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GESTÃO DO CONHECIMENTO COMO ALIADO AO EMPREENDEDORISMO

RESUMO O artigo tem o objetivo de elucidar, a partir do tema empreendedorismo a utilização do conhecimento como aliado principal para o sucesso da organização, tanto no desenvolvimento do próprio empreendedor e da inovação do negócio como em formar intra-empreendedores e não meros colaboradores burocráticos nas organizações. Foi utilizada a pesquisa bibliográfica no desenvolvimento do tema, elucidando que a gestão de uma organização deve ser pautada no conceito que as organizações são um microcosmo da sociedade e os indivíduos nela contidos devem se relacionar e manter a contínua comunicação, algo inerente ao ser humano, promovendo assim a motivação através do incentivo ao desenvolvimento destes.

Gestão do Conhecimento como Aliado ao Empreendedorismo

Fábio Ferraz Magina, Tecnólogo (UMESP), Especialização em Engenharia de Produção, FATEC-UNINTER

Orientador: Prof.º Edson Luiz Sieczka Junior, Engenheiro (Universidade Positivo), Mestrando Engenharia Biomédica (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) , orientador de TCC do Grupo Uninter.

RESUMO

O artigo tem o objetivo de elucidar, a partir do tema empreendedorismo a utilização do conhecimento como aliado principal para o sucesso da organização, tanto no desenvolvimento do próprio empreendedor e da inovação do negócio como em formar intra-empreendedores e não meros colaboradores burocráticos nas organizações.

Foi utilizada a pesquisa bibliográfica no desenvolvimento do tema, elucidando que a gestão de uma organização deve ser pautada no conceito que as organizações são um microcosmo da sociedade e os indivíduos nela contidos devem se relacionar e manter a contínua comunicação, algo inerente ao ser humano, promovendo assim a motivação através do incentivo ao desenvolvimento destes.

Palavras-chave:

Gestão do Conhecimento. Empreendedorismo. Aprendizagem organizacional. Formação de redes.

Empreendedorismo

Muito se tem falado atualmente sobre o tema Empreendedorismo. Aborda-se que o empreendedorismo é a maneira diferenciada de utilização de recursos aliados à criatividade para a redução de custos, maximização de resultados e obtenção de vantagem competitiva aliada à otimização dos processos organizacionais.

Segundo DOLABELA (2008), p.23, "O empreendedor é alguém que sonha e busca transformar seu sonho em realidade". O empreendedor é um agente de mudanças muito importante no desenvolvimento da sociedade, sendo responsável pelo crescimento econômico e o consequente desenvolvimento social de um grupo de indivíduos ou mesmo de uma região, atuando de forma inovadora, dinâmica e buscando a auto-realização. O intra-empreendedor é um colaborador que introduz inovações dentro da organização em que atua, ocasionando o surgimento de valores adicionais.

O sucesso de um empreendedor está diretamente ligado ao conhecimento e forma de domínio de ferramentas de gerenciamento da organização e tecnológicos, adquiridos por meio de aprendizado e desenvolvimento de habilidades e atitudes.

Como características empreendedoras principais destacam-se a liderança, perseverança, fixação de metas e busca sem descanso de atingi-las, orientação para resultados, para o futuro e para a continuidade de seu negócio no longo prazo, busca de conhecimento para orientação de suas ações a fim de atingir seus objetivos, método próprio de aprendizagem, busca assumir riscos, sempre de forma calculada, buscando a diminuição destes por meio da busca de informações corretas de cenários e situações.

A busca da transformação de seus sonhos em realidade, fruto do relacionamento entre diversas idéias e conhecimentos, leva ao resultado almejado, ocasionado por intermédio da liderança inerente do empreendedor na busca de seus resultados, e acrescido de habilidades complementares, como o gerenciamento do negócio, atividades financeiras, administrativas, de pessoal e tecnológicas.

Este ato de liderança leva ao sonho coletivo, de forma que a somatória de forças na busca do desenvolvimento dos indivíduos pertencentes ao grupo torna-se a razão de sucesso do grupo e não mais de somente um indivíduo. O desenvolvimento de idéias e paixões no ser humano ocorre à partir de suas aptidões e relacionamentos. Segundo ROBINSON (2008),

A aptidão é a facilidade natural que um indivíduo tem para fazer alguma coisa, a sensação intuitiva ou o entendimento do que é essa coisa, de como funciona e de como usá-la. (p.33)

O empreendedor e as organizações que desejam desenvolver intra-empreendedores e agentes de mudança devem cultivar em sua cultura o relacionamento, evitar a competição interna como forma de autopromoção, deve divulgar e induzir ao engajamento de trabalho em equipe e colaboração, incentivados pela confiança mútua, compartilhamento de idéias e conhecimentos, de modo ao atingimento das metas divisadas pela visão, de forma coletiva.

O Desenvolvimento Individual

O desenvolvimento individual, tido como o primeiro passo no sentido do desenvolvimento organizacional, é fruto de algumas ações importantes baseadas em incremento de habilidades pessoais. Assim como o sucesso organizacional deve ter uma visão e sentido estratégicos, o mesmo concorre no direcionamento individual na busca de metas à partir da definição do que representa o sucesso para o indivíduo, a identificação de valores importantes, a busca contínua por mudanças, a permanência na zona de conforto implica em desatualização sobre as transformações ao redor, o gerenciamento do tempo e de recursos com eficiência, aliando o sucesso profissional ao sucesso pessoal, e também à vida saudável e ao convívio social, escolha das pessoas certas, que contribuirão com seu aprendizado, e crescimento em seus círculos de envolvimento, pessoais, operacionais e estratégicos e, principalmente, a comunicação, promovendo a verdadeira mensagem desejada.

A Aprendizagem Organizacional

Certas características e capacidades precisam ser desenvolvidas por meio de aprendizado, resultado de leitura, prática, vivenciamento de situações e aquisição de memória. Segundo FLEURY; FLEURY (2001),

As organizações podem não ter cérebros, mas têm sistemas cognitivos e memórias e desenvolvem rotinas, procedimentos relativamente padronizados, para lidar com os problemas internos e externos. Essas rotinas vão sendo incorporadas, de forma explícita ou inconsciente, na memória organizacional. A mudança em processos, estruturas ou comportamentos não seriam os únicos indicadores de que a aprendizagem aconteceu, mas a possibilidade de esse conhecimento ser recuperado pelos membros da organização (p.29)

O conhecimento pode ser adquirido e desenvolvido por meio de experimentação e inovação, de forma ativa, ou por meio de resolução de problemas, experiências, colaboração ou contratação de novo pessoal, isto é, reagindo ao fluxo dos acontecimentos. O ato de colaborar aprendemos e utilizamos desde nossa tenra idade, o ambiente onde ocorre essa interação torna-se muito mais criativo, com adição de novos pontos de vista e, com a somatória de novas tecnologias e novos canais para relacionamento entre os atores organizacionais, ocorre uma maior interação e consequente manifestação de criatividade coletiva. Conforme observação de BINGHAM; CORNER (2010).

As ferramentas modernas de colaboração, quando usadas simultaneamente por várias pe

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    Fabio Magina

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