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A IMPORTÂNCIA DAS EMPRESAS FAMILIARES NO CONTEXTO MERCADOLÓGICO

DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO DA PEQUENA EMPRESA / AUTOR: CARLOS CESAR ANCHIETA ROMÃO

TCD - ADMINISTRAÇÃO DA PEQUENA E MÉDIA EMPRESA


OBJETIVO:


O objetivo deste trabalho é mostrar de forma sucinta o papel da empresa familiar no ambiente de mercado; medir e demonstrar parâmetros de competitividade com outras empresas familiares e não-familiares, assim como discorrer sobre a estrutura interna de formação, hierarquia, tomada de decisões e sucessão dentro destas organizações. Destacaremos os pontos positivos (vantagens) e pontos negativos (desvantagens) desta forma de estrutura organizacional, comparando entre si estas variáveis.


JUSTIFICATIVA:


A justificativa para dissertação sobre este tema é obter uma análise, sob o ponto de vista da Administração, dos aspectos e características que posicionam as empresas familiares no contexto competitivo do mercado. As peculiaridades da gestão desenvolvida neste ambiente diferenciado em comparação com a concorrência.


INTRODUÇÃO:


Nos dias de hoje, há diversos debates sobre o tema "empresa familiar". Alguns especialistas e empresários acreditam que família e empresa não devem se misturar. Quando isso acontece á eficiência de ambas acaba se reduzindo. Porém, o que se verifica é a existência de empresas familiares, assim como empresas não-familiares, eficientes e ineficientes.
Os defensores deste modelo de gestão argumentam que as empresas familiares são a coluna vertebral econômica das nações e é o campo ideal para o nascimento de novos empresários.
Já os que se opões a elas, defendem que elas são mais propensas à emergência de conflitos laborais e às crises (nomeadamente quando é necessário resolver o problema da sucessão do fundador) Quando paramos para observar empresas de sucesso de hoje, chegamos a conclusão que muitas delas já foram ou continuam sendo consideradas Empresas Familiares a exemplo da Rede Globo de Televisão, Wal-Mart (Rede Varejista), G. Barbosa, Universidade Tiradentes, Magazine Luiza, entre tantas outras.


DESENVOLVIMENTO:


Em seu clássico modelo de cultura organizacional, as empresas familiares, geralmente, separam crenças, valores, ritos, rituais e artefatos - nessa ordem - numa escala crescente de visibilidade. Nela, as crenças (natureza humana, justiça, igualdade e etc) são os aspectos menos visíveis de uma cultura organizacional, e os artefatos (decoração, uso do tempo e do espaço), os aspectos mais visíveis.
A partir da formação da noção moderna de empresa, surgiu uma incompatibilidade entre este novo modelo e a família, considerando-se o impacto que a cultura familiar provoca nos processos decisórios da empresa.
Na empresa familiar isso se torna bastante evidente, por ser um ambiente em que se confundem o papel profissional do gestor, racional e objetivo e o papel familiar, de pai, filho, etc, que pressupõe uma relação caracterizada pela afetividade.
Desta forma, a empresa familiar seria em si uma contradição, produto de uma confluência de dois sistemas opostos, cujo encontro sempre gera alguma forma de conflito
De acordo com Peter Drucker, obviamente não há diferenças entre as empresas dirigidas por profissionais e as comandadas por uma família com respeito a todo trabalho funcional: pesquisa, marketing ou contabilidade, mas, com respeito à administração, a empresa familiar requer regras próprias muito diferentes que precisam ser estritamente observadas; caso contrário ela não conseguirá sobreviver e tampouco prosperar.
O negócio familiar tem sido descrito como apresentando um ambiente de trabalho único, que inspira um maior cuidado e lealdade dos funcionários. As relações familiares gerariam motivações não usuais, estimulariam melhor comunicação (pela linguagem da família) e maior confiança.
As empresas familiares possuem o que podemos denominar de atributos bivalentes, isto é, características que podem ser, ao mesmo tempo, vantagens ou desvantagens dependendo da forma como as empresas são conduzidas, como, por exemplo:
As vantagens: Interesses comuns; Confiança mútua e autoridade definida e reconhecida; Facilidade na transmissão da informação; Flexibilidade de processos; Projeto em longo prazo; Permanência da cultura e dos valores.
As desvantagens: Confusão entre a propriedade da empresa e a capacidade para geri-la; Isolamento face à envolvente de negociações; Não seguir as regras do mercado quanto à gestão; Confusão entre os laços de afeto e os laços contratuais: Problemas com a sucessão; Falta de clareza nos processos; Problemas a nível familiar:.
Em uma retrospectiva da história recente das empresas familiares no Brasil é possível perceber como os negócios familiares estão intimamente ligados à evolução da economia brasileira.
Desde os anos trinta até os dias de hoje, a economia brasileira passou por diversas crises e turbulências, que afetaram as atividades das empresas familiares brasileiras.
Em um período mais recente, de 1989 a 1995, observa-se que as dificuldades econômicas afetaram os gigantes dos negócios, as empresas estatais e também as organizações de pequeno porte.
Todas elas tiveram de efetuar mudanças em seus negócios para sobreviverem. Muitas tiveram de fechar as portas ou serem vendidas.


CONSIDERAÇÕES FINAIS:


O fato da empresa se caracterizar como familiar não define, por si só, o sucesso ou insucesso, Sempre vai ser necessária a existência de regras definidas,comprometimento dos seus integrantes, persistência no trabalho para atingir seus objetivos, amor pelo que faz, e muito mais e principalmente os herdeiros manter a qualidade e respeito de seus antecessores.


REFERÊNCIAS:


http://www.ebah.com.br/content/ABAAABOyoAA/empresa-familiar

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    Carlos Romão

    Dinamismo, iniciativa, liderança, organização, facilidade de comunicação, bom relacionamento interpessoal, bom português, informática, negociação, coordenação de atividades, cumprimento de metas, capacidade de análise e interpretação de dados, trabalho em grupo/equipe, tomada de decisão.

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