Empowerment: dinamizando o processo decisório nas organizações

O empowerment se tornou atualmente uma ferramenta importante dentro das organizações que pretendem ser desburocratizadas. Delegar poderes à seus subordinados é uma missão que os superiores têm de se acostumar, pois no mundo globalizado, em que a evolução é constante, a rapidez na tomada de decisões.

Autores: Dayane Sousa Franco e Luana Almeida Lima.

1. Conceito de Organização

De acordo com Chiavenato (2005, p.24) "uma organização é um conjunto de pessoas que atuam juntas em uma criteriosa divisão de trabalho para alcançar um propósito comum." Ou seja, as organizações são instrumentos sociais nos quais muitas pessoas combinam esforços e trabalham juntas para atingir objetivos que jamais poderiam fazê-los isoladamente.

Para o autor, as pessoas cooperam entre si de maneira racional e intencional, alcançando objetivos e proporcionando resultados ampliados e expandidos, que individualmente não teriam nenhum sucesso se realizadas isoladamente, daí, a importância do papel das pessoas e grupos dentro das organizações.

As organizações fazem parte tanto da sociedade como da vida particular de cada pessoa, estamos sempre em contato com as organizações, se não for como membros – trabalho, escola, vida social e cívica, igreja – podemos ser afetados como clientes, pacientes, consumidores ou cidadãos, sendo adequadas ou ajustadas às nossas necessidades.

"Organização é uma unidade social conscientemente coordenada, composta de duas ou mais pessoas, que funciona de maneira relativamente continua, com o intuito de atingir um objetivo comum." (CHIAVENATO, 2005 p. 24)

O autor ainda afirma que as organizações são muito mais do que meros instrumentos para a produção de bens e serviços, elas também criam ambiente em que muitas pessoas passam grande parte da vida, sendo assim, tem grande influencia sobre o comportamento humano. Além disso, as organizações não são estáticas e nem inertes, elas tem vida própria, nascem, crescem, vivem e morrem.

2. Conceito de Empowerment

Para Chiavenato (2005) o empowerment ou delegação de autoridade, basicamente é o processo de dar poder às pessoas, a liberdade e a informação para ajudar na tomada de decisões e com isso participar ativamente da organização.

No ambiente de trabalho globalizado e altamente competitivo dos dias atuais, parece ser uma solução viável abrir mão da centralização de poderes dentro de uma empresa, para que desse modo se tenha mais velocidade, flexibilidade e capacidade de tomada de decisões na organização, tornando mais ágil a solução de problemas.

"A mudança da produção em massa para a produção enxuta leva as organizações a repensarem sua forma de administração para continuar competindo neste mercado dinâmico e mutável." (RODRIGUES apud SANTOS, 2001 p. 2)

Chiavenato acrescenta que, o empowerment se baseia em quatro aspectos principais: Poder, Motivação, Desenvolvimento e Liderança. O primeiro é o mais importante, pois dar poder significa dar importância ao colaborador dentro da organização, gerando assim uma confiança mútua. Manter seus colaboradores motivados, elogiar o bom desempenho das tarefas, recompensá-lo, festejar o alcance das metas, faz com que ele trabalhe com mais empenho e presteza.

Na perspectiva do autor, capacitar seus colaboradores, dar qualificação profissional, dar a oportunidade de adquirir conhecimento, se torna importante, visto que, ajuda no desenvolvimento indireto da empresa. Orientar as pessoas, definir metas e objetivos, enfim ter uma liderança efetiva para que se possa avaliar o desempenho de cada colaborador.

"A delegação de autoridade pode dar-se em graus variáveis. Em muitas organizações, o emporwerment estimula a participação das pessoas, enquanto os gerentes mantêm a autoridade final pelas decisões. Em outras, o empowerment significa dar às pessoas da linha de frente – aqueles que estão em contato direto com o cliente da organização – um poder quase total para tomar decisões e exercer a iniciativa e a imaginação". (CHIAVENATO, 2005 p.301)

Para Hilsdorf (2010), o empowerment funciona através da delegação de poderes, visando aproveitar melhor o capital humano, usando também a gestão estratégica, seu uso é de fundamental importância, visto que, ajuda na exclusão do vício da centralização de decisões dentro da organização.

"Para promover o empowerment, não basta transferir verbalmente poder às pessoas; elas precisam ter reais condições de agir no pleno exercício da sua responsabilidade, desenvolvendo o que chamamos de "ownership", ou seja, agirem como intra-empreendedores e como se fossem "proprietárias" do negócio, pensando como empresários." (HILDSDORF, 2010)

Na perspectiva do autor, adotar o empowerment dentro de uma empresa é demonstrar seu amadurecimento organizacional, delegando uma autonomia a seus colaboradores, ajudando-os a se sentirem parte do sucesso, conseqüentemente, elevando a sua auto-estima, fazendo com que eles se sintam valorizados e motivados pela confiança de seus superiores, com isso fica mais fácil obter a lucratividade da organização.

3. A Importância da Delegação de Poderes na atualidade.

Segundo Lopes (2010), atualmente não se preserva mais os chamados "donos do conhecimento", que eram basicamente as pessoas envolvidas em posições de gestão, que tinham como característica a centralização, processos, responsabilidades e acima de tudo, poder.

Com o início da Era da Informação, benefícios foram surgindo, as empresas começaram a deixar a centralização para incluir seus colaboradores nas tomadas de decisões. Começa-se a confiar mais poder de decisão aos colaboradores dentro da organização, fazendo com que eles se sintam mais responsáveis pelo sucesso da empresa, tendo assim um maior vínculo motivacional.

Ângelo (2010) afirma que delegação de poderes é uma ferramenta que está muito em alta no mercado de trabalho, se trata do processo de transferir tarefas. Delegar é basicamente motivar e incentivar aos seus colaboradores, estimulando-os a se envolver mais com as atividades da empresa, tendo como objetivo, promover uma qualificação na mão-de-obra e uma redução de sobrecarga de serviço por parte do superior.

Para o autor, ainda que um dos principais pontos é a aceitação por parte do colaborador e a confiança nas capacidades por parte do seu superior, são componentes que devem ser levados em consideração para que eles exerçam as atividades com eficiência. A capacitação do colaborador também é algo fundamental para que o processo de delegação tenha o retorno esperado, mas ocorrem erros corriqueiros quando as tarefas são repassadas – Você vai fazer – mas não dizem como devem ser feito.

O autor cita outro fator a ser considerado, a identificação dos limites para execução das tarefas, devendo ficar bem claro, e lembrando que todo o processo tem que ser observado por um superior.

Um bom gestor sabe recon

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    Luana Lima

    Estudante de Administração da Faculdade de Tecnologia e Ciências.

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