Seis perguntas que você deve se fazer antes de falar em público
Seis perguntas que você deve se fazer antes de falar em público

Seis perguntas que você deve se fazer antes de falar em público

Fale em público, falando com seu público. Aja com respeito, reaja sem preconceito e interaja para compartilhar e aprender

15 julho 2015

Falar em público é sempre uma experiência impressionante, um momento intenso, criativo e único. É sair da zona de conforto, comunicando-se e expressando-se com corpo, mente e coração. É ser percebido pelas pessoas, recebendo energia, informações e emoções e ao mesmo tempo criando relacionamento a cada palavra, a cada frase, a cada respirada, a cada silêncio, a cada olhar, a cada gesto. Falar em público é falar com o público e essa conversação começa bem antes de se apresentar ao vivo. Conversação? Sim, quando estamos falando ao público há perguntas invisíveis que passam pela cabeça das pessoas que formam nossa plateia. E essas possíveis perguntas invisíveis devem ser imaginadas, investigadas, analisadas e respondidas previamente.

Uma das ações fundamentais para deixar a mensagem clara e expor-se com confiança e sem estresse é antes procurar escutar o público com o qual se vai falar e conversar. Escutar é mais que ouvir. É biológico. Ouvimos o avião, o motor do carro, a mosca zunindo, entre outras situações. Escutar é ouvir + (mais) interpretar e aí selecionar e fazer o uso destas interpretações. Por isso, é preciso ter cuidado com os preconceitos, julgamentos e arrogâncias. Vou dar um exemplo: fui convidado para fazer palestra no SENAC para a turma de Segurança do Trabalho. No momento do convite já começa meu escutar com perguntas e indagações para uma experiência agradável comigo e com meu público:

1 – Quem me convida, convida por quê? Que informações e impressões ela tem sobre minha palestra? Que conteúdos e informações chamaram a sua atenção?
2 – Dentro do conteúdo que domino, o que a pessoa que me convida gostaria que eu transmitisse para a sua plateia?
3 – Quem me convida é representante de um grupo? Como é esse grupo?
4 – Qual o objetivo central do evento para o qual fui convidado? Como ele acontece? Como é o auditório?
5 – Teremos outros palestrantes no evento? De que temas eles vão tratar?
6 – Qual o perfil da plateia? Média de idade, escolaridade, sexo, etc.

E o escutar não para por aí. Como será a qualidade de humor desta gente reunida? Por exemplo, no caso do SENAC, uma das informações mais importantes que tive um dia antes da minha palestra foi ver a foto do grupo organizador na abertura do evento. A expressão, energia, simpatia e união do grupo me deu a sugestão de intenção certa para minha abordagem e conduta emocional na palestra.

Resumindo: no momento que estamos falando em público, já foi pré-configurada uma conversação invisível de perguntas e respostas. Essa pesquisa é essencial para a definição dos objetivos da palestra, para a escolha das argumentações e para estruturação racional do conteúdo da palestra e da estruturação emocional do palestrante. Atento a essas preparações e isento de julgamentos e preconceitos, ficamos livres das pré-ocupações e nos colocamos dispostos a compartilhar conhecimentos, evitando o estigma de ser um sabe-tudo.

E, se em algum momento da sua palestra alguém lhe perguntar algo que você não sabe ou não pesquisou, ou se alguém usar uma argumentação contrária à sua, diga com toda simpatia e respeito: – “Eu não sabia disso. Que ótimo saber. Por favor, pode compartilhar essa informação comigo e com todos aqui?”.

Fale em público, falando com seu público. Aja com respeito, reaja sem preconceito e interaja para compartilhar e aprender.

Mauro Henrique Toledo - Sócio-diretor da Teatrês (www.teatres.com.br), coach de comunicação para falar em público e consultor de treinamentos para vendas, liderança e gestão.

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