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Estamos preparados para lidar com o novo consumidor do e-commerce e o mundo digital?

O padrão de consumo da população está mudando rapidamente e cabe ao mercado se adequar aos novos hábitos e necessidades desses consumidores. O novo consumidor tem fácil acesso à informação por meio da internet, compara preço em lojas virtuais do mesmo segmento, está “antenado” a tudo o que falam...

ESTAMOS PREPARADOS PARA LIDAR COM O NOVO CONSUMIDOR DO E-COMMERCE E O MUNDO DIGITAL?

SANTOS, J. G. O

GRADUANDO EM ADMINISTRAÇÃO PELA FACULDADE AGES Lattes: http://lattes.cnpq.br/2990422158230715

O padrão de consumo da população está mudando rapidamente e cabe ao mercado se adequar aos novos hábitos e necessidades desses consumidores. O novo consumidor tem fácil acesso à informação por meio da internet, compara preço em lojas virtuais do mesmo segmento, está "antenado" a tudo o que falam nas redes sociais e utiliza diversas outra ferramentas disponibilizadas no ambiente virtual que influência diretamente na tomada de decisão. Ou seja, esse cliente está munido de muitas informaçãoes e tornaram-se muito mais exigentes. Portanto, é imprescindível conhecer o público-alvo para sempre vender bem.

"estamos em uma era de transformações que na internet apenas sua interlocultora e tradutora, porém não foi ela que causou toda essa mudança. O consumidor já cobiçava tais modificações em seu cotidiano. Havia uma demanda de desejos e necessidades reprimida por falta de um meio que a entendesse e a acolhesse. Este meio era a internet" (VAZ, 2008).

Tendo em vista que o e-commerce brasileiro é um mercado emergente que ainda está se consolidando, as lojas virtuais devem respeitar e considerar a opinião do consumidor como algo fundamental. O novo consumidor quer compartilhar experiencias, criticar, sugerir, opinar, reclamar e também quer ler as opiniões dos outros consumidores que passaram pela mesma experiência de compra, e assim decidir se deve ou não fechar negócio. Os clientes querem interar com empresas cujos produtos e serviços se ajustam as necessidades. Eles não querem ser tratados como parte de uma multidão.

Criou-se um novo modelo de serviço de vendas, onde o vendendor não é mais a referência e tornou-se obsoleto. O novo consumidor procura outros consumidores com gostos parecidos para adquirir produtos e serviços, decidindo sua ação de acordo com informações colhidas destas fontes. Este novo modelo de negócio tornou-se excelente para todos as partes, os consumidores saem satisfeitos, os grupos de compras que opinam agregam valor e as lojas virtuais lucram. Por isso, abrir um espaço para comentários na pagina de um produto é extremamente importante e deve ser adotado por todos que pretende entrar no mercado do comércios eletrônico.

Nesse ambiente acontecem trocas de experiências e as informaçãoes técnicas do que é oferecido ficam mais completas por agregarem a opinião de quem já comprou. Também fornece as informações necessarias para o lojista manter ou remover o produto da sua partileira virtual. Afirma Conrado Adoldo Vaz que:

O consumidor tem a necessidade de falar e se não for a empresa a primeira a deixa-lo expresar sua opinião a respeito dela, o fará mesmo assim, utilizando outros meios de comunicação, como um blog, um video postado no you tube ou um simples comentário em fórum ou podcast. (VAZ, 2008).

Vale ressaltar que integrar o comércio eletrônico às redes sociais aumenta o pontêncialidade de vendas, pois os consumidores podem compartilhar, com uma vasta rede de pessoas, suas aquisições e experiências participando ativamente ao comentar as vantagens de se adquirir determinado produto de uma marca específica.

O sucesso das interações on-line com com os clientes não acontece por acaso, o crescimento do comércio eletrônico cooperou para que novas formas de gestão do conhecimento emergissem com análise de fluxo de acesso do usuário, o gerenciamento de e-mail e os portais de conhecimento de vários canais. A personalização da informação sobre o cliente é possível devido a convergência do comércio eletrônico e do gerenciamento da relação em tempo real. A capacidade de personalização ajudam as empresas a entender e responder melhor as necessidades, aos comportamentos e as intenções de cada cliente assegurando que eles adquiriram exatamente o que precisam e quando precisam.

"O poder das pessoas reunidas em comunidades, trocando informações sobre suas vontades e expectativas, ainda vai modificar muitas coisas que conhecemos sobre as relações comerciais de hoje", defende o professor de marketing e de arena digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Rodrigo Tafner.

O e-commerce no Brasil já é considerado um marco do cenário mercadológico. Segundo o portal eCommerceOrg no Brasil, o faturamento evoluiu de meio bilhão de reais em 2001, para mais de R$ 13 bilhões de reais em 2010. Isso representa um crescimento superior a 2.300% em apenas uma década. Alguém conhece outro setor que tenha crescido com tamanha magnitude? Outro indicador extremamente positivo é o crescimento no número de consumidores on-line que saltou de pouco mais de um milhão em 2001 para estimados 23 milhões em 2010. Mas apesar disso, ainda têm-se muito o que aprender sobre a arte de se vender on-line, sendo o desenvolvimento de lojas virtuais é uns dos pontos que ainda deixam a desejar. Segundo Dailton Felipini, em seu trabalho como consultor, se depara frequentemente com clientes decepcionados com o e-commerce pelo fato de que as vendas não atingiram as expectativas. Ainda segundo ele ocorre que, na maioria das vezes o problema não está no mercado, afinal e-commerce vendeu mais de 13 milhões no ano passado, mas sim na loja virtual que foi desenvolvida para ser uma loja bonita, mas não para uma loja vendendora.

Dailton Felipini ainda defende que uma loja virtual vendedora é uma loja pro-ativa que desperta o interesse do usuário pelo produto, que ajuda o usuário a tomar decisões de compra por meio da comparação entre produtos similares, que esclaresse dúvidas e mostra os atributos positivos de cada produto que permite uma compra rápida e fácil por meio de caminhos alternativos no site, entre inúmeros outros fatores que levam o usuário a sair da loja com a compra realizada.

Ainda há algumas resistências sobre os processos de compras pela internet. Conforme LIMEIRA (2003), a avaliação do consumidor sobre os riscos envolvidos nesse processo gera fator tradicionalmente conhecido pelas empresas de marketing direto e vendas por catálogos ou telefone. A segurança das trasações on-line ainda é um fator que preocupa os consumidores. Segundo LIMEIRA (2003), em pesquisas feitas nos Estados Unidos foram identificados dois tipos de consumidores em relação ao e-commerce:

A preocupação com a segurança e a privacidade transacional, referente a fraudes e ao mau uso de informações financeiras pessoais como as do cartão de crédito; e a preocupação com a privacidade não-transacional, referente ao mau uso por terceiros de informaç&otil

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    josé santos

    Ginaldo Oliveira e fundador do Blog Tenha Sucesso. Graduado em Administração desde 2013 pela UniAGES em Paripiranga-BA. Atuou por quase 5 anos no setor de TI, trabalha com internet desde 19 anos. Atualmente exerce a função de Supervisor Administrativo em um grupo de lojas varejista de moda, sócio-fundador da Alugue & Venda site de Imobiliaria Online, pesquisador sobre vendas e varejo, empreendedorismo, novas tecnologias e negócios digitais.

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