voltar para Produção Acadêmica

Empreendedorismo no Setor Público

É possível ser empreendedor mesmo dentro do funcionalismo público?

Empreendedorismo: palavra que demonstra em sua acepção o início de algo, de alguma coisa (de certo vulto). Começar, delinear, experimentar, intentar, tentar. Dentro da Ciência da Administração ampliamos um pouco mais esta definição. Tiramo-la do abstrato e implantamos numa realidade profissional de forma inovadora, almejando resultados previamente planejados.

O segmento ao qual atuamos (privado ou público), não deve ser fator determinante e limitador. O empreendedorismo não é inerente ao ser humano, mas independe da idade, cor, religião ou localidade onde moramos. Empreender é dedicar-se com afinco e disciplina, embasadas em conhecimento e pró-atividade, nos seus objetivos, sejam pessoais e/ou profissionais. A inovação e o planejamento ditam o ritmo necessário para o sucesso dos negócios.

Quando acessamos o universo dos setores públicos, deparamo-nos com uma realidade desgastada, quando não saturadas de dificuldades por descaso, desconhecimento técnico-científico e injunções políticas. O pessimismo e as reclamações dominam as ações do meio. Metaforicamente, precisamos ser uma luz em meio à escuridão absoluta. A partir de bons exemplos, outros ascenderiam vossas luzes até o ponto em que não mais haveria escuridão.

Fácil? Creio que não! Toda reformulação requer esforço, persistência e aplicação de conceitos que evoluem com o próprio tempo. Ser arrojado não significa ser imprudente. Buscar a satisfação não demanda privilégios políticos ou pessoais. E quando arrastamos estas percepções a departamentos públicos, estando ciente da burocratização e centralização de poderes em muitas áreas, o que nos impede de ascendermos nossa luz?! Nada, ninguém. Nossa potencialidade fica latente, esperando o momento de explodir em ações, condutas e posturas ético-profissionais que viabilizem projetos de bem maior e comum. Depende de cada um nós (...) a força interior para realizar, aprender e crescer, pois os entraves serão sempre imprevisíveis e presentes.

O próprio tema em questão mostra um tom de preconceito. O que há de diferente no funcionalismo público? O privado é melhor!? Penso que só depende de quem o dirige, sem partidarismo político. O bom administrador e, sobremaneira, empreendedor há em casa, nas empresas particulares, nos segmentos públicos e de terceiro setor. Infelizmente, o contrário também, embora mais evidente em ambientes onde o nepotismo e a corrupção divulgam-se mais, ou seja, nos bastidores públicos. É uma realidade que demanda mais critérios nas análises de melhoramento, mais preparação para os embates cotidianos, uma visão macro das diretrizes traçadas e, enfim mãos à obra.

Impossível?! Jamais.

Rodrigo de Oliveira Reis

Comentários

Participe da comunidade, deixe seu comentário:

Deixe sua opinião!  Clique aqui e faça seu login.

    Rodrigo Rodrigo

    Sou estudante de Administração Pública, na UFLA

    Exibir