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Estudo de caso do Cimento Social no Morro da Providência Localizado no Rio de Janeiro – Responsabilidade social e ambiental sob a ótica do marketing

Este artigo apresenta o estudo de caso como modalidade de pesquisa, sobre o caso do projeto Cimento Social no Morro da Providência, situado no Rio de Janeiro. O objetivo deste é mostrar a aplicabilidade da Responsabilidade Social e Ambiental, e o uso das ferramentas do Marketing Social e Ambiental.

1. Introdução

Este artigo apresenta o estudo de caso como modalidade de pesquisa, sobre o caso do projeto Cimento Social no Morro da Providência, localizado no Rio de Janeiro. O objetivo deste estudo de caso é mostrar a aplicabilidade da Responsabilidade Social e Ambiental, e o uso das ferramentas do Marketing Social e Ambiental neste projeto.

Assim como também, observar as vantagens que este projeto pode oferecer para uma população de baixa renda, com necessidades básicas na aplicação real da cidadania a serem supridas como moradia, saneamento básico, segurança, emprego e dignidade. Este artigo tem como finalidade complementar, observar o uso de produtos verdes e sua viabilidade no quesito custo-benefício.

O atual artigo tem por finalidade buscar, por meio de pesquisa literária, relacionada com o assunto proposto, o embasamento teórico para compreender a real importância do projeto Cimento Social. Também será usado, como método de pesquisa, um questionário para entrevista e levantamentos de dados técnicos junto ao engenheiro da obra. A entrevista visa saber se foram usados produtos verdes e métodos que minimizem os impactos negativos e danos ambientais.

A proposta deste estudo de caso é identificar a viabilidade do projeto Cimento Social, situado no Morro da Providência, na cidade do Rio de Janeiro. Identificar se a obra é sustentável, se tem de fato compromisso ambiental e que ações são tomadas para o benefício do meio ambiente e sua preservação. Outro aspecto a ser avaliado neste estudo de caso, será observar que benefícios o projeto Cimento Social leva de fato para a população. Também será percebido que posição a população toma em relação a este projeto.

O marketing ambiental e social tem como premissa a proposta de envolvimento benéfico nesta obra. Este estudo de caso também propõe analisar que benefícios podem ser agregados ao Cimento Social com uso das ferrramentas do marketing. Se a mídia e a propaganda tem alguma influência significativa neste projeto. Caso haja a identificação de influência positiva, listar quais são.

Será feito o levantamento completo sobre o projeto Cimento Social, fazendo um comparativo entre uma obra convencional e uma obra feita com estruturas pré-moldadas. E que relevância o uso destes produtos verdes geram de fato para o meio ambiente. Será avaliado a aplicabilidade deste tipo de tecnologia e seu custo-benefício. E em que nível esses benefícios influenciam a comunidade do Morro da Providência.

2. Responsabilidade social e ambiental

Atualmente, não se podem desassociar essas duas palavras, falando em responsabilidade social está, automaticamente, mencionando a responsabilidade ambiental também. Muitas empresas, em diversos países, inclusive o Brasil, tem buscado se envolver cada vez mais com o melhoramento de vida das pessoas. A globalização, nos anos 80, foi o ponto de partida que chamou a atenção da população à esse novo modo de vida. O pensamento e prática da responsabilidade ambiental tem crescido bastante e se tornando cada vez mais fundamental em qualquer atividade. Empresas públicas, privadas, ONGs, associações com ou sem fins lucrativos, iniciativas de toda ordem, tem levado a um só caminho, a uma só atitude: à responsabilidade social e ambiental.

O comércio de produtos ambientalmente corretos, fabricados com a finalidade da preservação ao meio ambiente, tem sido uma temática discutida em escolas, universidades, centros comunitários, congressos e pautas políticas, porém, a população tem buscado esse valor agregado aos produtos, mas, não está interessada em pagar mais por este benefício, logo, no ato de sua aquisição, este produto ganha uma atenção especial se estiver unindo custo zero pela adição deste benefício, e com a expectativa de que seja mais barato e com alta qualidade. Ou seja, além de não afetar o meio ambiente, ou minimizar seus impactos ambientais, o produto verde deve ter preço igual ou inferior ao produto concorrente, e o consumidor ainda espera que este produto ofereceça a qualidade similar ou superior ao produto convencional.

Podemos observar que as empresas, como por exemplo, as do ramo de construção civil que, atualmente é responsável por grande parte dos impactos ambientais, começando pela fabricação dos produtos convencionais e chegando ao acabamento da obra; impactos de ordens químicas, como resíduos particulados no ar, na água, ou o lixo da obra, com a quebra de materiais e as sobras, provocando assim a poluíção no ar; ou sonora com ruídos e barulhos, enfim; essas empresas estão buscando cada vez mais produzir produtos ambientalmente corretos e de baixo custo. Produtos que reduzem o lixo na obra, os impactos ambientais, abrindo novas oportunidades e modalidades de funções e empregos para a população.

Neste artigo, o objetivo é abordar de maneira ilustrativa e informativa esta parte dos impactos ambientais. A indústria, num modo geral, tem sido a primeira a tomar sua posição para minimizar os impactos ambientais e a diminuição dos possíveis danos e tem tido iniciativas importantes para a produção do chamado ecoproduto. Já existem certificações específicas como, por exemplo, o Selo Verde. Abaixo, serão listados alguns produtos e suas respectivas empresas, certificadas ou não, porém, vivenciando este novo conceito, com um novo comportamento e comprometimento com a consciência verde:

a) Tramontina: Adquiriu o Selo Verde – que é a certificação do Conselho de Manejo Florestal (Forest Stewardship Council – FSC). Trata-se da certificação de cadeia de custódia, o que garante a rastreabilidade da fabricação de itens que utilizam matérias-primas certificadas, tendo eles, madeira como base ou acessório . Essa certificação garante que a madeira, utilizada nesses produtos, proceda de floresta manejada de forma ecologicamente adequada, socialmente justa e economicamente viável e cumprindo todas as leis vigentes quanto à matéria.

As cadeiras plásticas da Tramontina, também tem certificação pelo Inmetro, que publicou a portaria nº 213/2007, que complementa a Norma ABNT NBR 14776 (Cadeira plástica monobloco – requisitos e métodos e ensaio), e define os requisitos de qualidade para fabricação e certificação de cadeira plástica monobloco. Ela passou a ser obrigatória desde abril de 2008, para comercialização dos fabricantes e, de fevereiro de 2009 para atacadistas e varejistas. Hoje todas as cadeiras plástico monobloco devem ter o selo de conformidade do Inmetro.

A portaria e a Norma dividem as cadeiras em classes de acordo com a sua resistência, medidas pelos testes de qualidade e com a resistência a exposição ao sol ou demais intempéries. Todos os testes devem ser feitos sem os dispositivos antiderrapantes. De acordo com a portaria, as cadeiras devem trazer, gravados por baixo do assento, a identificação do fabricante, a identificação

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    Hali Ribeiro

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