Versão maliciosa do WhatsApp para desktop é identificada
Versão maliciosa do WhatsApp para desktop é identificada

Versão maliciosa do WhatsApp para desktop é identificada

Malware em português traz link para baixar a versão do aplicativo para PCs que infecta o sistema e captura senhas armazenadas, segundo Trend Micro

O popular aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp foi adquirido pelo Facebook recentemente pelo alto valor de US$ 19 bilhões. Os cibercriminosos não perderam tempo para tirar proveito dessa novidade: apenas uma semana após o anúncio oficial, foi detectado um ataque de spam afirmando que a versão desktop do aplicativo móvel já está sendo testada.

Os engenheiros da Trend Micro, líder mundial em soluções de segurança na era da nuvem, encontraram uma amostra de spam que menciona a compra do WhatsApp pelo Facebook e também informa que a versão desktop do WhatsApp já se encontra disponível para Windows e Mac. A mensagem fornece um link para o download da suposta versão, que foi detectada como TROJ_BANLOAD.YZV, comumente utilizado para baixar malwares bancários.

Neste caso, o TSPY_BANKER.YZV é baixado para o sistema. Esta variante bancária recupera logins e senhas armazenadas, representando um risco de segurança para contas online que são acessadas ​​no sistema afetado. O malwarebancário aparece com uma mensagem em português, indicando que os alvos são usuários no Brasil.

“Embora o volume da disseminação deste spam ainda esteja relativamente baixa, esse número está aumentando. Uma de nossas fontes de Spam informou que amostras da execução do malware responderam por até 3% de todos os emails vistos por ela, o que indica um potencial surto deste spam”, diz Mark Manahan, pesquisador da Trend Micro.

Os usuários devem ser cautelosos com esta mensagem ou similares. O WhatsApp, atualmente, não possui parcerias com Windows ou Mac, por isso, todas as mensagens que informam que tal versão esteja disponível podem ser consideradas fraudes. A Trend Micro protege os usuários deste tipo de ataque, detectando arquivos ou spams maliciosos, além de bloquear os sites relacionados ao malware.

O fundador do Whatsapp, Jan Koum, disse nesta semana que não há previsão de versões oficiais do aplicativo para tablets nem desktops.




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