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Avaliação na Escola: muito mais que um processo para mensurar resultados

Neste artigo, será analisado o processo de avaliação, não pela visão de um especialista em pedagogia, mas de um professor da área de administração, economia e tecnologia; preocupado e comprometido com o processo ensino-aprendizagem. Apesar dos avanços das pesquisas em educação, da ciência e da tecnologia, as aulas apresentadas aos alunos, continuam muito parecidas com os modelos do início do século XX, tendo como ponto de vista metodológico dominante à exposição, a reprodução e a recompensa. A escola, no Brasil, na sua maioria, ainda mantém-se organizada sob tal enfoque, não prepara os alunos às novas realidades, gera abandono, desmotivação, incompreensão e agressividade. As escolas tradicionais não sabem preparar as pessoas para o imprevisível. Devemos considerar que a quantidade de informação está dobrando a cada três anos. A escola deve incorporar uma nova realidade, caracterizando-se pela capacidade de gerir relacionamentos interpessoais com os alunos, os pares, os superiores e a comunidade. Devem ser facilitadoras da vivência das virtudes, da ética e do respeito ao coletivo, não apenas formadora de mão-de-obra para esse ou aquele segmento de mercado. Assim, os programas de aprendizagem, incluem-se aí a avaliação como parte integrante desse processo, contribuirá realmente para uma profunda transformação no sistema de ensino no País.

Avaliação na Escola: muito mais que um processo para mensurar resultados


Artigo Científico Publicado na Revista CONTEXTO Radial: Faculdades Radial – nº. 8, julho de 2007. ISSN 1806-0579. Avaliação na Escola: muito mais que um processo para mensurar resultados. São Paulo: Radial, dezembro de 2007, p. 29-52.


Valdec Romero Castelo Branco

Professor universitário há 20 anos, formado em administração de empresas; mestre em administração de empresas; mestre em educação, administração e comunicação (multidisciplinar); pós-graduação Lato Sensu em Docência do Ensino Superior. Trabalha, desde 1995, como consultor associado, prestando consultoria e assessoria nas áreas de gestão de pessoas: treinamentos, palestras, seminários, workshops, cursos in company etc. profvaldec@uol.com.br


RESUMO

Neste artigo, será analisado o processo de avaliação, não pela visão de um especialista em pedagogia, mas de um professor da área de administração, economia e tecnologia; preocupado e comprometido com o processo ensino-aprendizagem. Apesar dos avanços das pesquisas em educação, da ciência e da tecnologia, as aulas apresentadas aos alunos, continuam muito parecidas com os modelos do início do século XX, tendo como ponto de vista metodológico dominante à exposição, a reprodução e a recompensa. A escola, no Brasil, na sua maioria, ainda mantém-se organizada sob tal enfoque, não prepara os alunos às novas realidades, gera abandono, desmotivação, incompreensão e agressividade. As escolas tradicionais não sabem preparar as pessoas para o imprevisível. Devemos considerar que a quantidade de informação está dobrando a cada três anos. A escola deve incorporar uma nova realidade, caracterizando-se pela capacidade de gerir relacionamentos interpessoais com os alunos, os pares, os superiores e a comunidade. Devem ser facilitadoras da vivência das virtudes, da ética e do respeito ao coletivo, não apenas formadora de mão-de-obra para esse ou aquele segmento de mercado. Assim, os programas de aprendizagem, incluem-se aí a avaliação como parte integrante desse processo, contribuirá realmente para uma profunda transformação no sistema de ensino no País.


Palavras-chave: Avaliação, relação interpessoal, liderança, mudança e motivação.


