Workaholic ganha em horas de trabalho, mas pode perder em produtividade
Workaholic ganha em horas de trabalho, mas pode perder em produtividade

Workaholic ganha em horas de trabalho, mas pode perder em produtividade

Encontrar o equilíbrio no meio profissional é desafio para a maioria dos trabalhadores. Muito se fala que o comprometimento e a dedicação auxiliam na ascensão da carreira, mas até que ponto? Em contrapartida, os efeitos do estresse e do exagero no trabalho começam a ser vistos nas empresas com certa preocupação.

31 janeiro 2007

Encontrar o equilíbrio no meio profissional é desafio para a maioria dos trabalhadores. Muito se fala que o comprometimento e a dedicação auxiliam na ascensão da carreira, mas até que ponto? Em contrapartida, os efeitos do estresse e do exagero no trabalho começam a ser vistos nas empresas com certa preocupação.

Para se ter uma idéia, o desempenho dos workaholics, prova viva de dedicação ao trabalho, tem sido questionado pelo meio corporativo: o fato de permanecerem mais de doze horas no escritório tem sido combatido.

Excesso de trabalho ou hábito?
A tendência de passar tanto tempo no escritório pode ser atribuída a várias causas, e é preciso acompanhar isso de perto: trata-se de excesso de tarefas a desenvolver ou simplesmente um hábito?

Caso o funcionário se acostume a esticar sempre o seu horário de trabalho, pode tomar o caminho contrário à produtividade, já que se habitua a desenvolver em doze horas o trabalho que poderia realizar em oito. Conclusão: com o tempo se sentirá cansado desta rotina e seu desempenho tenderá a cair, e muito.

Mas, se você é visto como um workaholic e se sente atolado pelo trabalho, muita calma: pode ter sim suas razões! É claro que a redução do quadro de funcionários e a estratégia de que os profissionais acumulem funções são pontos a serem considerados.

Neste caso, é mais do que justificável a permanência no escritório até mais tarde, já que o profissional não dá conta de tantas tarefas!

Papel da empresa
Justamente por isso é importante que a empresa verifique de perto o que está acontecendo com seus funcionários, principalmente aqueles que desempenham tarefas estratégicas. Monitorar suas atividades e ter conhecimento quanto ao trabalho desenvolvido devem ser prioridade.

Afinal, vale muito mais a pena ter o trabalhador menos tempo no escritório, desenvolvendo suas tarefas dentro de um bom rendimento e prazos razoáveis, do que poder contar com ele as 24 horas do dia em um projeto, e perdê-lo em seguida, diante de uma grave crise de estresse!

Pensando nisso, algumas empresas, principalmente as de maior porte, têm adotado políticas de combate aos exageros no trabalho. É o caso da Nokia que, segundo informações publicadas no órgão informativo dos Administradores Profissionais de SP, implantou o programa "Apagar as Luzes".

Nesta empresa, os andares ficam às escuras a partir das 20h, de segunda à quinta-feira, e às 19h, nas sextas-feiras. Isso fez com que muitos funcionários que antes possuíam jornadas de 12 horas diárias mudassem sua rotina.

Busca do equilíbrio
Não é exagero dizer que encontrar o meio-termo não é uma tarefa fácil. Quem já não passou pelo dilema de ficar ou não até mais tarde no trabalho, ou ver alguém sendo criticado por seguir à risca o seu expediente?

Portanto, pontos de vista para esta discussão não faltam. Para ajudar nesta questão, as empresas precisam adotar políticas no combate ao estresse, oferecendo condições para que o funcionário consiga cumprir suas metas.

Já o funcionário precisa ter consciência quanto à necessidade de equilibrar vida profissional e pessoal, mas sabendo dedicar mais tempo às tarefas complexas no momento certo.

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