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Sem otimismo com Brasil em 2014, Santander Asset aposta no exterior
Sem otimismo com Brasil em 2014, Santander Asset aposta no exterior

Sem otimismo com Brasil em 2014, Santander Asset aposta no exterior

A administradora, com cerca de 125 bilhões de reais em ativos sob gestão, acaba de lançar dois produtos para clientes de alta renda na categoria multimercado

A Santander Asset Management, braço de gestão de recursos do Santander Brasil, ampliou a aposta em fundos que investem em ativos no exterior, como alternativa ao cenário pouco promissor a papéis brasileiros para 2014.

A administradora, com cerca de 125 bilhões de reais em ativos sob gestão, acaba de lançar dois produtos para clientes de alta renda na categoria multimercado, cada um permitindo aplicar até 15 e até 20 por cento, respectivamente, em papéis de empresas dos Estados Unidos, Europa e Ásia.

Com isso, a gestora expande a oferta de produtos dessa classe, antes restritos a clientes do segmento private, com maior disponibilidade de recursos para investir.

Nos produtos lançados, o FI Global Multimercado e FI Diversificação Global Van Gogh Multimercado, a aplicação mínima é de 10 mil reais. A expectativa da administradora é de que cada fundo tenha uma captação de 300 milhões de reais até o fim do primeiro trimestre.

"A diversificação faz sentido, considerando a alta de juros no Brasil, que tira a atratividade para a bolsa aqui", disse nesta terça-feira (7) a jornalistas a diretora da Santander Asset, Luciane Ribeiro.

Após cinco elevações consecutivas, o juro básico do país chegou a 10 por cento ao ano em novembro, no maior patamar em quase dois anos. A expectativa da gestora é de que a Selic suba outras duas vezes neste ano, até 10,5 por cento ao ano.

O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, caiu 15,5 por cento em 2013, refletindo o baixo crescimento econômico do país e a volatilidade provocada por incertezas em relação ao rumo da política monetária dos Estados Unidos.

A maior aposta no exterior se dá após o espanhol Santander ter vendido em 2013 metade da Santander Asset para a Warburg Pincus e General Atlantic. As compras de ativos fora do país se darão sobretudo pela aquisição de cotas de fundos de gestores internacionais, explicou Luciane.

Para Ricardo Denadai, economista-chefe da Santander Asset, o mercado acionário brasileiro começa 2014 menos vulnerável a surpresas negativas do que nos últimos anos, tanto no cenário doméstico quanto no internacional.

"O espaço para decepções é menor", disse a jornalistas, mencionando que há um cenário mais previsível para as economias norte-americana, europeia e chinesa neste ano. No caso brasileiro, a combinação de baixo crescimento e inflação alta deve se repetir, disse.

Com isso, a Santander avalia que os fundos de ações com melhor potencial de ganhos em 2014 são os não indexados a índices, dependendo muito mais da habilidade dos gestores de antecipar tendências e perceber quais setores se destacarão na conjuntura macroeconômica.

Nos segmentos mais conservadores, a administradora prevê maiores ingressos nos fundos DI, referenciados na Selic, assim como os fundos de renda fixa, que tiveram performance fraca em 2013 devido à forte alta da taxa básica, e impôs perdas aos papéis ligados à inflação devido à marcação a mercado.

"O grande ajuste já aconteceu; ninguém imagina uma alta muito forte da Selic em 2014", disse Luciane.

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