Quais as expectativas dos pequenos empresários para vendas de natal?
Quais as expectativas dos pequenos empresários para vendas de natal?

Quais as expectativas dos pequenos empresários para vendas de natal?

30,4% dos empreendedores estão otimistas com as vendas, esperando que elas sejam melhores que as do ano passado. Já para 38,1% dos ouvidos a expectativa é que o desempenho seja igual ao de 2017

Considerada uma das datas especiais mais aguardadas e celebradas pelos brasileiros, o Natal e suas tradições também trazem uma série de expectativas para os empresários, que costumam ter no período o seu melhor desempenho do ano em termos de vendas e faturamento. Por essa razão, para aferir as expectativas do mercado para 2018, o Sebrae nacional realizou uma pesquisa com 5,8 mil pequenos empresários de todos os estados brasileiros, incluindo a Paraíba, colhendo informações sobre as suas expectativas e planejamento para a data que se aproxima.

Conforme o resultado, 30,4% dos empreendedores entrevistados disseram que estão otimistas com as vendas, esperando que elas sejam melhores que as do ano passado. Já para 38,1% dos ouvidos a expectativa é que o desempenho seja igual ao de 2017, enquanto 26,7% acreditam que terão, em termos de faturamento, um natal pior que o do ano anterior.

Ao analisar os dados por setor, a pesquisa verificou maior otimismo entre os micro e pequenos empresários do comércio, uma vez que 33% dos entrevistados que atuam nesse segmento afirmaram esperar um natal melhor que o de 2017. Já no setor de serviços, 30% dos participantes da pesquisa sinalizaram expectativas melhores em comparação ao ano passado, percentual que entre os entrevistados do setor industrial foi de 28%.

Para os três segmentos, 38% responderam que esperam apenas repetir o mesmo desempenho do ano anterior. Ainda nos resultados por segmento, 25% dos empreendedores do comércio, 28% da indústria e 28% do setor de serviços responderam que vislumbram um natal com desempenho inferior a 2017.

Além das expectativas para as vendas, o Sebrae também ouviu os empresários sobre o planejamento para contratações temporárias visando o final do ano. Entre os 5,8 mil entrevistados, apenas 18,5% responderam que pretendem aumentar o seu quadro de funcionários.

Nesse universo, a maioria, 9,1%, planeja contratar de 2 a 3 funcionários, enquanto 7% dos ouvidos pretendem criar apenas uma vaga temporária e 1,5% têm intenção de oferecer de quatro a seis oportunidades de emprego.

Os demais, 0,6% e 0,3%, responderam que pretendem contratar, respectivamente, de 7 a 10 ou mais de 10 pessoas para as atividades de final de ano. Já os empreendedores que não pretendem criar nenhuma vaga temporária em 2018 somam 80,1%.

Ao avaliar os dados, a analista técnica do Sebrae Paraíba, Marielza Rodriguez, destaca que, mesmo com as projeções relatadas pelos entrevistados, o aumento do fluxo de clientes é considerável nesta época do ano, o que deve motivar o empreendedor a tentar atrair os clientes para as compras de natal.

“O período natalino é, sem dúvida, um momento muito propício para todos os micro e pequenos empreendimentos promoverem inovação em busca da melhoria de desempenho e de resultados. Considerando que o fluxo de clientes aumenta significativamente, tentar atrair o cliente com novidades e promoções é uma estratégia necessária”, pontuou.

A analista do Sebrae também destacou que, além do comércio, o momento também é bastante oportuno para quem atua no setor de serviços. “Cadeias produtivas como a da beleza e da gastronomia crescem, sobretudo, no final do ano, quando as pessoas estão mais focadas na aparência e nas festas”, completou.

Mão-de-obra

Embora tenha como foco as perspectivas para o natal, a pesquisa do Sebrae também questionou os micro e pequenos empresários sobre a contratação de mão-de-obra. Conforme os dados, 52,2% afirmaram ter dificuldade para contratar profissionais qualificados, enquanto 25,8% responderam que não e outros 21,7% afirmaram não ter funcionários. A dificuldade, segundo os números, é maior na indústria (55%), seguida pelo setor de serviços (53%) e pelo comércio (50%).

Considerando os dados segmentados por região, a maior dificuldade é relatada pelos empresários do Nordeste (55%), seguidos pelos do Centro-Oeste (53%), Sul (52%), Norte (50%) e Sudeste (49%).

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