ABSTRACT

In this article, one will search to analyze the process of evaluation not for the vision of a specialist in pedagogic, but of a professor who comes giving lessons in the administration groups, economy and technology and, extremely worried and compromised to the process teach-learning. Despite the advances of the research in education, science and the technology, the lessons presented to the pupils, very continue similar to the models of the beginning of the twenty century, having as dominant methodology point of view to the exposition, the reproduction and rewards it. The school, in its majority, still is remained organized under such approach, does not prepare the pupils to the new realities, and generates abandonment, not motivation, compress and aggressiveness. The traditional schools do not know to prepare the people for the unexpected one. We must consider that the amount of information is folding to each three years. The school must incorporate a new reality, characterizing itself for the capacity to manage interpersonal relationships with the pupils, the pairs, the superiors and the community. They must be facilitators of the experience of the virtues, the ethics and the collective respect to, the not only formation of man power for this or that segment of market. Thus, the learning programs include the evaluation there as integration part of this process, will really contribute for a deep transformation in the system of education in the country.


KEY–WORDS: Evaluation, interpersonal relation, leadership, change and motivation.


INTRODUÇÃO

Para os educadores envolvidos no processo ensino–aprendizagem, a metodologia de avaliação vem sendo abordada como um dos mais complexos e mais debatidos problemas na educação, inúmeras alternativas são apresentadas pelos especialistas, mas muito pouco se coloca em prática em sala de aula ao longo do ano letivo.

Se há brilhantes trabalhos a respeito do processo ensino-aprendizagem, inclui-se aí a avaliação, por que isso não ocorre na prática?

A resposta sugere uma análise dos instrumentos e processos presentes nas instituições educacionais brasileiras. Para tanto, precisaremos refletir sobre a aprendizagem e a avaliação.

Nos trabalhos sobre avaliação que analisei a maioria deles, apresentam nas discussões conhecidos pressupostos: O que ensinar e com qual objetivo? O que é e como favorecer a aprendizagem? Por que e para que avaliar? Que instrumentos devem ser utilizados? Prova? Nota ou conceito?

AVALIAÇÃO E APRENDIZAGEM

Particularmente, ao discutirmos avaliação e aprendizagem, devemos envolver nesse contexto muito mais do que a apresentação de "formas de avaliação" ou "metodologias" de ensino.

De acordo com Luckesi (1999, p. 43) "para não ser autoritária e conservadora, a avaliação tem a tarefa de ser diagnóstica, ou seja, deverá ser o instrumento dialético do avanço, terá de ser o instrumento da identificação de novos rumos".

Acredito que essas discussões devem envolver questões fundamentais de ordem doutrinária, indo a fundo à questão educacional. Essas questões devem contemplar, por exemplo; Por que resolvi ser professor? Qual o sentido daquilo que me proponho a ensinar? Qual a utilidade disso para os alunos e a sociedade? Que tipo de aluno, cidadão eu pretendo ajudar a formar? A avaliação não deve começar por uma auto-avaliação do educador? O que pretendemos avaliar, afinal? O nosso aluno ou o nosso trabalho? Ou nenhum dos dois?

Na maioria das instituições de ensino os currículos escolares ainda são organizados em torno de um conjunto de disciplinas visivelmente diferentes e isolados de um contexto, dominadas por um conjunto de regras, protocolos, procedimentos escolares inadequados, cujos conteúdos se organizam a partir de uma estrutura rigidamente estabelecida, descaracterizada das experiências dos alunos e pautada na preparação para a lógica dos pré-requisitos.

Apesar de todo avanço das pesquisas em educação, da ciência e da tecnologia empregadas, hoje, na sala de aula, nossas aulas mais se assemelham a modelos do início do século XX, tendo ainda como instrumento metodológico dominante à exposição, a reprodução e a recompensa.

Noto que a escola da forma como está organizada, não apresenta um correto significado aos alunos, gerando abandono, desmotivação e mesmo rebeldia que acaba se manifestando, entre outras coisas, na indisciplina e agressividade física e moral por parte dos alunos.

Qual a resposta que a escola vem dando a isso? Vem acentuando ações que reprimem e ampliam os recursos disciplinares. Não há dúvida que fatores externos contribue

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    Valdec Branco

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