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Cultura organizacional e cultura brasileira

Resenha crítica do capítulo 1 do livro Cultura Organizacional e Cultura Brasileira necessária à conclusão da cadeira Seminário Temático VII do Curso de Graduação em Administração da Universidade Federal do Paraná- UFPR, ministrada pela Profª Drª Adriana Takarrashi.

Apesar de expressar níveis complementares de um mesmo fenômeno, estudos sobre Cultura Organizacional, por um lado, e de Cultura Brasileira, por outro, têm geralmente seguido tradições e caminhos distintos no Brasil dos últimos anos. Essa independência parece predominar desde que o campo de cultura organizacional aportou no Brasil da década de 80, no rastro da difusão dessa linha de pesquisa no mundo ocidental.

Do ponto de vista da antropologia brasileira, o distanciamento com esse campo novo teve seus motivos – que vão da percepção de inaptidão teórica e de superficialidade conceitual de boa parte dos teóricos organizacionais à desconfiança de seu caráter modal – e acompanhou o comportamento observado em outras partes do mundo: seja como for, não nos cabe aqui, como teóricos organizacionais, analisar o lado antropológico da questão. Já do ponto de organizacional, o distanciamento é cada vez mais sentido, e há cada vez mais evidência da falta que o entendimento da cultura brasileira tem feito ao estudo de cultura organizacional no Brasil.

Realmente, apesar do aumento significativo de estudos focados em cultura organizacional no país desde fins da década de 80, ainda são poucos aqueles que se têm focado na análise da cultura de empresas no Brasil à luz das raízes, da formação e evolução, ou dos traços atuais da cultura brasileira. Também não são muitos aqueles que têm buscado entender melhor a cultura brasileira – ou manifestações de sua diversidade com base no espaço organizacional moderno, do seio das empresas aqui instaladas. E, por fim, são muito poucos os que se têm dedicado a analisar organizações ou manifestações organizacionais tipicamente brasileiras, procurando daí aprender sobre nossa cultura, sobre nossos próprio híbridos, ou sobre nós mesmos.

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    Cláudio Gama

    Analista Técnico em Gestão Governamental na função de Administrador no Governo do Estado de Santa Catarina/Secretaria de Estado da Casa Civil - SCC. Especialista em Gestão Pública pela Faculdade Municipal de Palhoça-SC. Curso de Especialização em Gestão em Saúde pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (concluído sem obtenção do título). Administrador formado pela Universidade Federal do Paraná- UFPR. CRA-SC nº 24.673. Tecnólogo em Gestão Pública formado pela UFPR. CRA-PR nº 200.185 e CRA-SC nº 600.285. Técnico em Gestão Pública com ênfase em Administração Municipal formado pela UFPR.

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