Saiba quem não pode declarar IR em dispositivos móveis

Para ajudar os contribuintes foi criado o aplicativo “m-IRPF”, que permitirá 90% do total de contribuintes realizar a ação através de tablets ou smatphones

12 março 2014

Já foi iniciado o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2014, que vai até o dia 30 de abril. Para ajudar os contribuintes foi criado o aplicativo “m-IRPF”, disponível para os sistemas operacionais Android e iOS. O programa permitirá que cerca de 90% do total de contribuintes possam realizar a ação através de tablets ou smatphones.

Segundo Francisco Arrighi, especialista da Fradema Consultores Tributários, é preciso que o contribuinte esteja atento às regras que impedem que a declaração seja feita através dos dispositivos móveis, principalmente aqueles que adiam a declaração para a última hora.

“Não é aconselhável abandonar totalmente o meio tradicional, pois alguns procedimentos para a realização da declaração através de dispositivos móveis estão sendo inseridos pela primeira vez este ano”, explica Arrighi.

A Fradema elaborou uma lista especificando o perfil dos contribuintes que não poderão entregar suas declarações através do dispositivo. Confira:

- Contribuintes que efetuaram doações em 2013;

- Os que receberam indenizações na justiça e precisam utilizar o módulo Rendimentos Recebidos Acumuladamente RRA;

- Profissionais liberais e autônomos que preencham o livro caixa e recolham carnê-leão (programa livro caixa);

- Quem recebeu rendimentos do exterior;

- Quem recebeu rendimentos que estejam com a exigibilidade suspensa, por decisão judicial;

- Quem precisa utilizar programas auxiliares para entregar a declaração do IR, nas seguintes situações:

• Que exerçam atividade rural (programa de atividade rural);
• Que tenham vendido bens em 2013 e precisam apurar ganho de capital (programa ganho de capital);
• Que tenham ganhos em moedas estrangeiras (programa ganho de capital em moeda estrangeira).

“É valido lembrar que para estes aplicativos as declarações poderão ser realizadas em ambos os modelos, simplificado ou completo, porém é necessário que não seja uma declaração complexa, no ponto de vista técnico”, explica o Francisco Arrighi. “O auxílio de um especialista é sempre o melhor caminho”, conclui.

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