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Estratégias Milenares

Resenha do livro: A Arte da Guerra de Sun Tzu. A Arte da Guerra é o mais antigo escrito sobre estratégia do mundo, e seus ensinamentos são utilizados por estrategistas até os dias de hoje. Para as organizações a Arte da Guerra é o manual do Planejamento Estratégico, e se bem utilizado pode servir de guia na tomada de decisões.

A obra Arte da Guerra da autoria de Sun Tzu remonta a turbulenta época dos Estados Guerreiros na China, ha quase dois mil e quinhentos anos, chegou até nos, trazendo as idéias de um filosofo-estrategista que certamente comandou e venceu muitas batalhas.

Súdito do rei da província de Wu, com inteligência e argumentos muito racionais, o autor expôs a importância da obediência, disciplina, planejamento e motivação das tropas. É uma obra original e valiosa porque é considerado o mais antigo tratado de guerra e hoje parece destinada a secundar a guerra das empresas no mundo dos negócios.

Disciplina a arte de ordenar as tropas, não ignorar nenhuma das leis da hierarquia e fazer com que sejam cumpridas com rigor, estar ciente dos deveres particulares da cada subalterno, conhecer os diferentes caminhos que levam a u mesmo lugar, não desdenhar o conhecimento exato e detalhado de todos os fatores que podem intervir, e informar-se cada um deles em particular. Tudo isso somado constitui uma doutrina, cujo conhecimento pratico não deve escapar a sagacidade nem a atenção de um general.

Conhece o ponto forte e o fraco tanto dos que forem confiados a teus cuidados quanto teus inimigos. Informa-te da quantidade e do estado em que se encontram as munições e os viveres dos dois exércitos. Distribui recompensas com liberalidade, mas com critério. Não poupes castigo, quando necessário.

Conquistados por tuas virtudes e tuas capacidades, os oficiais colocados sob tuas ordens te servirão tanto por prazer quanto por dever.

Trata bem os prisioneiros, alimenta-os como se fossem teus próprios soldados. Na medida do possível, faz com que se sintam melhor sob tua égide do que em seu próprio campo, ou mesmo em sua pátria, jamais os deixe ociosos. Tira partido de seus serviços com a devida precaução. Resumindo conduz-te em relação a eles como se fossem tropas que se tivessem engajado livremente sob teus estandartes. Eis o que chamo ganhar uma batalha e tornar-se mais forte.

Para vencer o inimigo, cinco circunstancias são necessárias

Saber quando combater e quando bater em retirada.Saber lidar com o pouco e o muito, segundo as circunstâncias. Compor Habilmente suas fileiras.

Mensio diz: O momento oportuno não é tão importante quanto às vantagens do terreno, e tudo isso não e tão relevante quanto a harmonia nas ralações humanas.

IV Preparar-se, prudentemente, para afrontar o inimigo potencial. Não prever, dando como pretexto a inferioridade do adversário, é o maior dos crimes. Estar preparado, independentemente de qualquer contingência, é a maior das virtudes.

V Evitar as ingerências do soberano em tudo que executar, para a gloria de seus exércitos.

Quem se defende mostra que sua força é insuficiente, quem ataca, mostra que é abundante. A arte de manter-se na defensiva não iguala a de combater com sucesso.

Tu, que estas a testa dos exércitos, deves tornar-te digno do oficio que exerces. Avalia as medidas que contem as quantidades, e as que determinam as dimensões, lembra-te das regras de calculo. Considera os efeitos da balança. A vitória não é senão o fruto de um calculo exato.

Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de organização. Controlar muitos ou poucos é uma mesma e única coisa. É apenas uma questão de formação e sinalizações.

Transformar a fraqueza em força só é dado àqueles que têm uma energia absoluta e uma autoridade ilimitada. Pela palavra força não se deve entender dominação, mas sim a faculdade que permite que se transformem em ato tudo aquilo que se propõe. Saber engendrar a coragem e o valor no meio da covardia e da pusilanimidade significa tornar-se herói e, mais do que isso, colocar-se acima dos mais intrépidos.

A grande sabedoria é obter do adversário tudo o que desejas, fazendo com seus atos redundem em benefícios para ti.

O general hábil tirara partido de todas as circunstâncias, inclusive as mais perigosas e as mais criticas. Sabe manipular não somente o exercito que comanda, mas também o dos inimigos.

O general deve conhecer a arte das mudanças. Se ele se fixa em um conhecimento vago de certos princípios, em uma aplicação rotineira das regras da arte bélica, se seus métodos de comando são inflexíveis, se examina as situações de acordo com esquemas prévios, se toma suas resoluções de maneira mecânica, é indigno de comandar.

Um general não deve ignorar nenhuma armadilha que podem lhe colocar. Deve decifrar todos os artifícios do inimigo, quaisquer que sejam, mas nem por isso deve querer adivinhar. Calcular as distancias e os graus de dificuldades do terreno é controlar a vitória. Aquele que combate com pleno conhecimento destes fatores, vencera com certeza. Pode acabar ou prolongar a campanha, segundo julgar mais oportuno para sua gloria ou para seus interesses.

Em resumo, afirmo que toda a tua conduta militar deve calcar-se nas circunstâncias, que deves atacar ou te defender, levando em conta se o teatro da guerra se desenrola em teus domínios ou nos do inimigo.

Embora não se saiba ao certo se Sun Tzu existiu ou é uma figura lendária, os escritos são de Se-Ma Ts´ien, do século I a.C. e a tradução do padre Amiot é a primeira versão que se conhece no Ocidente.

Muito da obra pode ser utilizados, nos dias de hoje, no mundo organizacional. A Arte da Guerra nos mostra estratégias que devem ser seguidas pelos lideres onde a primeira batalha que se deve travar é contra si mesmo. É necessário agir em conjunto, conhecer o ambiente de ação, o obstáculo a ser vencido e, é claro, conhecer seus próprios pontos fortes e pontos fracos e da empresa. Obtendo da concorrência tudo o que desejar, transformando seus atos em benefícios.
Em relação aos colaboradores, é preciso manter uma disciplina rígida, ser respeitado, ter prestígio. Para isso é preciso agir rápido à medida que as infrações ocorram sem esquecer-se de beneficiar todo o bom desempenho, mantendo assim a motivação.

Utilizar as informações precisas para elaborar estratégias que tragam a vitória. A superioridade numérica isolada não confere vantagem, mas a determinação de um líder sim. A energia deste será fundamental para a vitória, mas não se trata uma energia cósmica ou religiosa, e sim da vontade de agir e conseguir conquistar objetivos.
Seus princípios podem ser aplicados, por indivíduos no confronto com seus oponentes, exércitos contra exércitos e empresas contra suas concorrentes.

Sun Tzu, mesmo a dois mil e quinhentos anos atrás, já dava a ênfase nas ralações humanas, mostrando que não há líder vitorioso sem uma equipe motivada e comprometida, o que foi esquecido por muitos anos pelas organizações. Hoje não há duvidas, para os gestores atualizados, que os clientes internos são tão importantes quanto os externos.

Estar atento às mudan&c

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    Juliane Quadros

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