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Estereótipo e cárcere privado: similitudes de uma agressão silenciosa

Estereótipo e cárcere privado: similitudes de uma agressão silenciosa. O texto relata aspectos de similitude impressos na contracepção do estereótipo como rotulagem social, com o mesmo impacto psicológico do crime de cárcere privado.

Frequentemente ouvimos em conversas informais, relatos de preocupações, referente ao comportamento ou condutas divergentes do pensamento, de um, ou de outro grupo, referente uma pessoa que foi ou está sendo rotulada.

O rótulo - Estereótipo - como iremos tratar, neste texto, é conceituado, como uma forma usual, de economia cognitiva em alto grau de abrangência (adotado/utilizado por muitos ou todos). No entanto, salientamos que tal rotulagem, pode exercer um impacto negativo e bastante destrutivo na psique do indivíduo que recebe a rotulagem, principalmente se essa for uma conduta, exercida direta, o impacto dessa carga social, terá o seu valor aumentado. Copiosamente, temos os mais variados exemplos, nos níveis mais básicos, dentro da própria família. Expressões (frases) como: “mas você é burro!”; “Ele é preguiçoso!”; “Esse aí, não tem jeito!”; todos estes termos, que ora exemplificamos, são expressões usuais, em muitos nichos familiares. Porém, não paramos para nos ater, quanto a significância desta ação.

- Mas o que isso imprime no indivíduo? – ou - Como é possível modificar o impacto negativo deixado pela impressão de um estereótipo?

Nesta reflexão, abordaremos o estereótipo de forma negativa, como algo que deve ser corrigido, conforme a interpretação de HARRÉ (1999). Levaremos em conta também a definição usual da Psicologia Social que utiliza o termo estereótipo tanto de forma pessoal quanto de forma social. O estereótipo pessoal focaliza as qualificações atribuídas por uma opinião pessoal, individualizada. Os estereótipos sociais ou culturais enfocam como uma conformidade coletiva, justaposta por uma determinada sociedade. Diante da rigidez das conceituações qualificadoras está o indivíduo que sofre o impacto direto do estereótipo que lhe é atribuído.

Do outro lado usaremos como comparativo o Crime de Cárcere Privado e suas consequências para a vítima. O Cárcere Privado, como sabemos, trata de crime contra a liberdade individual, que consiste no cerceamento do direito de ir e vir, de uma pessoa, retendo-a ou mantendo esta em recinto fechado. Neste crime, a grande restrição dá-se de forma física, sendo a vítima coibida de exercer a sua liberdade, pela ação violenta de um ou mais criminosos.

Na nossa abordagem veremos as similitudes, dos efeitos psicológicos impressos no indivíduo, tanto na submissão ao estereótipo, quanto na sujeição ao cárcere privado.

Abordaremos a existência de duas conjunturas distintas, vivenciadas tanto no Estereótipo quanto no Cárcere Privado, ambas, acarretadoras cerceamento/restrição de conduta, de forma imperativa.

Na primeira (Estereótipo), o indivíduo é engessado (amarrado) socialmente, numa rotulagem, imposta pela própria sociedade, em que ele está inserido. Na segunda situação (Cárcere Privado), o indivíduo também é restringido do seu direito de liberdade, onde nesta, o limitador é uma ação criminosa, onde o violador nesta ocasião, infringe os pressupostos legais.

Doutorandos - Professora Flávia Reis Sulz Gonsalves e Major Jesiel Rosa
CRA-DF - 018564
Doutoranda em Psicologia Social
Diretora - Excelência em Administração - Consultoria Organizacional
http://administrandocomex.blogspot.com/

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    Professora Reis

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