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PF prende ex-diretor da Petrobras em operação sobre lavagem de dinheiro

Os grupos investigados registraram comunicações de operações financeiras atípicas num montante que supera 10 bilhões de reais

A Polícia Federal prendeu o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa no âmbito da operação Lava-Jato, sobre lavagem de dinheiro, informou a assessoria de imprensa da PF.

O ex-executivo da estatal foi preso no Rio de Janeiro sob a acusação de destruir documentos que o envolveriam no esquema de lavagem de dinheiro investigado pelos policiais federais.

Os grupos investigados registraram comunicações de operações financeiras atípicas num montante que supera 10 bilhões de reais, de acordo com as informações fornecidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e obtidas pela Polícia Federal.

Procurada, a Petrobras disse por meio de sua assessoria de imprensa, que, por ora, não comentará o assunto.

A PF informou que a prisão de Costa não tem qualquer relação com a investigação pela Polícia Federal sobre a compra pela Petrobras, em 2006, de 50 por cento de uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos.

Na quarta-feira, a Presidência da República informou em nota que a presidente Dilma Rousseff, à época ministra-chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, votou favoravelmente à transação baseada em um parecer falho.

Logo após Maria das Graças Foster assumir a presidência da Petrobras, em 2012, Costa foi demitido da diretoria de Abastecimento.

Ele era um dos diretores mais atuantes da gestão do ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli. Costa era uma indicação do PMDB e apadrinhado pelo vice-presidente da República, Michel Temer.

Outra mudança estratégica promovida por Graça, após assumir a presidência, foi acumular o comando da estatal com a direção do departamento internacional da companhia.

A Diretoria Internacional da Petrobras esteve envolvida diretamente com a compra da refinaria em Pasadena, hoje alvo de investigações pela Polícia Federal, Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público.

A refinaria norte-americana teria sido comprada por um preço acima do valor de mercado.

Procurada, a assessoria de imprensa da Petrobras informou que a empresa não tem comentários sobre assuntos relacionados à refinaria dos EUA.

ALVO NO CONGRESSO

As eventuais irregularidades envolvendo a Petrobras têm sido alvo da oposição no Congresso Nacional e até mesmo de deputados da base aliada insatisfeitos com o Palácio do Planalto.

Recentemente, deputados da base aliada ajudaram a aprovar a criação de uma comissão para viajar a Holanda e acompanhar investigações sobre suspeitas de pagamento de propina pela empresa SBM Offshore a funcionários da estatal.

A oposição busca, inclusive, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar denúncias de irregularidades envolvendo a estatal.

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