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Procura de emprego deve ser encarada como trabalho, dizem especialistas

Rotina inclui elaboração e envio de currículos e pesquisas sobre empresas. Eles recomendam dedicação de pelo menos seis horas diárias.

Especialistas dizem que a rotina diária de um profissional desempregado em busca de recolocação deve ser encarada como um trabalho.

Segundo eles, essa rotina deve incluir atividades como enviar e atualizar currículos, se informar sobre o mercado e entrar em contato com pessoas que possam ajudar a encontrar a vaga.


Para Camila Mariano, gerente de atendimento da Catho, o candidato deve buscar emprego oito horas por dia, como se estivesse trabalhando.

“Preparar um bom currículo é o primeiro passo, e isso demanda tempo, porque tem que pensar nas informações mais importantes e revisar sempre, para focá-lo no que a vaga pede”, diz.

Segundo ela, um candidato leva em média quatro horas para elaborar o primeiro currículo. Além disso, Camila recomenda que o profissional mostre o currículo para outra pessoa da mesma área ou consultores para saber se tudo está devidamente destacado e se não existem erros de português, que, segundo ela, eliminam candidatos.

Depois o candidato deve definir para quem enviará os currículos, estabelecendo uma meta diária. Segundo ela, pesquisas revelam que cerca de 1% dos currículos enviados e cadastrados têm retorno das empresas. Portanto, quanto mais currículos enviados, maior o retorno.

Camila diz que o profissional deve ter também o hábito de sempre procurar sua rede de contatos para dicas de vagas e informações sobre as empresas de sua área de atuação.

De acordo com a gerente, é recomendável dar preferência ao e-mail, porque, segundo ela, é uma forma de abordagem que não incomoda quem está sendo procurado, e a pessoa responde quando tem disponibilidade.

Para não perder o ânimo na empreitada, Camila recomenda que o candidato mantenha atividades de lazer e pense que é uma vitória cada dia em que cumpre a meta de enviar currículos e é chamado para entrevistas.

Marketing

Matilde Berna, diretora de transição de carreira e avaliações da Right Management, compara a busca de emprego a uma estratégia de marketing.

“Você tem um produto que tem de ser entendido e preparado e depois precisa planejar a divulgação dele no mercado”, afirma.

Para ela, a tarefa de procurar emprego deve consumir de seis a oito horas por dia. “Podem ser sequenciais ou divididas com outras atividades”, explica.

Segundo ela, procurar emprego não é apenas ler cadernos de classificados, almoçar com conhecidos para saber onde há vagas ou visitar sites em busca de oportunidades.

“O profissional tem que se informar constantemente sobre o mercado para definir sua estratégia e se planejar”.

Isso inclui, segundo ela, verificar quem está contratando, quem está demitindo e quem está lançando novos produtos.

Sem folga

Amanda Rizzo, gerente do Centro de Apoio ao Trabalho da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo, diz que quem está desempregado deve “respirar” a procura por trabalho a todo momento.

Segundo ela, a procura de emprego inclui o domingo. “O desempregado deve ler os cadernos de classificados que tragam oportunidades de emprego e assinalar as vagas de interesse. E correr atrás na segunda-feira logo cedo”, diz.

Ela aconselha o profissional a mesclar a procura de emprego com outras atividades, como fazer cursos gratuitos e serviços voluntários.

“Essas práticas, além de tirar um pouco o candidato daquela rotina de só buscar trabalho, melhora o currículo dele. E muitas vezes o trabalhador não consegue emprego por falta de qualificação”, diz.

Outra recomendação da especialista é manter em casa cópias de vários modelos de currículos direcionados para as diferentes áreas de atuação nas quais o candidato tem experiência.
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