicas de marketing de varejo aplicadas ao layout, que atende as necessidades dos consumidores e proporcionam aumento das vendas nas lojas.

Sendo assim, o presente estudo abordará o tema layout de loja, uma das ferramentas de marketing de varejo, e proporcionará á análise das técnicas utilizadas na loja Ri Happy Brinquedos.

Quanto aos fins, trata-se de uma pesquisa exploratória, com revisão bibliográfica e estudo de caso da loja Ri Happy, uma empresa líder no setor dos distribuidores de brinquedos e artigos recreativos nacionais e importados, que tem com a missão ser a melhor empresa do mundo na prestação de serviços, e fornecimento de objetos de entretenimento, lazer e desenvolvimento infantil.

O trabalho é composto de quatro capítulos, sendo que o primeiro capítulo traz a proposta de pesquisa, o segundo capítulo apresenta a revisão teórica sobre layout, o terceiro capítulo aborda o estudo de caso da loja Ri Happy e o quarto capítulo conclui a pesquisa efetuada.

CAPÍTULO 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 A história do varejo

O varejo iniciou-se na necessidade das famílias produzirem seus próprios alimentos. Algumas famílias tinham mais facilidades de produzir e fabricar determinados produtos, com rapidez e qualidade, assim esse ato passou a ser centralizado. A família que tinha mais habilidade na fabricação de determinado produto ficava responsável por produzi-lo e assim eram feitas as trocas entre elas.

Com a necessidade de produtos básicos para sobreviver, as famílias começaram a negociar as mercadorias, dando inicio a formação de mercados. A moeda facilitava as negociações que eram feitas por intermediários, que se tornaram os varejistas.

A história da troca de mercadorias começa após a auto-suficiência. As famílias antigas produziam e fabricavam o que necessitavam para o consumo. Conseqüentemente, houve a constatação por parte dos produtores da capacidade de produção de determinados bens com maior facilidade que outros, permitindo o desenvolvimento de especializações. Uma família, por exemplo, poderia fabricar cestos a uma velocidade maior e de melhor qualidade do que outra, que produzia, digamos, panelas, com as mesmas vantagens. A especialização permitia a produção de excedentes daquilo que se fazia melhor e daí a tendência em trocar os excessos de um bem produzido por uma unidade familiar com outros bens produzidos por outras famílias, também necessários para a sobrevivência. Começaram assim a comercialização e a formação de mercados. Surgiram a moeda e os intermediários como facilitadores do processo de troca (LASCASAS, 2006, p.13).

Os intermediários tinham como missão fazer a distribuição e a troca desses produtos permitindo que os mesmos chegassem ao consumidor na época desejada, pois muitas vezes o produto era fabricado em uma época e utilizado em outra.

Adicionalmente, produtos são muitas vezes fabricados em determinadas épocas e consumidos em outras. Os intermediários facilitam a distribuição, tornando-a mais homogênea ou então permitem que os produtos cheguem ao consumidor na época em que deles necessita [...] (LASCASAS, 2006, p 14).

O varejo inclui todas as atividades relativas à venda de produtos ou serviços diretamente aos consumidores finais. Um varejista ou uma loja de varejo é qualquer empreendimento comercial cujo faturamento provenha principalmente da venda de pequenos lotes ao consumidor final.

Qualquer organização que venda para os consumidores finais seja ela um fabricante, atacadista ou varejista está fazendo varejo.

Para as empresas, o varejista é beneficiado pela redução de custos, pois diminui o número de contatos economizando tempo e dinheiro podendo assim, especializar-se nos seus produtos e suas especialidades.

[...] a empresa obtém vantagens porque permite que o fabricante se dedique mais ao seu objetivo principal de fabricação, ao mesmo tempo em que cria uma especialização por parte dos varejistas por exercerem e especializarem-se nesse tipo de atividade, o que certamente proporciona redução nos custos operacionais da empresa em decorrência dessa especialização (LASCASAS, 2006, p.18).

Entretanto, através do sistema de distribuição, o consumidor

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    Adm. Melo

    Adm. Melo

    Bacharel em Administração de Empresas, especialista em Marketing para o Varejo, Pós graduando Marketing Esportivo pela Universidade Gama Filho. Carreira desenvolvida como Gestor no Varejo e Marketing. Dezesseis anos de vivência profissional na área, atuando no varejo e marketing em multinacional líder no mercado em que atua. Profissional com sólidos conhecimentos em Operações, Vendas, Gestão de Pessoas e Resultados, Financeiro, Qualidade e Marketing. Experiência na gestão de unidades de negócios multimarcas (portfólio com marcas próprias e franquias), gerindo recursos materiais, humanos e financeiros da companhia, Vivência nas áreas de planejamento estratégico dos negócios, elaborando e gerindo o budget da área de atuação, assim como definindo indicadores chave de desempenho às equipes gerenciais, visando maximizar os resultados e superar a satisfação de clientes e consumidores, Profissional orientado aos negócios, alavancando vantagem competitiva, explorando e suportando iniciativas que agreguem valores à organização, Habilidade no gerenciamento de pessoas, na formação de times vencedores, com forte perfil em recrutamento, desenvolvimento, motivação e retenção de talentos, Elaboração e aplicação de treinamentos voltados à área de negócios, Forte habilidade no relacionamento com clientes e consumidores, Experiência em negociação com clientes, parceiros e fornecedores, Habilidade em desenvolver e gerir ações de Marketing.






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